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Quem sabe, talvez...



Quem sabe meus olhos atentem
talvez os teus nunca vejam
as marcas distribuídas
no quadro pintado
do tempo passado.

Quem sabe meus ouvidos ouçam
talvez os teus nunca escutem
a retórica emitida
na métrica de quem ama
na ilusão de quem engana.

Quem sabe minha boca cale
Talvez a tua nunca fale
a melancolia e a angústia
dos desejos matados 
nos discursos enfadonhos.

Quem sabe um dia eu aspire 
talvez teu cheiro nunca exale
a tensão suavizada
no subjetivo desconcertante
do lascivo falido.

Quem sabe meu toque alcance
talvez o teu nunca chegue
na fisionomia pichada
rememorada e acimentada
no mal traçado caminho.

Quem sabe em mim se aninhe
talvez em você nunca esteja
o sol, a lua e o fogo
dos continentes que se estendem
nas minhas confortáveis linhas.


Cris Campos

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6 comments:

claudia cavalcanti said...

Quem aninha estes sentimentos,é capaz de ir além, a frente do bando. Lindo Cris, bjs

Dulce Morais said...

Cris,
Quem sabe, talvez, os seus versos tenham tocado uma leitora que se emociona.
Que sabe, talvez, haja magia entre as linhas, além da poesia das letras.
Que sabe, talvez, eu tenha gostado tanto que fiquei presa a certos trechos dos quais não consigo despegar-me...

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eder ribeiro said...

Quem sabe amiga, podemos olhar em nós mesmo e sentir q a mesma poesia q tão bem pulsa em ti, em nós exista e assim sabaimos olhar, não a nós, mas ao outro, melhor. Bjos e uma semana iluminada.

manuel marques Arroz said...

Quem sabe,eu sei que nada sei...

Beijo.

Carlos Moraes said...

quem sabe seus versos não sejam o meio de todos saberem aquilo que realmente importa sentir...

Gilberto de Almeida said...

Um poema para sentir. Não sei comentar. Gostei!

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