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NEVOEIRO



NEVOEIRO

Hoje o Nevoeiro cobre a cidade,
e eu continuo nessa obscuridade,
ainda sem entender e por isso mesmo,
essa minha total inconformidade.

Mas agora isso já é parte de mim,
e se pudesse queria ser um Curumim,
pra ficar cuidando de Jasmim,
e cultivar um lindo Jardim.

Nevoeiro que vira e mexe aparece,
pra lembrar o que afinal não se esquece,
e minha alma se esvaece,
e meu coração se amolece,
nessa amargura que só me entristece.

O Tempo passa tão depressa,
e eu sem a minima pressa,
porque a Vida tá revessa,
porque o Nevoeiro do nada confessa,
que o caminho agora é por uma
estreita travessa.

As vezes fica tudo sem sentido,
por tudo aquilo que foi vivido,
e que foi por mim nutrido,
mas que realidade foi perdido,
porque era uma ilusão minha
e eu pensei que tinha acontecido.

É assim o Nevoeiro traiçoeiro,
que faz questão de sempre se apresentar,
pra fazer a tristeza transbordar,
dessas minhas lembranças
que não querem se dissipar.

Marco Aurelio Tisi


( 30/05/2013 )

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4 comments:

Cris Campos said...

Marco,

Alguns nevoeiros parecem nunca se dissipar, mas podem ser amenizados quando permitimos que o sol brilhe com mais intensidade. Lindo, lindo o poema!

Dulce Morais said...

Marco,
Há reminiscências de lembranças, como nuvens que ficam por perto e recusam subir para nos libertar a vista...
Talvez seja importante atravessá-las para ver mais claro!
Muitos parabéns por esta primeira publicação!

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Isa Lisboa said...

Parabéns pela sua primeira publicação, Marco!
Abraço!

Isa Lisboa
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=> Tubo de ensaio

claudia cavalcanti said...

Quando o coração entende a vida até nevoeiro vira um belo poema. Lindo,bjs

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