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A MENINA QUE NÃO ESTAVA LÁ por Danka Maia





Ninguém nunca se importou se era cedo ou tarde feito o dia.
Ninguém nunca se ocupou se ela mesmo existia,
Ninguém jamais perguntou se ela se quer comia.
Assim seguia a vida.

Podia ser em casa,
Podia ser na lida,
Podia ser na rua.
Até mesmo na escola,
Ninguém nunca sabia
Mas chegou a hora enfim
Que a vida não avisa.

Procuraram na escola
Procuram na rua
Procuram em casa
Procuraram na saída
Agora se tornou tarde,
E passado virou lembrança,
Sentiram falta do que nunca viram como nada.

É verdade? Sumiu Shangrilá?
Um rosto curvou-se consentindo.

Sim. Sumiu a menina que não estava lá.

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11 comments:

Dulce Morais said...

Danka!
Nem sei como comentar tão bela e sentida poesia!
Deixou um rasto de mistério ao mesmo tempo que um sentimento de impotência...
Gostei!

=> Crazy 40 Blog
=> Pense fora da caixa
=> Tubo de Ensaio
=> MeNiNoSeMJuIz®

danka maia said...

Obrigada Dulce...você definiu muito bem intuito uma poesia que remete ao suspense e a reflexão:As vezes tudo que as pessoas precisam é serem percebidas para não desaparecer...
Beijocas!

Allexia. said...

Perfeito ... sentimento saio daqui assim ... em reticências, rsr... brisa de bjim p vc.

danka maia said...

E eu recebi com carinho Allexia.Obrigada.

Jana Bragança said...

Linda! E triste! Maravilhosa!

Dhan Rebouças said...

Perfeito!

danka maia said...

Obrigada Jana amiga!

Carlos Moraes said...

é assim, não basta existir, tem de ser percebido... tem de estar presente no sentir de alguém, ou jamais estará presente no sentido da vida... bjs

Isa Lisboa said...

Infelizmente existem muitos anónimos que nunca existiram...! É um poema muito intenso, Danka, parabéns!

Isa Lisboa
=> Instantâneos a preto e branco
=> Os dias em que olho o Mundo
=> Pense fora da caixa
=> Tubo de ensaio

danka maia said...

Obrigado Carlos Moraes e Isa Lisboa. É uma triste realidade,infelizmente!

Diego D' Avila said...

Perfeito Danka, é bem o retrato de milhões de pessoas que vivem marginais à todo este sistema em que somos obrigados a viver. Tem muita delicadeza e ao mesmo tempo profundidade o teu poema. Abraços!

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