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A poesia




Imagem: Marcilane Santos



A poesia é trampolim

A poesia é orvalho
A poesia é queda
A poesia é choro
A poesia é sorriso
A poesia é encanto

O sol é poesia

O céu é poesia
Os pássaros são poesia toda manhã
As estrelas são poesia
As nuvens são poesia em formatos diversos
As amizades são poesia

A poesia é o mar

A poesia é a areia que contorna meus pés
A poesia é a pele
A poesia é o barco
A poesia é o sorriso
A poesia é o olhar

O salto é poesia

A estrada é poesia
O sonho é poesia



A mãe é poesia com aroma de resiliência
A costura é poesia
O som das águas das cachoeiras é poesia

São poesia os teus olhos passeando pelas letras dos livros
São poesia as horas em que viajas até chegares em casa
É poesia a tua luta
É poesia o teu prazer
É poesia a tua dúvida

A poesia é a criança
A poesia é o idoso
A poesia é a praça
A poesia é o jovem apressado
A poesia é a chuva

O teu cheiro é poesia
A tua raiva é poesia
O teu desejo é poesia
Assim como tua frustração também é
O voo da borboleta é poesia
Os estudantes indo à escola são poesia

O vento é poesia

A poesia és tu!

Marcilane Santos.

Instagram: @reversosliterarios
Blog: http://reversosliterarios.blogspot.com

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O maior natal


Do nascimento à páscoa,
da manjedoura à cruz,
Sua existência, vasta
de compaixão, conduz.

Como vertente d'água
que, sob o Sol, reluz,
as multidões arrasta,
no vicejar d'A Luz.

Está encerrada a espera!
Chega a alvorada astral!
Quando Jesus descerra

todo o esplendor moral
que desce ao chão da Terra,
eis o maior Natal!

Gilberto de Almeida


06/12/2019

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Ébrio - II


Gilberto de Almeida
01/11/2019



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Ébrio


Gilberto de Almeida
01/11/2019



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Em tudo

"Tornando-­nos  recomendáveis  em  tudo:  na  muita  paciência, nas aflições, nas necessidades, nas angústias.”
Paulo (II Coríntios, 6:4) 


Que adianta a ostentação da fé periclitante
no culto semanal do templo milenar,
conquanto contemplado, enquanto se abrilhante,
se o crente esquece a crença assim que deixa o altar?

De que vale a virtude efêmera e aberrante,
se, após o culto externo, extingue o seu pulsar?
O que dizer de quem, em casa se agigante,
bradando contra os seus, mas "crente" modelar?

No trabalho a indolência; a alegria orgulhosa;
no infortúnio, a blasfêmia; a palavra ominosa!
Onde a luzes do amor, da paciência, onde estão?

O aprendiz verdadeiro, em qualquer conjuntura
é paciente, é operoso, é gentil, não se apura;
é a virtude confiante; é o perfeito cristão!

Gilberto de Almeida
30/10/2019

Referência: Pão Nosso. Emmanuel/Chico Xavier. 
Capítulo 132: "Em tudo"


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A tela e a artista

Giovanni Maria Benzoni — "Velada Rebecca", 1864



Silente, traçando linhas como o arquiteto,
retrato-te nas telas que já não mais exorno.
Tu nos imorredouros arrebóis que logro a existência,
apesar de ainda ao sol não tocar.

Misturam-se as cores da esperança e da promessa...
Tu alva, cântico doce, suave e bela,
compassada como uma opera milagrosa...
És amada como toda a poesia.

Os versos, essas minhas carnes que caem
ao sofrimento, reverberam e voltam à alma...
Inimagináveis palavras refletem aos teus gestos.
Milhares de seres inanimados renascem ao vibrar.

A pureza inigualável e terna, uma dança de só bailarina,
enchendo a vida e a poesia de novos ventos...
São teus olhos, minh'amada, o novo leme...
O novo tempo que estou a navegar.


Josué Brito 

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Tolerância



Tenhamos tolerância com quem erra
porque ninguém se encontra em tal estado
de perfeição, por ora, nesta Terra,
que possa declarar não ter errado.

O engano, usualmente, mais encerra
ignorância que mal premeditado.
Busquemos silenciar a nossa guerra
de austero redentor, tenaz cruzado.

Estendamos a mão ao irmão caído
certos de que, algum dia, também nós
poderemos, do amparo justo e amigo

necessitar. Que não se desagrade
jamais a nossa ação e a nossa voz
do ofício fraternal da caridade.

Gilberto de Almeida
11/10/2019

Referência: Recados do Meu Coração. Bezerra de Menezes/José Carlos de Lucca. 
Capítulo "Tolerância"



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Diálogo com a Morte


- Quem é que vem chegando? - Sou a Morte!
- Mas, Morte, que desejas? - Vim buscar-te!
- Mas, como? Justo agora? - Sejas forte!
- Não podes me levar... - É minha arte!

- E a qual lugar me levas? - Para a corte!
- Da parte de quem chegas? - De Alta parte!
- Mas tenho esposa e filhos! - Não te importe!
- Não quero que me leves! - Vim levar-te!

- Mas não me preparei... - O que me dizes?
- Não ajudei ninguém! - Pobre coitado...
- Vivi por meu conforto... - Teus deslizes...

- No mais, sou inocente! - Estás culpado!
- E quem me julgará? - Temos juízes...
- Mas posso reparar... - Tempo esgotado!

Gilberto de Almeida
08/10/2019

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