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da série EU TE AMO: final de temporada

I
se eu não te disser que te amo
ainda assim eu te amo, em silêncio

II
se eu não disser que te amo
faço minha a voz do vento,
a expressão do tempo, o grito
do pensamento.

Se eu não dissesse...
mas eu digo e repito: eu te amo

III
eu te amo, como o doce que o pássaro
rouba à flor,
como a maciez do tapete gramado
em um dia branco,

IV
eu te amo, e isso não é uma sentença
pois o amor é livre,
eu te amo, e isso não é uma oração
pois o amor em si é 
o divino,

V
eu te amo, e isso não é um verso
pois o poema o é no amor.
eu te amo como uma força bruta,
um arranjo espartano,
uma composição cromática...

VI
eu te amo pela eternidade,
na intenção e no gesto
na lágrima alegre,
embora a guerra
embora a fome
embora a miséria...

VII
o amor é rico, abundante, pacífico
é minha obra para a humanidade,
amar mais que o amor
querer mais que o desejo,
ter mais que a posse.

VIII
eu te amo, isso diz tudo,
mesmo o que calo por ainda não saber.

IX
Com você aprendo cada vez mais
         o que é amor,
eu te amo, cada vez mais eu te amo.






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8 comments:

Carlos Moraes said...

encerra-se assim, abruptamente, pela falta de empenho do roteirista/poeta, a primeira temporada dessa série (não há novos episódios contratados, mas em tratando de amor, nem a preguiça do escritor pode impedir a continuidade)...

a ideia era fugir um pouco ao estilo, falar eu te amo da forma que tem de ser falado, com muito sentimentalismo... tirem o sentido depreciativo do adjetivo, e sim, o melhor termo é piegas... porque amor que não for piegas não é romântico...

agradeço a atenção, a paciência, os +s, os comentários... deixo a inspiração, amem é melhor que amém...

Carlos Moraes

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

Carlos, que esse amor seja eterno. Amém?
Amemos!

Bjs no seu coração. Curti demais essa série.

Dulce Morais said...

Carlos,
O resultado final é extremamente belo!
O amor preenche cada coração e o sentimento não pode nunca ser abrupto.
Muitos parabéns!
Abraço!

Zumira marçal said...

Feliz tu sejas por ser poeta, por fazer jorra de dentro de si tanta ternura ,que brota como raízes nos corações dos seus leitores, que desce como cachoeira de amor, os fazendo sonhar.
Agradecida.
Parabéns!

Isa Lisboa said...

Carlos, eu gostei muito desta série! E també concordo que o amor tem que ser um pouco piegas!
Um abraço

Figuras que eu amo said...

Nossa! que poema maravilhoso.

Dalia Hewia said...

Lindoooo!!! Acho sim que o amor deve ser...sentido, com a máxima vibração, os melhores acordes, a fatal atração. Amor como já disse é esse desejo intenso, essa urgência em dar e sentir cada vez mais, é transbordar. Parabéns Carlos! Bjs

Fabiana Ávila said...

Bravo Carlos! Este é um tema que ainda não confrontei... A propósito, nada de piegas, ficou lindo!

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