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A violência e eu! (The violence and myself!)

Relembrando aqui nesse espaço de amigos, uma reflexão que escrevi anos atrás, quando uma verdadeira mudança caiu sobre mim...
JGCosta


Clique na imagem para ver de onde ela veio!


A violência e eu! (The violence and myself!)


Um dia eu acordei e me perguntei o que era a violência para mim.

Se seria ela a descriminação que via e que às vezes até sentia existir em minha volta?

Respondi pra mim mesmo que sim.

Isso era violência! Isso eu não faria!

Seria também a violência deixar alguém sem ter o que comer?

Respondi pra mim que sim.

Isso também era violência!

Isso também eu não faria!

Acabei então percebendo que a violência está em toda a parte, e que provavelmente eu já teria feito uso dela, talvez inconscientemente por mera ignorância, mas com toda a certeza eu não era diferente de todos aqueles atores que insistiam em transformar a vida num cenário de dor e descaso, assolado por uma violência muitas vezes invisível, nem por isso inexistente.


Mas como eu faria então para ser diferente, pra ser uma pessoa melhor?

Procurei dentro de mim respostas e algumas encontrei...

Prometi naquele dia olhar para todas as crianças, independente de sua raça, como se fosse um filho meu.

E não é que deu certo!

Milhões de filhos eu ganhei.

Prometi olhar todos jovens de todas as religiões e classes como se fossem meus irmãos.

Mais uma vez deu muito certo!

Ganhei milhões de irmãos.

E quando ao olhar os mais velhos, de bengalas ou BMW, cheios de sorrisos ou reclamações, prometi vê-los como meus pais.

Mais uma vez deu muito certo!

Ganhei milhões de pais.


E neste instante como mágica toda aquela violência que eu sentia me sufocar se evaporou da minha mente.

E foi fácil descobrir o porquê.

Agora eu via o mundo todo como minha gigantesca família, meus filhos, meus irmãos, meus pais...

Vim a descobrir que a violência pode até existir por toda a parte, mas dentro de uma família, seja grande ou pequena, o amor um dia retomará o seu lugar...

Foi simples assim, foi mudando meu jeito de olhar...

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6 comments:

Gilberto de Almeida said...

Que belo, JG Costa! Que belo, que belo... Desse jeito de olhar é que o mundo precisa... Olhar o outro como parte de sua família, como a si mesmo... Ah! Dois mil anos se passaram e as pessoas ainda não fazem isso... Ganhou minha admiração, JG Costa! Obrigado por partilhar algo tão importante!

JG Costa said...

Grato Gilberto pela bondade do comentário! Abraços renovados!

Dulce Morais said...

Joel,
A violência se esconde nos mais pequenos detalhes, nas mais pequenas palavras.
Mudar o nosso olhar, mudar a nossa forma de ver o mundo e as pessoas nele, ajuda a combatê-la.
A violência não é só um acto violento. É também a falta de um acto de bondade...
Gostei muito desta reflexão tão indispensável!
Abraços e parabéns!

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

Joel, seu vídeo me emocionou muito. Assim deveria caminhar a humanidade vendo cada criança, cada jovem, cada idoso, como pessoas de sua própria família .
Dulce se expressou muito bem, assino embaixo.
Parabéns amigo!

Isa Lisboa said...

Um post inspirador, Joel! Parabéns!

JG Costa said...

Grato aos amigos pelos comentários.
Quem sabe sabe um dia o nosso mundo passe pela transformação necessária para, a meu ver, evoluir.
Abraços.

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