Powered by Blogger.
RSS

Transversal

 
 
 
 
 
 
Que 2014
 
lhe reserve momentos interessantes
nada stressantes
 
 se por acaso surgir uma  grande tempestade,
que você tenha um amigo e divida a metade
 
que a gratidão e o amor universal
tenha como companhia  a  paz já na  transversal.
 
Claudiane
 
 
 
 
 
 Feliz   Olhar  Novo  - Drummond
 
   

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Mar irresistível...

Na fonte dos teus olhos
a lágrima e o riso
desejos ocultos
ardem no meu olhar
os sonhos...

Meu amor
olha-me nos olhos
pois trazes o mar
no teu olhar...

Manuel Marques (Arroz)

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Perfume

O seu perfume
Guardado na memória
Conjunto em mim

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

O CORAÇÃO DA MOÇA QUE DORME EM SEU PRÓPRIO CORAÇÃO

o que são sonhos? perguntou o fantasma vivo dos mares. sonhos, respondeu-lhe a escuridão, àquela que tudo sabe, são manifestações que cada poeta sente diferente. o romântico sente manifestações da alma, os realistas sentem manifestações do cotidiano, os surrealistas chamam de metalinguagem, e sentem manifestações do inconsciente, aprendidas que foram com o médico vienense; os ascetas sentem manifestações do futuro, e os charlatões, estes leem nos sonhos um irrealizável futuro.

o que são sonhos, oh escuridão, tu, que tudo sabes, o que são sonhos para as moças que dormem dentro do próprio coração? ah, fantasma marinho, estes sonhos, eu, que sei tudo, não sei o que são. dentro de um coração de moça, em que a própria moça dorme, eu não entro, ali há apenas luar, não existe escuridão.

quem me dirá? quem haverá de saber? desesperou-se o fantasma vivo do mar. luar, ô luar, venha me dizer, já que és tu quem entra por lá. eu entro, disse-lhe o luar, mas não saio. sou sorvido, sirvo de alimento e também de manto, dou-lhe banho e alucinação (a lua é o LSD dos poetas, esclareceu-me o Quintana), porém quando ela sonha, não é comigo, não sei de que são feitos os sonhos da moça que dorme em seu próprio coração.

ela não sonha! quem disse isto? quis saber o fantasma vivo do mar. eu, a voz. como sabe que ela não sonha? ouvi um pensamento. que mais disse-lhe o pensamento? a mim não disse nada, foi a resposta da voz, estava de passagem e ouvi este pensar. que mais ouvistes? gritava o fantasma. nada, sou uma voz, não sou ouvido, aliás, nem devo ter escutado, estou só a repetir um pensamento qualquer.

o fantasma vivo do mar esteve a ponto de afogar-se nas águas de que era feito, águas mortas, para deixar bem claro, que se fossem águas-vivas, ele não seria fantasma. dizer que ele era vivo é assim uma maneira de fazer o fantasma existir, porque fantasma morto é pleonasmo, um vício que contaminaria todo verso desta prosa.

o pensamento, condoído daquele ser flutuante e abissal, veio-lhe em socorro. quando eu ainda era náufrago, disse o fantasma, enviei um s.o.s. em ninguém me socorreu. eu estava ali, pensou-lhe o pensamento, mas tu me afugentastes, para poder naufragar em paz, sem pensamentos sombrios do que lhe aguardava, e aconteceu. deixa prá lá, que bom que agora estejas aqui, já sabes o que quero saber. sei e não sei. não entendi. sei o queres saber, mas não sei a resposta. ai, ai, ai, passa-te daqui, ô inútil, vem ainda tripudiar de meu frenesi? acalme-se, fantasma vivo, que é capaz de morreres novamente. vim para dizer-lhe que a moça que dorme dentro do próprio coração não sonha (por isto não sei dizer-lhe sobre sonhos), fica ela ali, quieta, a ver navios no horizonte e pensar besteiras incontidas.

que besteiras incontidas são estas? mudou o objeto de inquisição o fantasma vivo do mar. tu sabes, ó pensamento? isto eu sei, afinal, já lhe disse que fica a pensar estas tais besteiras, não a sonhar. então me diga. jamais. sou pensamento, não sou voz, e mesmo que fosse, acho que ela não falaria. talvez um dia faça um verso, que besteiras assim são fontes de poemas, talvez guarde apenas para si, porque tu se te importas com as besteiras, ela só se interessa pelo navio lá no horizonte, perto de desaparecer entre o céu e o mar. é lá, ó fantasma, naquele navio, que está o coração da moça que dorme em seu próprio coração.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

SEMENTE

SEMENTE

Em algum dia da Semana,
cuido de minhas Violetas,
enfeites de minha singela cabana.

Mas entre elas, tem a mais florida,
é a que tem uma Semente escondida,
Semente muito viva,
mas que esta adormecida,
porque lá a enterrei
quase assim pra ser esquecida.

Semente esquecida,
porque esta sucumbida,
pois ela é um sentimento,
que agora é uma esperança perdida.

É o sentimento, que é uma teoria,
foi minha verdadeira agonia,
real ironia,
de uma via de uma mão só,
e como é uma Teoria,
melhor mesmo que seja
uma Semente adormecida,
que entres minhas Violetas,
é aquela a mais florida,
eis ai a grande ironia.

Marco Aurelio Tisi

( 27/12/2013 )

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Um sentir e a pintura de Portinari




sinto-me em frangalho...

Espantalho! Espanta esse fantasma
Fantasma que ronda minha mente
Mente que não mente
pressente.
Pressente... ,  quero ficar ausente
Ausente porque sinto, o que pressinto, já assombra meu presente.


E VOCÊ ESPANTALHO, TAMBÉM TEM SEU FANTASMA?

Parado, calado, isolado.
O que faz para enfrentá-lo?
O vento te alcança, balança ...
Você dança.

Observo ...
     servo
     ser
       ergo-me
                  encaro o meu ser pensante.
Claudiane      

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Te sinto


As letras aqui irão contribuir
Um parecer do meu caminhar
Onde direi um pouco do sentir
Junto ao passo do meu respirar

Sempre que sinto aquela imagem
Lembranças inundam meu coração
Quando pisco para a linda paisagem
Explodo em alegria e perco a noção

E alimentando-me com os dizeres
Fortifico-me com uma felicidade
Onde toques são unidos em prazeres
Que quero para toda eternidade

E quando entro em seu pulsar
Sou guiada por uma emoção
A te ouvir eu começo a chorar
E sou amarrada ao seu coração

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Balas de Natal

Esse conto é de do final de 2011 e sempre me emociona quando o releio. Através dele desejo à todos os novos amigos do Tubo de Ensaio e a cada um dos visitantes um Feliz Natal!
JGCosta

Clique na imagem para ver de onde ela veio!


O velho, com a barba branca por fazer e a barriga por estourar o elástico da calça de ginástica transformada em pijama, suava para levantar mais um saco de cem litros abarrotado de balas até a boca e o virar finalmente para dentro da carroceria do jipe antigo.
A mulher, também com a idade avançada, o olhava de longe e não pode evitar um resmungo.
-- Deixa isso aí Nestor, o que é que você vai ganhar com isso?
Ele pareceu ou ao menos fingiu nem ouvi-la. Somente ao terminar de carregar o último saco vermelho, escorregou apoiado com as costas até alcançar o chão, esparramando-se. O suor escorria pela face cansada, o coração acelerado dava pulos sob a camiseta regata molhada, mas um leve sorrisinho satisfeito brotava em seu rosto.
Olhou para o relógio, passava das cinco, precisava tomar um banho e se aprontar para mais um passeio pela cidade, saindo do seu bairro de classe média com destino à periferia onde...

... Um rapazinho com roupas maltratadas pelo excesso de uso diário terminava de limpar o porão, passando mais uma vez um pano de chão encardido e derramando uma água escura num balde ao torcê-lo. A mãe lhe deixara sair, mas somente depois da faxina e de cuidar da irmã.
Terminou tudo rapidamente e foi novamente pedir permissão à genitora, afinal ela mudava de ideia com uma facilidade incrível, pois os serviços domésticos se multiplicavam como mágica, pensava ele.
-- Não vá longe! – Disse ela duramente ao filho de dez anos – Volte antes de escurecer, não se esqueça de que sua irmã precisa de você...
Sempre a irmã! Sempre! A irmã! – Pensou ao abrir a porta que dava para a rua. É lógico que não a iria esquecer, e como o faria se a mãe não o cansava de lembrar a sua existência. Não que isso fosse ruim, sorriu ele tal o velho uma hora antes, ao contrário, era bom ter alguém de quem cuidar.
Com esse pensamento em mente chegou à calçada, não antes de abastecer os bolsos com uma sacola vazia do supermercado, que ficava no bairro vizinho do...

... Velho Nestor, esse me mata de tanto rir, onde já se viu sair por aí com aquele pau velho carregado até em cima, ainda vai se arrebentar por aí...
As risadas ecoavam na praça nas bocas de alguns rapazes que estavam à toa, como sempre, onde agora um jipe com poucos enfeites e uma saia de papelão vermelha colada nas laterais passava.
Conforme dirigia, Nestor com uma das mãos arremessava um punhado de balas para as pessoas nas calçadas, causando a maior confusão, enquanto com a outra mão revezava entre dirigir e tocar um sino que nunca fora de ouro.




O jipe cansado estourava e seguia em frente, arriado que estava pelo peso transportado, somado aos mais de cem quilos do seu motorista. Após mais de uma hora num vaivém interminável pelas ruas e com o último saco de balas pela metade, ele veio a falecer...

... Morria de tédio escorado na parede encardida da venda, enquanto outros moleques chutavam uma bola velha no meio da rua e outros mais adiante brincavam de taco.
Ficava olhando para o céu a todo o momento, enquanto o sol navegava rapidamente para a sua morada, e a dona lua tomaria o seu lugar. Lembrava-se das palavras da mãe – Volte antes de escurecer... – e não queria ganhar nas vésperas do Natal uns safanões de presente, mas queria esperar mais um pouco, sabia que ele viria de qualquer jeito, confiava nele, confiava muito...
Se o menino soubesse o que lhe havia acontecido, provavelmente correria para a casa sem perda de tempo. Nesse instante em que torcia para que o sol atrasasse um pouco o fim do dia, como se isso fosse possível, o velho se encontrava esticado no asfalto...

... Olhando por baixo do jipe não via problema algum, somente aqueles vazamentos antigos de óleo, algumas mangueiras amarradas com arame e o início do escapamento solto quase raspando o chão. Com certeza não era ali embaixo o problema.
Nestor se levantou e abriu a tampa do motor, recebendo um bafo quente e fumaça direto no rosto, pondo-se a tossir descontroladamente. Depois de abanar um pouco, pode enxergar melhor e descobriu o defeito: o motor ferveu!
Bateu palmas numa casa da vizinhança onde uma alegre menininha gritou lá de dentro:
-- Mamãe! É Papai Noel!
Várias portas se abriram e delas surgiram uma infinidade de crianças. Nestor não teve outra forma de acalmá-las a não ser pegando balas sobre seu jipe e enchendo suas mãozinhas, até que finalmente entre os pequenos seres surgiu um adulto.
-- Preciso de água para o radiador – Disse ele ao homem.
-- Precisa é de outro carro, seu Nestor! – Respondeu amigavelmente o outro.
Nestor concordou com um gesto e ficou esperando. O outro retornou com um regador transbordando.
Depois de ligar o motor e completar a água, devolveu o regador agradecendo.
-- Deus lhe pague meu amigo, ainda tenho que terminar meu serviço...
-- Deus é que pague ao senhor, seu Nestor, por esse coração grande que tens, mas seu carro devia ser recolhido agora para uma oficina, está no limite...
-- Ainda tenho mais um bairro para visitar, o último! Depois disso se o motor explodir, tudo bem!
-- O senhor não existe...
-- Ah, Ele Existe sim...

... Sim, meu Bom Deusinho, faz com que a noite demore um pouquinho mais para chegar.
Os últimos raios solares passavam por cima das casas e uma grande sombra descia pelas paredes, rumo ao chão. Não demoraria muito para que tudo ficasse escuro e as poucas luzes dos postes acendessem.
O garoto frustrado chutou para longe uma lata de refrigerante. As demais crianças já paravam com suas brincadeiras e em grupos retornavam lentamente para suas casas. A preocupação da sua mãe tinha razão de existir, o local há muito deixará de ser seguro e não importava a data, muitos viciados procuravam o lugar para fazer seus negócios escusos.
Quando o sol finalmente sumiu e somente um alaranjado cobria o horizonte, ele começou a se levantar. Foi andando também devagar, a exemplo dos demais, mas acabou tropeçando numa irregularidade da calçada e caiu, ao se virar assustado pelo ronco forte de um motor que urrava...

... Gritava, chiava, suas válvulas literalmente esperneavam, mas ele heroicamente seguia em frente. As balas estavam quase no fim, já estava difícil conciliar a direção, o sino e o fundo do saco vermelho.
Tinha adentrado o último bairro, o das casas mais simples, e havia conseguido percorrer todas as ruas e agora chegava ao final de um beco sem saída.
Quase no fim desse local o motor do jipe deu um derradeiro berro e parou. O velho Nestor viu de longe umas crianças correndo na sua direção, raspou o fundo do saco e disparou balas por sobre as suas cabeças. A garotada limpou o chão em segundos, ávidos que estavam pela sua presença, geralmente esquecida pelos demais.
Ao terminarem de “varrer” as balas, olharam para o velho.
-- Feliz Natal meus filhos, acabou tudo!
Notou que eles iam embora sorrindo e caçoando uns dos outros, contando vantagens sobre quem tinha pegado mais balas.
Lá no fim do beco, numa parte mais escura, viu um garoto sozinho se levantando. Esse menino apenas o olhou rapidamente e já se virava para ir embora, quando Nestor se lembrou de algo.
-- Ei garoto, volta aqui!
Ele o ouviu e veio correndo.
-- Faz um favor pra mim, meu nome é Nestor. Peça para alguém lá na sua casa ligar pra esse número aqui do papel, para meu filho vir me buscar, o carro quebrou e não vai funcionar mais hoje! Podem ligar a cobrar...
O menino o olhou com um olhar decepcionado que permaneceu em seu rosto por um décimo de segundo apenas e logo respondeu.
-- Claro, deixa comigo.
Ia se virando quando Nestor o tocou no ombro.
-- Hei, espera, leve algumas balas, sempre trago algumas reservas no porta-luvas...
O garoto abriu a sacolinha que trazia no bolso e ele esparramou dois pacotes grandes de balas lá dentro, quase a enchendo.
-- Vai, feliz Natal! E não se esquece de pedir para alguém ligar para o meu filho...
-- Feliz Natal Papai Noel!

Era quase meia-noite do dia de Natal quando o velho Nestor chegou a casa, recebendo uma chuva de reclamações da esposa que ele amava e um abraço demorado dos outros filhos, genro, nora e muitos netos. Estava novamente muito suado como no fim da tarde, mas com o peito aliviado e um semblante feliz por ter espalhado um pouco mais de felicidade.
Não esboçou qualquer reclamação, começou a colocar os netos sentados nos joelhos, um a um, e pôs-se a entregar os brinquedos.
-- Hoh Hoh Hoh Hoh! – Bradava alto arrancando sorrisos de todos.
Horas antes um também cansado garoto adentrara em casa e depois de ouvir umas boas de sua mãe, explicou o motivo da demora e repassou o favor solicitado pelo velho Nestor, o qual sua mãe correu para atender sem pestanejar, levando o celular diretamente para que ele mesmo fizesse a ligação.
Essa é a melhor mãe do mundo – pensou o garoto – enquanto rumava para cuidar da irmã no andar de cima.
Esta esboçou uma careta ao vê-lo e com esforço abriu uma de suas mãos na espera de um presente que ele prometera buscar.
Ele primeiro a arrumou na cadeira de rodas e a virou para a janela, de onde se podia ver as luzes ascendendo de algum enfeite natalino longe dali, mas que dava um ar especial para a noite.
Feito isso lhe beijou a face e lhe desejou Feliz Natal, enchendo sua mão de balas, não qualquer balas, cochichou em seu ouvido -- mas balas vindas direto do Papai Noel para eles.

Ganhou ele o melhor presente que podia querer naquela noite: um sorriso repleto de amor!

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Eu , Vocês , Bethânia, Caeiro e o Menino Jesus







Tubo de ensaio , como toda  grande família, tem os tímidos, os reservados, os intelectuais, os eternos apaixonados , os cômicos , os espirituais, os sociais ,os extrovertidos, os sensuais , os musicais, .... 
Alguns não  perdem uma festa sequer, outros  só aparecem de vez e quando...Mas o que importa é o que cada um carrega , o calor que transmite e o brilho de sua luz.

Que a paz envolva nossos  corações  e o Natal  no Tubo e fora dele se faça presente todos os dias. 
Muito obrigada , vocês contribuíram com o meu crescimento em vários níveis.
Abraços
Claudiane 




Fernando Pessoa( Alberto Caeiro): Poema do Menino Jesus
Declamação : Maria Bethânia


                                                                         ( ...)
Quando eu morrer, filhinho,
seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
para eu tornar a dormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.

Esta é a história do meu Menino Jesus.
Por que razão que se perceba
Não há de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam?

     Fernando Pessoa ( Alberto Caeiro)

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Amigo Secreto do Tubo de Ensaio - Presente de Cris Campos para Isa Lisboa






  FELIZ NATAL E UM ANO NOVO
 REPLETO DE REALIZAÇÕES ISA!!!

BJ!!!!!


Aos olhos de Isa...


aos olhos de Isa
tudo pode ser diferente

a semente, a flor,a dor
os eclipses, o detalhe

aos olhos de Isa
"as paredes foram vestidas 
com quadros a preto e branco"

"Não há a certeza de qual 
será o seu próximo voo."

aos olhos de Isa
"há uma espera
onde o sonho começa"

o "amor veste a roupa 
do desejo" e é "flor de sal"
conforme o que vê e sente

aos olhos de Isa
tudo se pressente
mas nada se determina

pois os olhos de Isa
são apenas

os olhos doces e sedentos
de uma linda menina!


* Os trechos entre aspas foram retirados aleatoriamente de poesias e textos do blogue da Isa e são de sua autoria. Alguns adaptei para melhor compor o poema.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Amigo Secreto do Tubo de Ensaio - Presente de Dulce Morais para Danka Maia - Parte II

UM NATAL SEM PRESENTES
Parte II

Para ler a parte I, clique aqui

Percorrer onze mil kilómetros supõe mais de dezessete horas em três voos distintos. Chegada à escala de Lisboa, Danka calcula que ainda lhe faltam mais de seis horas de viagem antes de chegar à Lapónia para iniciar as suas investigações. Mas a escritora não ficou inativa durante a viagem. Conseguiu contatar por email o jornalista Noel Antunes do Jornal do Mundo. Durante a viagem entre Rio de Janeiro e Lisboa, já trocaram várias mensagens sobre o desaparecimento do Pai Natal e até já conseguiu um contato com o Inspetor Joulu Utelias* para conhecer mais pormenores sobre o sucedido na fatal manhã do dia vinte de dezembro, mas também sobre o inquérito cujos resultados foram tão insatisfatórios.

Um segundo voo até Estocolmo e um terceiro até Helsiki permitem ainda à nossa amiga algum tempo para listar as verificações a efetuar antes do inicio da sua própria investigação. Um último voo entre Helsinki e a Lapónia a faz finalmente chegar ao seu destino.

Lapónia

Após uma viagem tão longa e sobretudo tão produtiva, a escritora dirige-se à casa do Pai Natal confiante e determinada. O Elfo Vastuullinen acolhe Danka com um delicioso chocolate quente e relata-lhe os eventos. No caderno de apontamentos da Danka, podemos ler o seguinte:

Clique na imagem para aumentar
Lisboa

Sentada no seu sofá perto da lareira, a Susete tinha perdido o seu sorriso. Ela que nunca tinha perdido o espírito de Natal, estava tão chocada pelo desaparecimento do doce velhinho de barbas brancas que não tinha saído de casa durante os dois dias anteriores. Quando o seu computador produz o som característico de um email recebido, levanta-se sem vontade e dirige-se à sua mesa de trabalho.

Lentamente, um brilho nasce-lhe no olhar e um leve sorriso se desenha nos seus lábios: alguém decidiu fazer algo para resolver a situação e só podia ser a sua amiga Danka, com a energia, a boa disposição e a determinação que a caracteriza.

Uma mala de viagem é preparada em alguns minutos e já a Susete se apressa na auto-estrada para dirigir-se ao aeroporto. Na sua bagagem colocou as roupas mais leves e frescas que encontrou.

Saquarema

Um leve e delicioso perfume embalsama a cozinha da Clau. Acaba de sair do forno um bolo de chocolate preparado com carinho para a sua família.  

É com o mesmo sorriso que reserva às crianças da escola em que ensina, que a Clau descobre o email da sua amiga escritora. Como poderia ela recusar ajudar nesta missão tão importante?

Algumas horas mais tarde, a Clau já se encontra na fila para fazer o check-in e embarcar com destino a uma latitude que nunca teria sonhado ver...

Gaza

O email desfila e o colega Diego descobre cada pormenor com surpresa. Algumas palavras gravam-se na memória "Natal sem presentes", "Alguém deve agir", "Preciso de ajuda", "Encontrar-nos todos", "Salvar o velhinho".

Uma passagem adquirida em linha e uma viagem ao aeroporto, uma bagagem ligeira rapidamente preparada, e o nosso colega e amigo também acorre para ajudar a escritora Danka na sua tão importante missão!

Continua...
*********

* em finlandês: Natal Curioso

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Amigo secreto do Tubo de Ensaio - Presente de Diego D' Avila para Carlos Moraes

 

Justo com um ateu fui cruzar a avenida
O sinal da cruz fiz, como diabos poderia ser o natal de um ateu? Meu deus!

Percebi que algo ele deixava cair
Escapuliu de seus braços
Nada é por acaso

Era algo escrito à mão, ah não!
As folhas haviam se rasgado
Mas também tinha uma foto
Um belo retrato,
Parecia com aquele estranho
Descobri pela assinatura que seu nome é Carlos, e li algo assim

“vejo que chora uma senhora, vi agora
oração traz conforto... atrai morto, se afasta torto
de quimeras eu falava... eu pensava... eu parava
ia por aí... lia, numa bula de remédio bulia
tome veneno... tome sereno... tome no duodeno
direito... no centro eu rejeito, é meu jeito
ser assim... meio queijo meio querubim
inteiro fora de mim”

E me dei conta de quem eu era
Pudera... Perdi a memória?
Que história
Lembrei que escrevi "sou teu ateu"
Não havia um deus
E sabia por empirismo.
É covardia ser agnóstico
O ópio deve ser legalizado
Ou então calem a boca dos padres e pastores e dos deuses intocados
Dê voz aos palestinos
Que cantam em meus ouvidos
Então retomei a leitura
Que loucura
Tratava-se de Bukowsky? Encontrei enfim Chinaski?
É que assim como Carlos
Havia um pássaro
E muita coisa de liberdade

“a boca enche-se de prepotência
ao vociferar o possessivo: meu
a boca enche-se de porra
que é tudo o que sobra depois
que o sexo acaba,
azul pálido
azul desamor
azul refalsado
de que me vale ser ele azul?
meu pássaro azul
aprendeu a voar, mas não voa”

Dei conta então de que chovia
A tinta da caneta desmanchava
Meus olhos, cheio de lágrimas
Era mais um na contramão
Tentei achá-lo, mas foi em vão

Os anos se passaram
Fiz um canção
Tocava no rádio de toda nação
Eu era pobre, a rima pobre
Mas tinha um grande coração

Alguém bate à minha porta
Era uma linda mulher
Vinha acompanhada de um senhor
Não precisei que se apresentassem
Amigos, reconhecemos
Anos atrás havia visto um retrato dela
Apesar de na época ainda ser uma menina 
E logo dei-lhes um abraço
Eles entraram e Carlos cantou
"Marina morena, Marina você..."

Daí a única parte que não musiquei
Dedilhei ali, naquele instante
Afirmei que também era irreversível
perdido

"se tento o impossível menos consigo entender
aceitar o mundo crível o mundo imundo  em que nasci

por improviso acidente sem motivo
à toa ao léu .

se tento o possível menos consigo viver a vida”

Devolvi seus papéis manchados.
Era fim de ano novo, o presenteei com Saramago
Éramos todos filhos de Caim.


*  Neste presente faço menção à três obras do escritor Carlos, nesta ordem:  "Tranquilidade de espírito", "O meu pássaro azul" e "Irreversível".

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Natal é sempre que um homem quiser...


A vida renova-se
com vida nova
e só assim faz sentido
nascer
viver
morrer
mas para que a vida faça sentido
é preciso dar sentido á vida...

Não interessa apenas dizer
de palavras está o mundo cheio
há que fazer
por nós
pelos outros
para que possamos todos viver
em harmonia
paz
e alegria...

O natal está aí
crianças no aconchego do seu lar
escrevem cartas ao pai Natal
mas no bairro de lata
ouvem-se crianças a chorar
querem comer não têm pão
rezam e não sabem porque razão
uns têm tudo
e outros não...

E no interior do meu ser
sinto o grito
do poeta
Natal é sempre
que um homem quiser...

Manuel Marques (Arroz)

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Amigo Secreto do Tubo de Ensaio - Presente de Dulce Morais para Danka Maia - Parte I

Neste desafio do Tubo de Ensaio - Laboratório das Artes, cada autor participante recebeu o nome do Amigo Secreto a quem oferecer um presente para este Natal.

Tive a honra de receber o nome da amiga e colega Danka Maia de Saquarema. Na sua lista de presentes, a Danka pediu um conto de suspense em que ela seria uma das personagens. 

O facto é, querida Danka, que eu nunca soube contar histórias de suspense. Mas o seu pedido deu-me vontade de tentar algo que ainda nunca tinha feito até hoje. 

Escolhi, por isso, contar-vos um conto de Natal. 

* * *

UM NATAL SEM PRESENTES

Clique na imagem para aumentar

A notícia ecoava em todas as bocas e espalhava-se como um tsunami que ninguém pode parar. Graças à internet, rapidamente todos os países do globo foram informados da terrível verdade: o Pai Natal tinha desaparecido...

Sentada à sua secretária, os dedos ágeis correndo sobre o teclado, a escritora ouve distraídamente as notícias na rádio. Interrompe a escrita ao ouvir a notícia tão surpreendente de que não haverá distribuição de presentes pelo Pai Natal! 

Danka já tinha enviado a sua lista de presentes e a ideia de que o velhinho não passará na noite de Natal para lhe trazer o que tanto deseja, apresenta-se como impossível. É necessário encontrar uma solução! Mas qual?

Não é continuando sentada à sua secretária que a solução vai aparecer! Danka levanta-se e, num instinto que nem ela compreende bem, dirige-se até ao seu quarto, lança dentro de uma mala algumas roupas das mais quentes que encontra assim como alguns objetos de primeira necessidade para uma viagem rápida, antes de colocar a mala no cofre do carro e lançar-se sobre as estradas.

O Aeroporto Antônio-Carlos-Jobim em Rio de Janeiro está atulhado de viajantes  ansiosos por reencontrar as suas famílias para as celebrações do Natal. Felizmente, Danka sabe que ainda lhe restam 4 dias para resolver o mistério do desaparecimento do Pai Natal!


Continua...
*********

Sendo um conto longo, esta história não podia fazer o objeto de uma publicação única. Será publicado um capítulo por dia até 24 de dezembro em que iremos saber o final das aventuras da escritora Danka e do Pai Natal!

Para ler a parte II, clique aqui

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Amigo secreto do Tubo de Ensaio - Presente de De Paulo Ras para Cris Campos




O pescador.
O poeta.
Ermos.
Cada um em seu mar.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Amigo secreto do Tubo de Ensaio - Presente de Simon-Poeta para Cássia Torres


Pois é... passei esse mês inteiro pesquisando sobre a vida da Cássia Torres... descobri que ela não é tudo isso que se mostra ser, ela é mais que pensamos... uma mulher de garra, honesta, digna, legal, inteligente, bem amada e muito mais... você podem acompanhar o que fiz pelo vídeo... ele é muito pequenininho, mas é feito de coração, e demostra minha admiração por essa pessoa especial que é você, Cássia Torres.
Simon-Poeta







  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Publicações populares