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Quando eu não mais existir...

Eu acredito que existem textos que após produzi-los, ficamos com aquela sensação de que "ficou perfeito!" A minha crônica abaixo é um desses textos, que ao meu ver, possui um equilíbrio fantástico.
Apesar de o ter escrito em 2010, precisamente em março, e dedicado à minha amiga Naja, do Rio de Janeiro, alguns detalhes sobre a sua criação ninguém sabe, como, por exemplo, que fazia um bom tempo que eu ensaiava deitá-lo no papel, mas talvez por medo, sim, medo do que estaria por trás da sinceridade das minhas palavras, eu o evitava compor. 
Ele saiu num livro, no ano passado, quando o dediquei a uma grande amigo que se foi, o meu caro Edson! Só de recordar a minha narrativa no dia do lançamento, as lágrimas forçam passagem por meus olhos...
No fim foi pura besteria, podia o ter escrito sem medo, a muito tempo atrás, mas é como dizem, nada na vida é por acaso, e ele veio no momento certo, dedicado para a pessoa certa, mas falando exatamente de mim, sem uma mínima mentira em todo o seu conteúdo.
O que a minha amiga achou da homenagem? A resposta está abaixo da crônica, na emoção que ela mesmo colocou ao narrar cada palavra...
JGCosta



Imagem do Google!



Quando eu não mais existir... 

Quando eu não mais existir não quero que a minha despedida seja num lugar triste envolto por olhares tristes e prantos sem fim, quero que todos saibam que ali se vai alguém que amou de diversas formas e medidas e que sabia perfeitamente que esse dia iria chegar, como chega para todos, e que finalmente vai feliz por tudo de bom que pode despertar nos demais e talvez um pouco triste por não ter realmente, de fato, ter conseguido abraçar o mundo todo, mas que ao menos conseguiu plantar algumas sementes de esperança em vários corações e espera agora nessa hora um pouco mais de alegria em sua partida.
Quando eu não mais existir em carne e osso desfilando pela bela passarela da vida, gostaria que a simples lembrança da minha existência conseguisse lhes arrancar um sorriso, pois continuarei preso a algum objeto ou frase que ficou, mas se for uma lágrima que venha a rolar em suas faces, que seja ela de alegria por um dia de alguma forma ter interagido comigo, mas se essa lágrima for de saudade, fiquem tranquilos, como eu sempre disse, se existe saudade é por que em algum momento houve amor.
Quando eu não mais existir, peço ao meu Bom Deus antecipadamente que, por favor, assim como eu faço todos os dias, cuide daqueles que escolheram ou foram levados a dividir suas belas vidas comigo, que enfrentaram de alguma forma algum desafio junto a minha pessoa, que não desistiram e seguiram em frente sabendo que o destino existe, mas que podia ser articulado de uma forma a tornar tudo mais belo, e que finalmente conseguiram ver muitas vezes um lado bom onde parecia impossível existir.
Quando eu não mais existir enfim, pela lógica das minhas palavras, parece que continuarei existindo ainda por muito tempo, incontável tempo, inesgotável tempo, eterno!


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6 comments:

Cris Campos said...

J,

Só posso concordar contigo, o texto ficou perfeito! As palavras, mais que as coisas, parecem eternizar aquilo que somos. Encantada fiquei com as tuas. Lindo demais! Gr. Bj.!

Dulce Morais said...

JG,
Há na sensibilidade perfeita da sua crônica, uma emoção profunda e bela!
Parece uma conversa com a alma... Adorei!

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JG Costa said...

Agradeço pelos sempre amáveis comentários!
Desculpem-me os amigos se em algum momento eu parecer um tanto quanto arrogante ou ainda, vaidoso, no fundo tento sempre ser o mais humilde possível, é assim que crescemos, mas quando falo da arte, fico emotivo demais. Abraços renovados!

claudia cavalcanti said...

Lindo!, Bjs

danka maia said...

Simplesmente tocante!

ONG ALERTA said...

Nos comove, pois sabemos que um dia irá acontecer...
Abraço Lisette.

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