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Finados - I

(dedicado a meu Pai)


Pai, onde estás, meu pai ?

O que és ? És a brisa que passou por mim ?
Talvez sejas flores que hoje ornamentam o jardim...
Talvez nem queiras saber do meu transtorno,
Talvez não queiras saber de tristeza
Daí do alto do trono
Ao lado da grande alteza.

Pai, onde estás, meu pai ?

O que és ? És este morro ao meu lado ?
Talvez sejas nuvens neste céu nublado...
Talvez nem queiras saber da minha saudade,
Talvez não queiras saber de sofrimento
De onde estás na eternidade
Transformado em pensamento.

Pai, onde estás, meu pai ?

O que sejas - a brisa, o morro, o pensamento, a alma
- Tens razão de não te ocupares
Das dores e dos pesares
Deste coração postumamente aflito:
Quero que sigas com alegria e calma
Teu rumo certo ao infinito.
                                                                                                                                         
Gilberto de Almeida
(1994)



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2 comments:

Dulce Morais said...

Gilberto,
Que sentimento!
Que belo!
Segundo percebo não é recente, e talvez isso lhe dê ainda mais sentido!
Muitos parabéns!

Gilberto de Almeida said...

É de 1994, Dulce. Meu pai faleceu em 1993. Foi enterrado num cemitério muito sereno, com muito verde. Este poema é um devaneio ao contemplar a paisagem de lá...

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