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FRUSTRAÇÃO por Danka Maia





Julgue se puder, se quiser,
Onde está?
Setenta vezes sete
Não se deve perdoar?
Não falo de amor,
De flor, de utopia,
Deveras me queria
Se não fosse por amar?
No fel da respiração
Há ação no implorar
Sentado no chão da lua
Um poeta imagina nua
A bela por quem situa
A utopia de amar
Não suplico graça vivida,
Flor murcha no lixo da vida,
Sentido, loucura, malícia!
Eu choro por medo da lida,
Da rede tecida voraz,
Verdade que não satisfaz...
Os beijos que reneguei
Dos sonhos que me isolei,
Por medo de ter, ser,
Crer e ver,
O óbvio.
Sentido negro que o branco não trás
Longínquo sonho de não poder
                                                                          Voltar atrás. 


Danka Maia





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2 comments:

Isa Lisboa said...

Talvez sejam essas as lágrimas mais difíceis, as da dúvida...
Um poema excelente, Danka, Parabéns!

Isa Lisboa
=> Instantâneos a preto e branco
=> Os dias em que olho o Mundo
=> Pense fora da caixa
=> Tubo de ensaio

danka maia said...

Obrigada Isa,você tem razão, são as mais árduas lágrimas mesmo.

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