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CANECA DE ÁGATA


CANECA DE ÁGATA

Fui ao mercado,
fazer compras
com preço de atacado,
porque a carestia
tá num valor açodado.

Fui lá comprar Grãos Dourados,
é lentilha, ervilha e grão de bico,
feijão branco, preto e jalo,
e os faço de meu jeito,
sempre vai junto Linguiça Portuguesa,
e no final fica bem bonito na mesa.

E pra acompanhar,
faço arroz com seletas de legumes,
fica para mim um deslumbre.

E nesse passeio pelo Mercado,
eu vi lá bem bonita,
uma vermelha caneca de Ágata,
tão sozinha e pacata,
e então lembrei do café instantâneo,
que faço toda hora,
e tratei de comprar a caneca sem demora.

É o cotidiano da vida,
fazer comida,
do jeito que se sabe e gosta,
e depois fazer um café,
e rememorar que por um tempo,
essas coisa normais e singelas,
eu também as fiz pra ela,
principalmente o café,
que sempre foi feito com
muito Amor e boa – fé.

Mas agora vai ficar tudo mais bonito,
quando na vermelha caneca de ágata,
eu esquentar a água para o café,
e ficar um pouco mais de saudades,
daquela linda Mulher.

Marco Aurelio Tisi

(27/02/2013 )

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4 comments:

Rosa Mattos said...

Uma situação trivial, poeticamente deliciosa de se ler.

Isa Lisboa said...

São assim, belas, as coisas mais simples da vida...!

beijo

Isa Lisboa
=> Instantâneos a preto e branco
=> Os dias em que olho o Mundo
=> Pense fora da caixa
=> Tubo de ensaio

Cris Campos said...

Marco,

E foi saboreando aqui um café delicioso que degustei cada verso desse teu poema! A combinação focou perfeita. Gr. Bj.!

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

Revisitei minha infância e meu avôs. Que saudade daquelas manhãs no sítio.

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