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Cianeto

Nastya Kaletkina

E se restar um pouco de coragem nesta noite
Tome veneno, eu entendo teus dissabores 
Só não te aguento me relembrando horrores
Das dores que o tempo não te fez isento
E mesmo querendo, já que sou cretino
Ainda que me implore
Não serei eu o teu assassino

Vou embora, para teu desespero
Você lança pra fora até o que foi segredo
Carrego comigo apenas um afeto obsoleto
Mas deixo na gaveta um frasco de cianeto

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6 comments:

Dulce Morais said...

Diego,
Há tanta tristeza nestes versos!
Quanto à sua voz, que ecoa quase no silêncio ou numa música apenas audível e melancólica, dá um toque ainda mais profundo ao sentir...
Parabéns!

Cris Campos said...

Às vezes lançar pra fora o que foi segredo não é tão ruim, depende muito da forma como se faz.
E é desse frasco que os poetas tomam até a última gota. Eu tomo. Simplesmente amei!

Gr. Bj. Diego!

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

Diego, senti cada oscilação no tom e no sofrimento que seus versos transmitem.

"Só não te aguento me relembrando horrores Das dores que o tempo não te fez isento"

Parabéns!
Bjs no seu coração.

Diego D' Avila said...

Obrigado pelos comentários, a voz gripada não ajuda, mas o que vale é a poesia :D Bjao procês.

Isa Lisboa said...

Gostei muito do seu poema, muito profundo e forte! Parabéns!

Um abraço

Diego D' Avila said...

Valeu Isa!

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