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Da palavra a semente

"Ninguém sabe o poder das palavras, até que as profira!"
JGCosta

Clique na imagem para ver de onde ela veio!


Da palavra a semente


Desde que a primeira palavra foi escrita seu poder de persuasão nasceu com ela, irremediavelmente além de descrever a história, ela sumariamente moldou seus traços.
Basta-se para tanto compreender o quanto uma palavra tem peso e vida depois de pronunciada, imaginemos então sua abrangência quando ela passa a fazer parte da cultura de um povo, eternizada nas páginas de um livro de cabeceira de alguém que, por menos que se ache, fará a diferença na vida de outro ser.
Por essa ótica é-me fácil ver o quanto um cuidado especial deve ser observado ao registrarmos nossos pensamentos ideológicos numa obra, principalmente se já fizermos parte do cada vez maior círculo de pessoas denominadas “formadoras de opinião”. E quando não possuímos um conhecimento pleno do assunto que abordamos ou ainda pior, pautemos nossos conceitos de forma degenerativa, o correto seria permanecermos no anonimato com ênfase numa profunda “mudez” quanto às palavras, escritas ou não.
A palavra que eleva nos torna únicos; a que alegra enriquece nosso espírito; a que ilumina trás clareza a mente; a que conduz justifica nossas ações; a que fortifica elabora meios para subsistir; a que abranda nos mantêm unidos; e a que sacia a fome da alma nos transforma em seres completos. Destarte como a palavra que escraviza nos humilha, expõe, ridiculariza e nos impele ao erro.
Em suma, as palavras constroem na mesma proporção em que podem destruir. Assim, edifico-as como os pilares da nossa sociedade, porquanto justas, farão um povo sem igual, apto a governar, a democratizar os recursos, a gerir um sistema funcional invejável, no bom sentido da palavra.
Quem fizer uso irrestrito da palavra escrita, deve saber medir o reflexo desse seu ato e ponderá-lo de forma aceitável, imbuindo-as de ensinamentos exemplares, deixando assim uma valorosa colaboração para a história da humanidade. Os que ao contrário agirem, serão infelizmente sempre os modelos utilizados para desmerecer a palavra, meras regras que devem ser descartadas, ao menos enquanto os valores forem os apreciados pela maioria dos povos, que ainda são a justiça e a vida.
Aquele que escolher por filósofo o que cortou mais cabeças jamais saberá o quanto grande foi aquele que simplesmente desanuviou mentes com a sua perseverança otimista e clara, rumando sempre ao encontro da paz, jamais pregando regras e conceitos, mas o próprio exemplo de seus atos. Semear através das palavras é um dom, a colheita dependerá exclusivamente do valor dessa semente.


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5 comments:

Dulce Morais said...

Há sementes que dão mais fruto por terem sido semeadas por certas mãos ou plantadas em alguns terrenos mais propícios. É verdade que essas sementes devem ser tratadas com cuidado, mas é verdade também que é bom explorar as possibilidades que elas oferecem.

A meu ver, o pior nem é quando elas são mal utilizadas ou colocadas no lugar errado para o ofício que não lhes corresponde. Acho que o pior é quando elas são usadas como armas, na vida quotidiana, claro, mas também e sobretudo quando o "poder" as utiliza para servir os seus interesses antes de servir a verdade...

Joel, você me fez reflectir imenso e poderia continuar aqui durante muito tempo. Terminarei apenas dizendo: Parabéns por esta crônica construtiva e muito interessante!

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Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

Joel, benditas são suas palavras que nos oferecem um leque de reflexões. Não só para as palavras escritas, na oralidade também.
Dulce para mim perfeita em sua colocação.

"...grande foi aquele que simplesmente desanuviou mentes com a sua perseverança otimista e clara, rumando sempre ao encontro da paz, jamais pregando regras e conceitos, mas o próprio exemplo de seus atos.

PARABÉNS. Muito boa essa crônica!

claudia cavalcanti said...

JG Só validastes mais uma vez nesta tua bela crônica, usando analogias perfeitas, o que desde sempre, como jornalista,eu acredito: o poder das palavras é imenso!E a responsabilidade por dizê-las ou escrevê-las deveria também ser. Infelizmente,nem sempre isto acontece. Olha para o nosso País. Aquelas não ditas, tem sua fôrça também, os silêncios gritam. Falar de palavras é um território extremamente fértil. Gostei muito das tuas colocações.

Isa Lisboa said...

Joel, esta crónica está excelente. Permito-me citá-lo - até repetindo a Claudiane - no excerto que mais me prendeu a atenção:

"Aquele que escolher por filósofo o que cortou mais cabeças jamais saberá o quanto grande foi aquele que simplesmente desanuviou mentes com a sua perseverança otimista e clara, rumando sempre ao encontro da paz, jamais pregando regras e conceitos, mas o próprio exemplo de seus atos."

Parabéns! Um abraço

Isa Lisboa
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Carlos Moraes said...

JG sua crônica lembrou-me um livor do Rubem Alves, Os Gestos Mágicos, em que ele narra a tragetória de Gandhi, em primeira pessoa... há uma passagem em que Gandhi encontra-se com um famoso e venerado poeta, e lhe diz algo assim:"sua palavra é mágica, eu gostaria de dizer versos mágicos, mas como não sei, então eu faço gestos mágicos"... sintetiza o que voce tão bem elaborou, os poderes da palavra e do exemplo... abraços

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