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ADEUS DA ALMA por Danka Maia




Eu tenho visto,
As manhãs não achadas,
As noites não claras,
A vida sem alma,
O riso sem graça,
Meu tudo virando nada.

Eu tenho me visto partindo...
E pensando nisto.
Sinto o indo.
E logo que minh'alma tange,
É conflitante,
O dúbio em mim
É paz marcante,
De novo sou uma mera navegante.

Eu tenho visto,
O medo como coragem,
O cheiro sem perfume,
E como isto me consume!
Sou quase a bêbada dos adágios marcantes.

Eu tenho notado a distância,
A rua perdida no nada,
E a esperança que agora me falta,
De uma maneira que não me agrada.
E o olho para onde vou,
Sendo Vida,
Inda que desconhecida,
Mas criança e menina!

Quando você grita
E ninguém aparece,
Quando você chama
E ninguém obedece,
Eu tenho tido vontade de  ir...
Quando o pranto vem,
E você não o esquece,
E tudo agora tão enorme,
E tua alma não dorme,
Eu tenho tido vontade de ir.

Se afirmar que irei de fato,
Este aviso é inútil,
Porque quem vai
Carrega consigo o segredo
A dor do apego
Que o fez parar,

Eu tenho tido vontade  de ir,
Você crê?
Você ri?
Você chora?
Você ora?
Mas nas minhas entranhas,
Agora sinto solta
As amarras que mantinham,
Eu sinto muito,
Adeus.
Eu estou indo para o lado de lá.

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2 comments:

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

"Eu tenho me visto partindo!" Gosto muito disso.

E estando eu lá livre posso voltar cá em pensamentos flutuantes.

claudia cavalcanti said...

"...agora sinto solta as amarras que mantinham..."é nesta hora que temos a força para nos libertar daquilo que já não mais nos serve mais.Como sempre, o poema vai fundo Danka, lindo, bjs

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