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ESQUECER DE VIVER por Danka Maia



Pensava tanto no amanhã.
Queria tanto sua perfeição,
Queria rosto,
riso,pele,
almejava coração.

E nesse anseio, eu me esqueço,
do que tanto preciso
e careço,
O ansioso não só se perturba ,
É a própria pertubação.
E ao outro também,
E que culpa o coitado tem
De  ser eu a insatisfação?

Subi escadaria, quando eram só degraus.
Atravessei ruas, quando só carecia dar passos.
O meu suspiro se tornou  profundo,
A alegria uma alergia,
E meu sonho efêmero.

Esqueça tudo,
Isto é absurdo.
Somente viva,
Porque na finda,
É dela que você mais se vai abastecer.
E eu que era noite,
Enfim tornei-me Dia.


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3 comments:

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

"Subi escadaria, quando eram só degraus.
Atravessei ruas, quando só carecia dar passos."

Somente viva, Porque na finda, É dela que você mais se vai abastecer -

Amigaaaaa, gostei muitoooo. Fechou especialmente nesses versos acima.

Bjs.

Dulce Morais said...

A clarividência, enfim, abre a porta à vida...
Excelente, Danka!
Abraço!

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Isa Lisboa said...

Danka, gostei muito da insatisfação latente deste poema. No fundo, todos a temos, mesmo os mais conformados, em alguma altura!

Beijo

Isa Lisboa
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