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VERSOS, OS MESMOS VERSOS

falo.
falo-te em todo meu desdizer.
calo.
calo-te em todo meu não-pensar,
não-querer,
não-agir.

meu verso escorre solto,
tua mente o prende,
apreende,
e o que era meu jamais de fato o foi,
foi-se a ti,
que o absorveu e devolveu.

recebi de ti o que é meu,
mas foste teu,
ou é,
ou é nosso,
ou de ninguém.

ah, o que faço com esta digressão que dá voltas
entre nossa percepção sem se definir?
nada.

faço versos,

os mesmos versos leio em ti.

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7 comments:

Dulce Morais said...

Carlos,
Ler o ser nos versos ou o poema no ser, pensar a poesia no viver ou viver a oferta na divagação...
Gostei muito!

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=> MeNiNoSeMJuIz®

danka maia said...

Adorável!

Cris Campos said...

Carlos,

não há nada melhor pra definir o indefinível que a poesia, que vaga sem dono, mesmo quando tem. Lindos versos... Gr. Bj.!

manuel marques Arroz said...

Quem não gosta de receber carinho?

Abraço.

claudia cavalcanti said...

Carlos Moraes, O ""calar/silenciar"" poético quando declarado num poema transmite ao leitor uma mensagem explícita do que o poeta pensa. Pensas muito bonito, bjs

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

Carlos senti-me como se estivesse em uma partida de frescobol. Que delícia.

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

"ah, o que faço com esta digressão que dá voltas entre nossa percepção sem se definir? nada. faço versos, os mesmos versos leio em ti."

Uma bela leitura do cotidiano .

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