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Teu ateu

Jefferson Pampuch

Sou teu ateu
Escrevo nosso rumo
Você é meu
Meu dom é decisivo
Sou deus e você divino

E me escolheu
Para te fazer entender que
Felicidade é viver e não se arrepender

Perde o fio da meada
Lanço ao chão teu sentimento
No trilho o trem inda vaga
Não chega na estação
Não usa argumento

Sou teu ateu
Mas você esqueceu
De me idolatrar
Lembre-se, fui de Xangô menino
Tenho sempre uma recompensa a dar

Sou teu, ah, teu
Religião não irá nos ligar
Você prometeu que um dia
O nosso dia chegará

Sou teu ateu
Não espero sinal
Milagres, não invento
Toque em minhas vestes
Te lançarei todos meus gracejos
Não sou igual, nem sou o tal
Mas sou imortal em meus desejos

E todo contentamento te darei
Não haverá sofrimento, me amará
Proverá teu ateu, teu ateu te provará

Mas se de tudo em teu deus não acreditar
Logo perceberá que para você inexisto
Repito: sou ateu
Escolho meu destino
Mesmo que desatino
Ainda que sozinho, te abençôo
Me irei em quem ainda me tem fé
Não me envergo, nada me fere
Continuarei, como o diabo astuto
E sei que nunca me esquecerá


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2 comments:

Dulce Morais said...

Diego,
Atei (?) cada palavra à emoção e o (a)teu sentir passou por cada poro!
Gostei!
Abraço!

Diego D' Avila said...

Abração Dulce! Obrigado.

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