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Quando Eu Te Vejo

Cris Henriques
Image courtesy of photostock / FreeDigitalPhotos.net
Quando eu te vejo
A loucura toma conta de mim.
Acendes-me o desejo
Quando estas comigo aqui.
 
O gosto doce do teu beijo
Faz com que me perca em ti.
Porque quando eu te vejo
Meu coração dispara por ti.
 
Quando eu te vejo
A lua fica mais singela.
Segredo-te neste ensejo:
«Meu amor, como tu és bela».


 
Cris Henriques
 
 
 
 

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Observar - Ilustrado

Clique na imagem para aumentar

Haiku:  Dulce Morais
Ilustração: Verino Matsuda de Há Controvérsias

Nota

Publiquei recentemente um Haicai / Haiku intitulado "Observar", que podem ver aqui.

A página Há Controvérsias no Facebook, que ilustra com frequência versos dos nossos autores em imagens sempre belas, preparou a ilustração acima, que venho partilhar convosco. 

Deixo aqui a minha gratidão pela presença e o constante apoio que Há Controvérsias e o seu administrador nos manifesta.

A todos os nossos leitores, sugiro uma visita a Há Controvérsias, aqui.


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TODO MUNDO TEM AQUELE DIA! Por Danka Maia





Todos nós temos aquele dia que, sem alcançar, como ou o porquê, tudo parece dar errado e o mundo desaba às vezes literalmente em cima das nossas cabeças. A história que irei narrar agora é fictícia, porém chama atenção de uma possibilidade de como o tal dia nos chega de vez em quando e sempre.
Na verdade o aquele dia começou no fim do anterior quando Antunes chegou à redação do jornal chamado as pressas pelo seu editor chefe e levou uma bronca por causa da sua elaboração das palavras cruzadas. Frustrado pela bronca Antunes voltou para casa chateado, era perfeccionista demais para receber uma advertência. No dia seguinte, os jornais foram espalhados pela cidade.No consultório,Lisa chegou cedo para atender a primeira paciente de anos, a Dona Lourdes, que não aceitava o divórcio onde seu ex-marido a trocara por uma amante 25 anos mais  jovem.No entanto,Lisa tinha por hábito ler aquele jornal enquanto ouvia a mesma história de Dona Lourdes, e ao constatar que a cruzadinha daquele dia era tenebrosa deixou escapar durante o momento que a paciente choramingava suas mazelas:

_Não acredito! Não pode ser!

Lourdes sentou-se enfurecida e disparou para a terapeuta:

_Não pode ser o que? Não acredita em mim é isso? Esses anos todos e a senhora vem me falar agora doutora que não acredita em mim? Acredita em quem, no safado do Osvaldo? Eu quem não creio que tenha me dito isso!- e apanhou a bolsa não deixando que Lisa se queira esboçasse uma letra. Desceu o elevador pondo fogos pelas ventas. Minutos depois adentrou seu apartamento berrando a empregada Glória que já a acompanhava uns trinta anos.

_O que foi Dona Lourdes?- A também senhora veio esbaforida certa de que o mundo estava despencando por ali.

_Pegue este dinheiro aqui! - tirando um montante da carteira. - Vá comprar um quilo de carne-seca bem gorda, bacon, miúdos e todos os tipos de engordantes que possam detonam minhas artérias coronárias com louvor!

_Mas Dona Lourdes, o Doutor não disse que se a senhora...

_E eu te perguntei alguma coisa Glória? Ah... Eu não te perguntei nada!- Já deixando a criada nas tamancas e indo direto ao supermercado.No setor de salgados o Sinvaldo a recebeu com um belo sorriso como sempre:

_O Glorinha, como vai? O que veio buscar hoje?

_Sinvaldo vá catar coquinhos, e para de graça comigo que não lhe dou essas confianças não! Quer que chame o gerente?- Sinvaldo pouco entendeu a razão de palavras tão ríspidas para com ele.Glória era por hábito tão educada e o flerte entre eles era algo normal há anos.Bastou para azedar a vida do atendente.No fim do dia Sinvaldo fez o mesmo trajeto,duas horas no trânsito da Capital, no último ônibus,que estava eternamente cheio tinha por costume ceder o lugar para as pessoas mais velhas,mães com crianças de colo ou grávidas.Aquele dia decidiu que não ia ceder lugar pra ninguém! Na quinta parada uma jovem loira, muito bonita e grávida subiu a lotação e calhou de ficar de pé ao seu lado em meio aos chacoalhões do trajeto. O João viu,amigo de percurso e deu um toque nele:

_O Sinvaldo, deixa a moça sentar ai.- Bastou. Sinvaldo revidou de cara:

_Hoje não levanto daqui para nada nem por ninguém! Se quiser dê o seu folgado!- E emburrou, a moça o fitou e rebateu a altura:

_Pois enfie o seu assento o senhor sabe aonde! Não preciso dele não, e quando morrer espero que caiba no seu caixão!

_Ah vá ver se estou na próxima minha jovem.Não está grávida, vá andar de taxi e nem me amole a paciência.- Inda que tenha segurado, Lucia, a grávida quase chorou de raiva e ao mesmo tempo de tristeza, desceu no seu ponto,uma coisa o homem tinha razão,não era mesmo para estar ali e naquele ônibus, a questão era que o marido, por ter levado aquela bronca ficou tão azedo que se negou levar o carro ao mecânico e só restou a ela enfrentar o ônibus ultra cheio.Ao chegar em casa,Lucia já adentrou falando:

_É tudo culpa sua Antunes!- o Antunes que começou essa história.- Você leva bronca do seu chefe de edição do jornal e eu e o nosso filho é quem sofremos as consequências!

_Do que está falando mulher?- Antunes não compreendeu.

_Se tivesse levado o carro ao mecânico nada disto teria acontecido. Acredita que um grosso, um estúpido se negou a dar o lugar para mim com esse  barrigão num ônibus mais cheio que sardinha em lata?- Em meio aos olhos marejados. O esposo veio ao seu encontro e a beijou afagando e consolando-a:

_Ah meu amor, não ligue isso, as pessoas hoje em dia estão assim mesmo. Todo mundo anda estressado por vida. E afinal de contas, quem não tem aquele dia?- Sem imaginar que de fato tudo aquilo ocorrera advindo dele.












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Minha fofura

Amo minha fofura
Linda em seu olhar
Com sua ternura
Faz-me sempre amar

Amo minha fofura
Com todo meu ser
Seu amor cura
E renova meu viver

Amo minha fofura
E digo desde então
Defendo com bravura
Minha sustentação

Amo minha fofura
E sempre vou amar
Com sua formosura
Bela de admirar

Amo minha fofura
Meu presente encantado
Na nuvem mais escura
É meu Sol iluminado

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Vertigem

Imagem: Zé Suassuna Oliveira 


Vertigem

Do solo ao céu
Ofereço o olhar
Ponto de vista

Dulce Morais

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Abor/

Era para ser um poema,
mas eu abor

Gilberto de Almeida
29/09/2013


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Observar

Imagem: Brian Carter
Observar

Contar os traços 
Que fabricam o todo 
Ver a beleza


Dulce Morais


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A Insónia

Image courtesy of marin / FreeDigitalPhotos.net


Acordei eram 5h52 minutos... Disse que acordei? Não estou muito certa de ter realmente acordado, pois sinto que não dormi nada. Parece que apenas vagueei pela noite com os olhos fechados e as imagens que vi, em vez de sonhos, foram de pensamentos corridos, assim daqueles que aparecem e desaparecem por instantes. “─ O que se passa comigo? -, murmurei em pensamento, “─ Porque não dormi?”.
 
Faço perguntas e mais perguntas, mas da minha mente não obtenho resposta... Estou cansada, ansiosa e inquieta... Porque estou assim? Suspiro e abro os olhos desta vez..., pois é, não dormi, ou se dormi foi pouco, constato, mas fico na dúvida. Sem paciência para ficar assim, nem acordada e nem a dormir, pego no telemóvel e escrevo o que se está a passar comigo escrevendo este texto. Não sei bem porque o faço, mas faço-o.
 
Estarei assim por ter bebido café, ou será porquê então, senão estou com nenhuma preocupação? Oh, sei lá porquê! Não estarei a ficar insone, espero. Decido parar de escrever, pois o sono não parece querer nada comigo hoje. Se não o fizer, com certeza não voltarei a adormecer.
 
Paro de monologar para tentar dormir, ainda tenho umas horinhas, afinal... Não são muitas, mas enfim são algumas. Antes poucas, que nada! Fecho os olhos e espero, pousando o telemóvel na almofada. Bocejo e espero... Faço uma contagem decrescente de números, iniciando em 200. Estou confiante que não chegarei até ao zero antes de adormecer, aproveitando o pouco tempo que me resta e não me engano. Adormeço sem dar por isso e acordo pela manhã 4h30 mais tarde...
 
Como me sinto?
 
Melhor, porém um pouco cansada ainda. Porém, já sei porque não dormi; era pura e simplesmente com saudades de ti. Consciencializei isso quando fui buscar-te ao aeroporto e te vi.
 
─ Sabes o que aprendi hoje?

─ Não, diz lá! ─ Respondeste aproximando-te de mim com aquele teu ar descontraído.
 
─ As saudades causam insónia!

A senhora da limpeza que passava por nós naquele exacto momento, parou perto de nós e disse:
 
─ Desculpem, não pude deixar de ouvir. Sabem quando a saudade causa insónia?

─ Não… ─ respondemos em uníssono.
 
─ É simples, é quando o amor é verdadeiro. Feliz dia de S. Valentim, aproveitem o estar juntas novamente. ─ E dizendo isto, afastou-se.
 
Quanto a nós, seguimos para casa para recuperar o tempo perdido. Esta noite, depois do amor não ficarei insone, porque nos teus braços irei dormir.
 
Amar é assim…


Cris Henriques

 

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Quando te olho

Quando fico te olhando
Algo corre em mim
E me pego imaginando
Mais ou menos assim

Nunca canso de dizer
O quão lindo te acho
Mas o que posso fazer
É o que mais eu faço

Sua sublime beleza
Está em sua alma
É cheia de pureza
Que tudo acalma

Sinto-me contente
Sempre ao te olhar
E o melhor da gente
É sempre se amar

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!i


Gilberto de Almeida
27/09/2013

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Poema por Omissão - I (Ou "O que Bilac escondeu na Via Láctea!")


Gilberto de Almeida
27/09/2013



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M e U ni verso





Não me cabe nesta prosa poética adjetivar, mas...

banco/vazio  = espera

pensamento/remoto = busca

caneta?verde-claro = rabisco
De repente uma lágrima preta borra a esperança contida no pensamento do papel.


Não me cabe nesta  poesia rimar, mas...

banco vazio ?
Ilusório, nos ônibus que trafegam no Rio.

pensamento remoto?
Largue essa desbotada foto!

caneta verde-claro?
Voe em uma altura média. Lembre-se de Ícaro. Fui claro?

lágrima preta?
Apenas uma lágrima que misturada ao rímel que pingou na caderneta. Uma bobagem... Se pre    ocupe é com a ampulheta. Viva o presente.


Me cabe nesta prosa tentar criar uma piada

uma lua / toda nua
dança na tua rua

O que tem no meio da lua nua, da tua e da rua?
                                                                 
Claudiane
26/09/13



" Se você não aprendeu a rir de si mesmo perdeu a melhor de todas as piadas"
Snyder



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Pertença

Arte by Derek Gores





A ti pertenço
Exiges que me eclipse
Tua, eu não sou mais

Isa Lisboa

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O Amor

O Amor é amizade, confiança, alegria.
O Amor não engana, não apaga nem humilha.
O amor é o sentimento que nos uniu.
O amor é o que você e eu, sentiu

Um amor que amadurece
Um amor que jamais entristece
Um amor gostoso de amar
Um amor cheio de vida e de se dar

Ah, o Amor! Um lindo sentimento
Tão gostoso quanto sentir o vento

O Amor é um laço infinito
Tão grande quanto um coração dando um grito
O único sentimento que gera uniões
Transbordando de amor, corações

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Casa no lago



Se é que coisas inanimadas podem ter felicidade,
a felicidade que eu via era assim:

- uma colina mansa, de um verde sem mágoa,
feliz;

- um bosque de pinheiros, 
escondido atrás da cortina de névoa sossegada,
e feliz;

- uma casinha, um estábulo, uma garagem,
felizes;

e o lago, calmo e feliz
refletia essa felicidade toda...

Só mesmo o ganso, lá num cafundó da paisagem,
parecia incomodado com alguma coisa.

Aí, 
com muita vontade de não pensar nisso,
 eu pensei:

- quem será que vai voar primeiro?

Gilberto de Almeida
25/09/2013



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Deus e eu


Gilberto de Almeida
25/09/2013



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Amor para a vida inteira

Amarei sem compromisso
mesmo que você não queira,
pois amor, que eu saiba, é isso:
- amar, de qualquer maneira!

Só não quero ser omisso:
- não amar! Que brincadeira
de mau gosto! Longe disso,
amarei a vida inteira!

E o amor que amarei não clama
por qualquer contrapartida:
- ama e pronto! É pura chama!

Não pode ser reprimida!
O amor que eu tenho é o que ama,
sem pedir, por toda a vida!

Gilberto de Almeida
25/09/2013


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Máscaras



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Homem Alado

O seu olhar é como o sol
Em tarde fria de inverno,
Ou como o belo girassol
Tão dócil meigo e terno!
Tal qual a rude semente
Em solo fértil tenro e belo,
E brota tão rapidamente
De um jeito tão sincero!
E nada, nada que eu diga...
Faz cessar teu crescimento
Pois regá-la minha amiga
Não me é nenhum tormento!
Pois com sorrisos lhe regarei
Até que venha desabrochar,
Então teu jardineiro eu serei
Estarei honrado se me aceitar!
Cuidarei do seu canteiro
Que chamamos de jardim,
Toda noite e o dia inteiro
Será cuidada então por mim!
E ao florescer de manhã cedo
Com essência de flores e hortelã,
Podem até me achar tão ledo
Por eu tê-la por talismã.
Pois a sorte me bate a porta
Quando o sol já é nascente,
Em continência ele me aborda
Como se eu fosse tenente!
Mas é da pena que sobrevivo
E de cuidar de minha flor,
Por isso mesmo que hoje eu digo
Que nisso tenho grande valor!
Pois o sol que me desperta
Com seus raios de bela luz,
Nesta linda primavera
Que a muitos sei que seduz!
Aos encantos da natureza
Que se perdem em pleno ar,
Eis que em coro canta a Beleza
Convidando-me para lhe amar!
Em tua volta cantam bromélias
E flores doam pólen para o mel
Cem borboletas e cem abelhas
Entre si bailam até o céu!
Suplicam o meu cuidado
Sempre que muda a estação,
Pois eu sou teu homem alado

Desde que roubou meu coração!

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Deus em você


Gilberto de Almeida
24/09/2013



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Você

Nos meus melhores sonhos e nos meus piores pesadelos, você estava lá.
Andávamos sempre juntos, de mãos dadas e caminhávamos em lindos jardins.
Quando eu não o via, saía à sua procura e o encontrava em uma banquinha de flores.
Você estava lá, comprando flores para mim. A minha preferida, a Margarida.
Quando eu tinha medo, você me abraçava e falava: Sempre irei lhe proteger.
Um amor ia crescendo como flores no jardim, mas diferente delas esse amor não morria.
Você estava lá quando lanças eram atiradas em nossa direção para nos ferir, mas nosso amor era forte o suficiente para derrubá-las.

Você está aqui e hoje temos um com o outro o mais puro sentimento: o Amor.
Você sempre me faz sorrir quando estou triste e me reergue quando estou caindo.
Conseguimos criar um alicerce que firmará nossa casa chamado Amor e confiança.
E confiamo-nos um no outro da maneira certa que só dois corações podem dizer.
Com lutas conseguimos vitórias, experiências e aprendizados que nos amadureceram.
Ah, você está aqui e sou muito grata a Deus por cumprir sua promessa.
Pediu-me paciência que na hora certa, eu teria você.
Futuros maravilhosos nos esperam com flores e espinhos para serem derrubados.

Você sempre estará aqui com seu perfume encantador.
Com esse sorriso que derruba qualquer tristeza.
Sempre caminharemos na mesma direção com força e garra.

Você estará lá quando estivermos velhinhos e veremos o quão foi bom.
Quando olharei para você dizendo: Obrigada por fazer dos meus sonhos, realidade.

Você sempre esteve lá, em meus sonhos para me provar que tudo é possível.
Que o amor é maior arma contra o mal.

Ah, você sempre esteve Aqui: Dentro do meu coração.

Nascemos um para o outro e na hora certa, nos encontramos para construirmos uma vida digna de cumplicidade, amor, respeito e companheirismo.

Hoje olho você e digo: Obrigada por ter nascido!
Eu te amei em meus sonhos, te amo hoje e sempre te amarei!

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UMA IMAGEM REFLETIDA




Imagem refletida no espelho plano,
contornos de uma face invertida,
os olhos fixam o que a mente repulsa,
um desejo interior gritante em angústia.

Vê a direita o que a esquerda real apresenta,
uma troca cruel de posições,
um momento de mudança em fuga de esperança.

Mas o espelho da mente é o espelho da alma,
e nela a beleza expõe o real inexistente,
e sua alegria lhe faz mais bela,
embaçando a tristeza que em si apresenta.

Uma carência aflora e um ser lhe medita,
uma presença necessária se faz presente,
na ausência de um vazio cheio.

Sente só e folheia versos que falam de si,
que tocam em seu ser,
que entende o seu “eu” em ferimentos profundos,
e sacia sua sede nas gotas lacrimais de seu choro em silencio.

Um magnetismo aflora num ser ausente,
que lhe faz sentido presente na ausência distante,
e os raios em energia ilumina sua áurea,
em um sonho angelical profundo.


mochiaro 









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UMA MESA PARA DOIS Por Danka Maia




Acordei com a seguinte menção no celular:

_Estou falando com o senhor Henrique?

_Sim, sou eu. -Rebati prontamente sentando-me a cama limpando meus olhos enquanto com Rose, minha esposa, que jazia ao meu lado tentava compreender tudo aquilo._Querido, o que foi?

Era o Delegado Fonseca, com um tom na voz de evidente preocupação. Não quis de cara contar-me do que enfim travava-se, somente pediu para que fossemos ao nosso restaurante. Definitivamente algo estava errado.
Foi o tempo de  nos ajeitarmos ,apanhar as chaves  do local e do automóvel e seguirmos em direção ao estabelecimento. Sim, estava nervoso. Aquela reforma tinha custado anos de nossos esforços, eu na vinícola da família e ela como chefe de cozinha em renomado restaurante na Capital. Viver naquela cidade tão pequena, onde a mesma placa do máximo de rodagem também era  a mesma de quantidade de habitantes ,fora opção nossa,opção de vida, de criar os filhos que ainda não tínhamos, de envelhecer , de seguir adiante. Sim, o vilarejo ficava as margens da Rodovia dos Amarantes, também conhecida como Estrada para o inferno, pois seu final era num precipício e ao lado o único cemitério que pertencia a Vila, cujo vale a lembrança tinha muito mais habitantes que no lugarejo. A inauguração  fora um sucesso, pessoas das cidades adjacentes vinham para  conhecer o "Hell's Kitchen"  e tornavam-se clientes assíduos que convidavam outros  mais.Logo a Estrada do Inferno passou a ser conhecida como a Rodovia do " Hell's Kitchen".

Quando desci do carro notei que os alarmes do restaurante estavam á tona, parecia que tinha sido invadido por  alguém,vi o pânico nos olhares do Delegado e dos dois policiais que ali estavam consigo.Rose, ajudou abrir a porta e tentei resguarda-la atrás  de mim.Não sabíamos o que realmente sobreviera sobre o estabelecimento.

Os policiais procuraram.

 Procuraram tudo. Entretanto, nada foi encontrado. Tudo permanecia no mesmo lugar que horas antes deixamos quando fechamos as portas. O delegado me lançou aquele olhar, quando se  intui o que viu, porém a boca se receia de falar o que a mente produziu.

_Mas Delegado, por que desconfiaram que alguém havia  invadido o restaurante?- Minha esposa indagou sem nada perceber.

_Bem, estávamos na ronda de sempre, e ao passarmos na frente de seu estabelecimento um dos meus homens  viu duas pessoas sentadas naquela mesa.-Apontando para o canto esquerdo do lugar,onde uma mesa sempre pronta ficava como todo as outras,  no entanto curiosamente  ninguém jamais aceitara ou pedira para estar nela.- _Mas ao nos ver, saíram correndo para o fundo do espaço numa rapidez muito assídua, o que nos chamou muito atenção e em seguida os alarmes dispararam ,porém ao redor, nada nem ninguém foi encontrado.
Meus cabelos da nuca até o braço esquerdo arrepiaram-se por todo.Durante as reformas coisas estranham sucederam.Cinco construtores desistiram da obra por presenciar atividades sobrenaturais atreladas a imagem de um homem, que intitularam o senhor de negro e uma mulher que apelidaram de Milady devido a finesse de sua vestimenta,entretanto,eram distintos entre si,ele lançava um olhar maldoso,agressivo e horripilante.Ela era serena,doce e sempre com um leve sorriso no rosto,contudo ininterruptamente juntos. Eu e Rose jamais os vimos em tempo algum.

Depois que a polícia foi embora, decidimos olhar com mais detalhe o ambiente. Sim, tudo estava ali.Todavia, a sensação de que éramos observados do mesmo modo, o tempo todo nos entrelaçávamos um como o porto seguro do outro. Ronda feita, Rose me confessou algo que até aquele preciso instante desconhecia:

_Amor, tenho algo que já algum tempinho estou para lhe contar.

Espantado pela natureza da revelação naquela situação indaguei-a:

_E o que é?

Rose desviou o olhar de mim, semelhava recear alguma reação inóspita de minha a parte, mas foi à frente:

_Logo que compramos o restaurante, uma moça do vilarejo veio me procurar e me contou uma história muito macabra sobre o local. Na época não ideia, cri que nossos sonhos eram mais fortes que qualquer maldição de cidade do interior.

_Maldição?- repliquei sobressaltado.

_Sim. A tal mulher narrou-me entre sussurros que o lugar era assombrado. De mau agouro. Parece que há muito tempo atrás um casal comprou  todo este acre de terra e construiu uma casa para si e no fim dela o cemitério somente para eles.Amavam-se demais,queriam passar a eternidade lado a lado como a vida terrena.Todavia, ela veio a pega-lo em traição com uma mulher casada da cidade e em seguida se matou.Não suportando o episódio, ele do mesmo modo deu cabo a sua.Parece que era um homem muito rude,não muito quisto na Vila.E desde do fato,é que a Rodovia passou a ser chamada como Estrada para o inferno devido a tragédia. que os abatera.Eles passaram a ser vistos sempre de mãos dadas no cemitério vagando entre os demais túmulos e pessoas vem de longe para conhecer a história deles.

_Rose, espera mesmo que acredite nessas lendas de caipiras?- irritei-me.

_Querido... Observe os fatos. Os problemas nas reformas, as aparições e hoje!

_Aonde quer chegar?- Não intui de cara o que ela queria expor.

_Acho que devíamos repensar sobre o Hell's Kitchen .

Abandonei imediatamente a chave do restaurante e ignorei a colocação de Rose. Para mim era inconcebível cogitar tal hipótese depois de tanto esforço e trabalho. Voltamos para casa calados. Dias se passaram até que o incidente adveio, estava fechando o caixa quando do nada um cinzeiro de vidro simplesmente estourou ao meu lado. Entenda o objeto não caiu, não era leve, era denso e facilmente explodiu quase ferindo minha face. E mais uma vez aquele o ar gélido percorreu meu corpo. Ao olhar em minha visão periférica do canto esquerdo eu o vi, como um raio ele saltou de onde jazia, uma massa negra, pesada e flutuante, mas sombrio e obscuro. Jogou-me contra a parede com uma força gigantesca. Um grunhido saiu de si:

_Vá embora... Desista... Morte!

Contudo não me intimidei. Tentava me desvencilhar de seu ataque, mas parecia que todo minha seiva não resultava em nada.Ele me paralisou e foi então que a vi, vindo, flutuando em minha direção.Seu semblante era tranquilo,apaziguador.E ali dominado entendi sua voz:

_Preciso que fique Henrique,ou serei obrigada a ceifar a vida de Rose.

E fui então que compreendi.Ela era o mal e o senhor sombrio na verdade queria  avisar-me de seu intuito.E num flash vi que fora Milady quem o traira,que o local da mesa sempre pronta mas nunca usada jazia a cama de um outro tempo quando ali era o seu lar.

E me rendi.

Hoje a rodovia volveu a ser a Estrada para o Inferno.Meu restaurante demolido.O cemitério voltou a ser a principal atração da Vila.
Milady passeia com o senhor de Negro entre os túmulos deixando-se ver pelos visitantes do macabro ambiente quanto a mim, restou-me ver as lágrimas de Rose sobre a lapela de minha lápide.






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Outono.

Folhas que se desprendem
esvoaçam no ar
sem vida
folha morta no chão
caída...

Flutuam
querem renascer
voltar à árvore
que as desprendeu
para tornar a viver...

Outono no parque
folhas mortas crepitam
sob os meus passos
pássaros cantam
outras folhas se agitam
sufocam e gritam
vamos morrer...

Sobre o peso do homem
folhas secas
que não comem
alimentam a natureza
jazem caídas no chão
Outono cinzento de incerteza..

Manuel Marques (Arroz)

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Em Seus Olhos


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LUZES DA CIDADE


LUZES DA CIDADE

As Luzes da Cidade,
incidem sobre a menina,
que no meio do trafego,
vitima do trafico,
estende sua mão pequena,
porque pra Ela a vida
já não vale a Pena,
e o que ela mais quer
é um tostão pra se enganar,
e poder se drogar.

As Luzes da Cidade,
incidem sobre a Menina,
que ao conseguir o tostão,
ira lá pra sarjeta,
e com sua mão pequena,
que mal consegue
segurar o recipiente
cheio de fumaça ilusória,
pra enganar a fome,
e então à consome,
que depois de torrar
seu pequeno cérebro,
sentir sua Alma
sair feito fumaça,
de sua pequena narina,
agora tão flácida.

As Luzes da Cidade,
incidem sobre a Menina,
que agora já é um pequeno Zumbi,
e o que de melhor poderia lhe acontecer,
era pro Céu ela poder avoar feito um Colibri,
e de vez, desta sua triste vida sucumbir.

As Luzes da Cidade,
incidem sobre a Menina,
vitima dessa Sociedade
de Hipocrisia,
governada pela Velhacaria,
que em desarmonia
do que realmente poderia,
fazer pela Menina Colibri,
que por todo esse sofrimento,
não deveria mais estar aqui.

Marco Aurelio Tisi

( 22/09/2013 )

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Quem tem um irmão, tem um tesouro!

Nasceram distantes, nos momentos exatos e de união. Sempre brincavam de carrinho, corda e pião, mas o mais importante não eram quais brinquedos tinham para brincar e sim, o fato de sempre estarem presente para que pudessem partilhá-los juntos.

A adolescência trouxe descobertas das quais não imaginariam viver. Brigavam com frequência e discutiam sobre coisas banais e até sem o menor sentido, mas por incrível que pareça o fato de haver ou não discussões, não importava muito, pois sempre estavam ali, juntos. No amor ou no ódio, sempre estavam unidos por um laço único que a cada dia, só aumentava. Laço esse chamado Amor.

Hoje já adultos e maduros, há sentimentos de orgulho em dizer o quanto um ama, quer o bem e a importância que um tem para o outro.

Não seriam nada se não fosse pelo perdão. Se não fosse esse amor incondicional que sentem. Um amor capaz de quebrar qualquer barreira e ainda por cima, os ajudar, abrindo seus olhos para que sejam sempre, irmãos de bem unidos por um só coração.

Irmãos brigam, discutem, se amam, dão risadas, se ajudam, dão apoio um ao outro, seguram na mão. Alerta quando o outro está indo por um caminho torto.

Ah! Irmãos são mais que pessoas geradas pelo mesmo sangue. São amigos e há uma cumplicidade sem igual que os une.

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Filosofia do perdão


Gilberto de Almeida
21/09/2013



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Valores e escolhas

Verdade e Amor são valores
Únicos e fáceis de lembrar
Livram-te dos horrores
Fazendo-te sempre Amar

Jamais os deixe de lado
Fazendo isso irá perder
Oportunidade de ser selado
Assim estará a morrer

Há infinitas escolhas
Estarão aqui eternamente
Vá agora e acolhas
Mas as faça sabiamente

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A força da união

A União é algo único e majestoso, pois ela torna tudo em volta calmo e maravilhoso. E quando ela vem acompanhada de carinho e Amor, traz muita paz, alegrias e dá muito sabor. Por falar em sabor, adoce sua vida fazendo uniões e assim, alegrando ainda mais os corações. Não há força de tamanho igual, que possa combater qualquer tipo de mau. A união sustenta e dá vida, porque ela sim, cura toda a ferida. Selando um Amor incondicional, mas que Amor esse mais que fenomenal. Ame e agradeça esse Amor todo o dia, para um dia, você não sentir falta dele na partida.

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Descartesiano

rezo para que Descartes
essa concepção cartesiana
sem ponto nem vírgula
não se pense mais nisso

Gilberto de Almeida
21/09/2013


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Descanso para o cansaço



Liberdade, instauração de um ponto de vista próprio, um duplo movimento: manter e conservar, atenção que se faz encanto. Diante de todos um pouco, descanso para o cansaço, condicionar ou ser condicionado pelo espaço e pelo tempo.


Cadarço liberta um calço, calçado pela calçada- Descalço, a palavra vem de longe, desconcertante desafinando em frente uma consoante insuficiente, entre os dentes uma fala que divaga no arranha- céu da boca  edifício que se faz quando o mundo se desfaz.




Por Claudio Castoriadis 
Imagem: fonte web

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