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O MODERNO HOJE

há um intento
o esquema, invento
moderno me chamo
parvo me consideram

os extremistas acadêmicos
os anêmicos sofistas

como se chama esse meu verso?
rima interna x externa
rima com e rima em
rima de rameira
rima rica, que pobre é minha
carteira...

chafurdo estilos
na flor do Lácio e seu filos
na flor que planto no meio, do cu do mundo
nã o  se ofenda com o nome feio, o poeta vê beleza
na s  fenda s de todas as formas
de todas as horas
de todas senhoras...

papel em branco dá nisso
verso branco
ora brando ora postiço
ora mortiço ora um brado

sussurrado

no ouvido mouco do povo
que vai às ruas com alegria
sem a raiva e a indignação com que a gente ia...
sem ferir nem morrer
por um ideal
por um real
por um poema

pelo dístico
pelo não dito
pelo que não acredito
pelo pêlo e pelo liso
papel em branco dá nisso

nas brancas mãos sem cor
- e pretas, amarelas, vermelhas
do poeta, perdulário
escritor.


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9 comments:

claudia cavalcanti said...

Carlos, poeta livre e autêntico, não se preocupa com estilo ou métrica de versos, e na folha em branco apesar do esfôrço contrário, tudo faz sentido. Eu nunca tinha lido em versos certas fendas com poesia, largastes o verbo com vontade, despejastes algo que com certeza está transbordando dentro de ti, talvez te incomodando.Bjs

Zumira marçal said...

Ousado ou atrevido Não importa! Certo é que vc passa com arte da poesia aquilo que tu tens na alma, Boa noite .... Carlos.

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

Carlos, assim como a Claudia, ainda não tinha lido em versos essa fenda, fez de uma maneira tão natural e poética, que quem sabe se um extremista o ler passa a ser moderno.

Bjs na sua alma.

Carlos Moraes said...

Claudia, grato pela intenção, mas não há nada que me incomode não, eu é que gosto de incomodar aos outros... minha intenção hoje era a de escrever algo em vários estilos, e já havia criado alguns versos, inclusive o da fenda... ao ler um material sobre redondilhas (forma na qual eu queria escrever uma estrofe) deparei-me com um artigo academicista, que exclui da condição de poeta quase todos os modernistas... aproveitei o mote e deu nisso, rsrs... obrigado por todos os comentários...

Robert Thomaz said...

Prezado Carlos Moraes, primeiramente desejo-lhe um feliz Dia do Escritor (e Poetas)como já fiz num post a todos no G+. Mas meu comentário aqui é que não posso furtar-me em dizer da beleza, da leveza que surgiu de tua alma que rugiu, no alto do monte, ao lado da fonte de tua consciência, na busca da ciência de teu ser. Querias abrir o coração em redenção e assim o fizeste, brindando-nos com seiva tão pura, tão doce, que adoçaste a secura que marca muitas vezes a razão, o momento. Fostes feliz no poema. Gostei muito e rogo que continues. Grande abraço e obrigado pela visita ao meu blog. Volte sempre prezado seguidor.

Celi Azevedo said...

bom dia ! eu não entendo muito os poetas .... mas so sei tudo que eles dizem fazem sentido ... ate as rimas ou as poesias .....so sei que adoro poemas e rimas ..bjss e abraços

Dulce Morais said...

Carlos,
Haverá forma mais bela de escrever como se escreve e rimar como se faz rimas?
Adorei o ritmo, o partir, a candura e a justeza.
Perfeito!

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Any said...

Lindo poema!

Biviolão said...

Caraca!!! Muito bom!!! Parabens...

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