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IBM here we go!

Confiança é tudo!
Arrogância, nem tanto...
JGCosta

Clique na imagem para ver de onde ela veio!



Por anos ele almejou aquele emprego, ninguém o tiraria dele, ninguém, somente ele mesmo e foi o que aconteceu.
Preparou-se nas melhores universidades, tirando sempre as melhores notas. Na área de informática em pouco tempo seu nome era sempre o mais cotado para todas as vagas que surgiam nas principais empresas da Grande São Paulo, mas a IBM era o seu mais cobiçado sonho.
Fez pós, doutorado, cursos específicos, especializou-se em TI - Tecnologia da Informação, enfim, subiu degrau por degrau até que a chance finalmente surgiu.
Após ser indicado por um amigo que fazia carreira na empresa, só precisava passar pelos exames de praxe e já estava dentro.
Para comemorar a indicação, sua família fez uma semana inteira de festas diferentes em sua homenagem e ele, solteiro, aproveitou para todas as noites dar uma escapada com uma mulher diferente, afinal, era como se estivesse fazendo uma despedida de solteiro, pois iria literalmente se casar com a IBM, disso tinha certeza.
O grande dia chegou!
Fez todos os exames médicos, adiantou toda a entrega de documentos necessários, passou em todas as provas de pré-seleção e seleção com “os dois pés nas costas” - palavras dele, só faltava no dia seguinte passar pelo teste psicológico e nada mais o impediria de realizar seu sonho.
Na manhã deste exame estava confiante ao extremo, pois nas horas vagas um de seus passatempos prediletos era abusar de todos os tipos de testes que existiam, psicotécnicos, psicológicos, de Q.I., de qualquer área que abrangessem e sempre tinha uma nota próxima aos 100% de aproveitamento.
Havia na ante-sala cerca de cinco pessoas para passarem também pelo exame e antes de entrar ouviu dois homens falando entre si.
-- Não sei não, não vai ser fácil! Parece que este doutor aí é linha dura, muito detalhista, é fácil ele reprovar candidatos.
Ele não resistiu e soltou uma risada que chegou a assustar os demais e os desafiou.
-- Moleza! Querem que eu vá primeiro para dar mais confiança para vocês?
Ambos concordaram com a cabeça e lá foi ele entrando quando o psicólogo chamou “Próximo”, não se referindo a ninguém em particular.
Entrou na sala, fechou a porta, sentou-se na única cadeira disponível e ficou quieto, mudo, enquanto o psicólogo folhava uns papéis em sua frente, sem dar a mínima atenção para ele.
Ficaram por uns cinco minutos assim, mas nem por um segundo ele perdeu a confiança. Na verdade estava quase sorrindo.
O psicólogo, um senhor na casa dos 60 anos, levantou finalmente os olhos dos papéis que tanto folhava e lhe disse, enquanto olhava por cima de seu ombro:
-- Que falta de educação! Não vai fechar a porta?
Ele se virou rapidamente e deu de cara com a porta fechada. Tarde demais...
-- Reprovado! Próximo!

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1 comments:

Dulce Morais said...

Surpreendente este conto, Joel!
O excesso de confiança é relativamente comum... mas nem sempre tem um resultado tão desastroso.
Finalmente, acredito que a nossa felicidade não deva depender de um único elemento externo... mas isso talvez seja outra conversa :)
Grande abraço!

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