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Tons de Azaléias florindo luz

Quando retornei da noite escura
em que imergia minha alma, esvaziada de sentido,
quando despertei do pesadelo do mundo
para a mansidão do recanto dos teus braços,
quando, enfim, deixei-me ungir pelo bálsamo benfazejo da tua vontade
que amenizava as chagas da minha cegueira desconsolada
e, aconchegado na verdade, voltei a enxergar a vida,
presenteaste-me, meu Deus, com a primavera deslumbrante
iluminada pela tua misericórdia infinita;
premiaste fartamente a mísera gota d'água
com a visão do curso austero por onde o rio caudaloso
segue seu destino e deságua no oceano;
recompensaste um espírito aflito que simplesmente se curvou
com a sublime visão florada dos mundos celestiais
que a tua bondade transportou à Terra
somente para incendiar-me a esperança,
mas que tomou-me por completo o coração.

Gilberto de Almeida
18/07/2013

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4 comments:

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...


Talvez, se não procurarmos fazer a parte que nos cabe,esse renascer tenha o gosto de nevasca para muitos.
Precisamos viver e ensinar com exemplos,valorizar sempre a ética e os sentimentos altruístas, e assim quem sabe, todos teremos o tom das suas azaleias
Gostei por demais da sua metáfora!

Gilberto de Almeida said...

Obrigado, Claudiane. Essas azaleias existem de verdade. Estão no quintal da minha casa. E ontem à tarde, quando voltei do trabalho, estavam florindo luz... Foi uma das visões mais belas da minha vida!

Dulce Morais said...

Gilberto,
Senti mil coisas à leitura dos seus versos...
A insignificância do que somos, perante a imensidão do amor que recebemos apesar das nossas imperfeições...
Grande abraço e obrigada por tanta sensibilidade!

Gilberto de Almeida said...

Eu é que agradeço a leitura, Dulce. E pela sua costumeira bondade ao comentar o que escrevo.

Grande abraço.

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