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Não sei de que silêncios falam as minhas palavras...

Vem e envolve-me no teu corpo
deixa que me encontre em ti
abraçando cada palavra na solidão...

Entra-me na pele e conforta-me
deixa que a ternura que por mim sentes
invente desejos à distância...

Não sei de que silêncios falam as minhas palavras
mas sei de cor o teu olhar
rouba-me as palavras com beijos
nunca me deixes de amar...

Manuel Marques (Arroz)

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PRESENTE



PRESENTE

A coisa por aqui esta um imbróglio,
vou chanar meu amigo Unicórnio,
pra gente ir pra Lua,
pra colocar na Alma , mais candura.

Pensei em levar um laço,
pra capturar Estrela Cadente,
lá no espaço.

Mas, não vou levar não,
seria, de minha parte,
um ato indecente,
para com aqueles ,
cá aqui na Terra,
ao ver a Estrela Cadente,
pedem um presente,
para que se conquistar,
um Desejo Premente.

Eu, também , quando voltar da Lua,
que espero que a Alma,
esteja com mais Brancura,
vou fazer um pedido,
se Eu ver a Estrela Cadente,
pro “ Pensiero “ ficar mais Reluzente.

Lua, Unicórnio, Estrela Cadente,
só mesmo uma Poesia,
pra amenizar a monotonia,
e claro, espera que por Ela,
haja um pouco de Empatia .

( 16/09/2016 )

     

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Por que me desamparaste?



Lucas 24. 44 – 45

“Então, lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras; e lhes disse: Assim está escrito que o Cristo havia de padecer e ressuscitar dentre os morto no terceiro dia...”.
Hoje o espírito de Benjamim está abatido e, por isso, escreveu em seu diário:
Lendo o texto acima, eis fico espantado com ele porque, em todos os evangelhos e por muitas e muitas vezes, Jesus dissera que “deveria padecer e ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia.”. Pois bem. Somente agora, Jesus “lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras” – “o que estava escrito na lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos sobre Jesus.”.
Somente agora compreendo os momentos de admiração experimentados pelos seus discípulos, diante dos milagres realizados por Jesus em suas presenças. Penso que, na verdade, eles não tinham a certeza de que Jesus era o enviando prometido lá no Antigo Testamento. E por quê? Porque eles tinham o entendimento fechado para compreenderem os prodígios realizados por Jesus. Somente mais tarde, um pouco antes de ser crucificado e morto, é que Jesus “lhes abriu o entendimento.”. Disso se conclui que se Deus não quer que entendamos muitas das coisas que nos acontece na vida, nós ficamos com o entendimento fechado - por vontade dele.
É assim que me sinto em relação a certas coisas que acontecem na minha vida – estou com o espírito fechado. E fechado por Jesus e, portanto, ninguém pode abrir senão ele.
Pela existência e comportamento de uma só pessoa em minha vida, eu sofro e me angustio e, por mais que peça que ele, em sua misericórdia, tome a vida dessa pessoa em suas mãos e resolva-a para mim, ele não a soluciona. Que mais devo eu fazer, se tudo já fiz para ajudar essa pessoa e não o consegui. Está além de minhas forças, de minha capacidade.
Este é um lamento por constatar minha impotência para solucionar o problema. Já lhe confessei inúmeras vezes sem obter uma resposta.
Esta não pode ser a cruz que tenho que carregar para poder segui-lo. Penso assim porque se a cruz é minha, por que ela envolveria o sofrimento de uma segunda pessoa?
Se nas Escrituras estão todas as respostas e eu ainda não a encontrei, só me resta acreditar que meu entendimento ainda não está aberto para compreender.
Benjamim fechou a página do dia de hoje.


EP. Gheramer

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Como o Relâmpago


Mateus 17. 20 – 37

Quando será? Como será? Onde será?

Quando virá, não sabemos. Sabemos como virá: “Assim como o relâmpago, fuzilando”, ele brilhará de uma extremidade à outra no céu e, em outra parte é dito que “Todo olho o verá.”. Ora, se fossemos “terraplanistas”, isto é, se acreditássemos que a Terra é plana e não esférica, ficaria fácil entender que todos os homens, em qualquer lugar em que esteja o verão.

Por outro lado, nos é dito que ele não virá com “visível aparência”. Isto me leva a pensar que não será de forma material, mas, sim, de forma espiritual e, também, não virá de fora, pois, nos é dito que ele “está dentro” de nós. Assim,  penso que está presente em todos os homens, sem qualquer tipo de distinção – seja de raça ou crença e outras.

Acontecerá num dia em que não sabemos. O que sabemos é que estaremos no meio de nossas atividades diárias comuns: comprando, vendendo, comendo, falando, casando, jogando na loteria, tomando sorvete, comendo pizza... Enfim, tudo aquilo que fazemos cotidianamente. E, então, “bum!” – ele virá!

Se “está dentro” de nós ele virá para fora de nós. Mas, com tal afirmação estamos supondo o homem é formado “de corpo e espírito”; e podemos pensar que o espírito sairá e, uma vez supondo que é ele, o espírito, que anima e dá vida ao corpo, restará o corpo sem vida. Em assim acontecendo, este corpo – que é a parte material do homem - sem vida apodrecerá e, como é dito no fim do texto de hoje, “Onde estiver o corpo, aí se ajuntarão os abutres.”.

Fico a imaginar os bilhões de corpos apodrecendo sobre a face da Terra...

Será que a união dos espíritos humanos encontrando-se com Deus, que é Espírito, será o “reino de Deus”?
 
O texto de Mateus nos conta que Jesus nos adverte para que, quando ele se manifestar, os aqueles que estiverem no terraço não devem descer para pegar seus pertences; quem estiver no campo não deve voltar para casa; dois estarão deitados na cama e um será levado e o outro será deixado (seu espírito?). E por quê? A resposta, segundo nos relata Mateus, é dada por Jesus: “Quem quiser preservar a sua vida, perdê-la-á; e quem a perder de fato a salvará.”. O que estas palavras, na verdade, querem dizer? Voltando ao texto do dia 4 de setembro, eu leio: “... já consegui saber que esta crosta de personagens e fantasias que vesti até hoje, não sou eu; esta crosta é o “si mesmo” de que fala Jesus. Este não sou eu.”. É do “si mesmo” que Jesus nos fala, esta é a “vida” que não devemos querer salvar, pois, se o quisermos, nós perderemos a verdadeira vida, o nosso verdadeiro “eu” -  o nosso espírito.

Por hoje, fico por aqui; um dia de cada vez...

EP. Gheramer




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Ainda nevoeiro






Os galhos curvam ao vento
folhagens dançam no tempo
mesura minh'alma
em busca de calma
me rendo ao vento

Claudiane Ferreira



"Tudo o que está oculto será revelado um dia, e o que o homem não pode ainda compreender na Terra, lhe será sucessivamente revelado nos mundos mais avançados, e quando estiver purificado;neste mundo, ele está ainda no nevoeiro."

In "O Evangelho Segundo o Espiritismo"


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Ouve-me nos desejos

Anseio a noite e a madrugada
sonhar e ao acordar saber que me amas
ver no teu rosto a esperança da vida...

Vem aos meus braços exaustos de vazio
pois és tu que me fazes sonhar
comigo amor,  na noite seremos amantes
na esperança de colher o verbo amar...

Manuel Marques (Arroz)

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Negar a Si Mesmo


Mateus 16. 24

“Então disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.”.

Benjamim vem meditando nestas palavras desde o dia primeiro de setembro e está se sentido muito confuso. Num passado distante, ele escrevera em seu diário:
Afinal, quem sou eu? Quem eu fui? E a resposta é que nunca fui eu mesmo. Vivi papéis, interpretei personagens, aliás, muitos personagens, mas nunca fui eu mesmo.
Desde cedo em minha vida, logo depois de nascer, comecei a vestir fantasias e a interpretar papéis. Comecei a ser personagem, um depois do outro, e foram tantos que, hoje, olho para trás numa esperança de me achar e não encontro nada. Perdi, deixei escapar a chance de viver a minha própria vida; nunca fui eu.
E falando sobre onde vou buscar material para meus escritos, continuei:
Encontro o material para meus escritos no interior de mim mesmo, onde está a essência que anima meu corpo material. É aí que vou buscar o conteúdo de minhas obras, através das quais procuro revelar que é extremamente superficial e radicalmente enganosa a ideia que o ser humano faz de si mesmo. Nos textos procuro mostrar que não somos nada daquilo que pensamos ser; que nada daquilo que já se escreveu ou pensou até hoje, se aproxima da Verdade. Antes, o homem está se afastando cada vez mais dela. É acreditando nisso que vou até esta região abissal, que promete o supremo prêmio do encontro comigo mesmo, saindo da pasmaceira enfadonha e tediosa, na esperança de encontrar a Verdade que me libertará.
Ser personagem é fácil, difícil é não ser.
Mas eu não desisto e continuo a me procurar. Só uma pergunta me encanta: quando chegar a hora de me encontrar, como reconhecerei que sou eu se nunca fui eu de verdade?
Uma sensação de desperdício me acompanha ao mesmo tempo em que a esperança ainda teima, desesperadamente, de esperançar.
***
Pois bem. O tempo passou e sinto que hoje encontrei comigo mesmo, com o eu que nunca fui e, confirmando o que já escrevera no passado, não reconheço este eu que encontrei, porque nunca o fui de verdade - sempre fui o “si mesmo”.
Refletindo nesta passagem em que Jesus disse a seus discípulos: “se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.”.
Pois bem, quero seguir a Jesus porque, segundo sua promessa, quem o seguir terá “vida e vida em abundância”. É justamente isto que desejo: viver plena, abundantemente, mas, segundo a passagem de hoje, primeiro é preciso “negar a si mesmo”. Estou tentando e já consegui saber que esta crosta de personagens e fantasias que vesti até hoje, não sou eu. esta crosta é o “si mesmo” de que fala Jesus. Este não sou eu.
Porém, ao despir-me desta crosta, para minha surpresa e espanto, não encontro nada, isto é, não encontro o eu que na verdade eu sou. Confirma-se o que escrevi décadas atrás: “quando chegar a hora de me encontrar, como reconhecerei que sou eu se nunca foi eu de verdade?”.
Sinto-me meio-triste porque já sei quem eu não sou: não sou esta crosta de personagens e fantasias que vesti durante toda a minha vida; mas, por outro lado, fiquei despido e sem saber quem eu sou.
Será esta a minha cruz? E que devo toma-la para depois segui-lo? Será que, ao segui-lo, finalmente descobrirei quem eu sou?
São perguntas que aguardam revelação.

EP. Gheramer



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SENTIMENTOS

SENTIMENTOS
(Por Maristela Ormond)
CPA Gaufée










Do meu medo
Guardo segredo,
Da minha vida
Tomo guarida,
Do meu abraço
Não sinto cansaço,
Do meu riso
Faço-o conciso.
Do meu falar
Guardo o pensar.
Do meu sonho
Esperança ponho.
Do meu prazer
Faço lazer.
Do que escrevo
Sentimento transcrevo.
Do meu amor
Não guardo pudor.
De minha fadiga
Faço cantiga.
De meus versos
Faço o Universo...




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