Powered by Blogger.
RSS

Poderia ser um poema


O corpo que veste a alma
Já não é o mesmo
Quando lhe desgraça
Reluzente como um raio
Enroscado na esperança
Do outro lado destinado
 Aquilo que nunca foi
Assim morre uma maldita rima
Da mais alta virtude
Trágico,  
Poderia ser um poema
Liberdade,
Eu a desejo com deleite
A queda da luz, correndo
Precipitando-se—
Logo em seguida: o silêncio
Refração...
Cor, florescendo
Dissolvendo-se
      Descontinuidade?
                —Restauração
                   A fome segue,
Onde cultivas-te  o carvalho
Que a vida permaneça,
Tempestade e correnteza
Afetos— no ar frágeis
Espumas deslizando
Arco da existência
E todos nos contemplam
Sim! apenas respire.
Por Claudio Castoriadis

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

5 comments:

Isa Lisboa said...

Poderia, e será que não foi?

Dulce Morais said...

Poderia ser um verso apenas... mas foi poesia!

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

Não apenas respirei, como inspirei toda esta liberdade poética!
Bjs no seu coração.

Gilberto de Almeida said...

Como sempre, um poema intuitivo, sensorial (não sensual), uma poesia para captar para além do intelecto... Estou aprendendo!

Claudio Castoriadis said...

Opa!! grato gente pelos comentários. Boa colocação Gilberto, Eu meio que gosto de brincar, jogar as palavras em lugares, onde nossas mentes teimam em deixar de lado. Na verdade estou sempre aprendendo com cada leitura do "outro", vcs!! Abração.

Post a Comment

Publicações populares