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Ainda um rascunho

 É preciso está preparado quando o verso cair em sua cabeça
Seu sangue criptografado vazar em seu vocabulário
Sua alma se perder fora da página.
O mundo: um subtítulo, aquela palavra
Que se prolonga...
Precede, um punhado de conceitos
   Amputado, esquecido
Lhe pula às costas
Devaneios primários, temperando
Desaguando em um conto

Ainda um rascunho
Não desconhecido
Desgraçado de ti! Intoxicado
Hipérbole que queima
Feito gasolina —
Duramente eternidade
Autodecomposição
Por Claudio Castoriadis 
Imagem: Serj Adam Tankian

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4 comments:

Dulce Morais said...

Claudio,
Um poema composto para descompor... ou para se autodescompor...
Reflecte algo de cada leitor, sem revelar bem o que é. Obriga a olhar. Obriga a ver.
Gostei!

Cris Campos said...

Enquanto a palavra se prolonga ela pode preceder muitos conceitos. O conto pra mim é só um disfarce, um estilo fantasioso do qual lança mão quem escreve para ilustrar uma aparente realidade. E alguém já disse que "quem conta um conto, aumenta um ponto". Os versos, por outro lado, libertam. São, como você disse, o sangue criptografado. Daí me atenho ao grande Barros, "tenho que confessar, noventa por cento do que escrevo é invenção, só dez por cento é mentira." Amei o poema Cláudio! Gr. Bj.!

Isa Lisboa said...

Sim, precisamos estar preparados para passar do rascunho ao poema... Ou até para o contrário!
Um poema que nos faz reflectir, gostei!
Um abraço

Claudio Castoriadis said...

Grato meninas! Brinco tanto com as palavras, fico até imaginando seu passado longínquo, daí vou passando meus devaneios em formas! Beijos.

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