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Alma Relativa

Eh! Mundo Circulando ao Quadrado
De massa relativa ao tempo e ao espaço,
Visão turva de dia e de noite no claro,
Quanto mais corro, mais fico parado.

Luz que vem do céu mostrando o estrelato,
Logo quando engato o primeiro passo
No futuro certo do impossível passado,
Quanto mais corro, mais fico parado.

Sou eu naquele trem ligeiro e desgovernado
Vivo na ideia da bala que nunca atinge o alvo,
Morrendo a toda hora dependendo do lado,
Quanto mais corro, mais fico parado.

Tic-tac absurdo: livre no sutil e preso no pesado,
Ora sou eu quem grita, ora é o meu retrato,
De voz roca no sentido e de soneto afinado,
Quanto mais corro, mais fico parado.

Que detalhe nessa equação ainda não foi lembrado?
Será o pensamento e a poeira farinha do mesmo saco?
Luz que curva ao tempo ou o espaço que é curvado?
Quanto mais corro, mais fico parado.

Qual forje divino que moldará meu estado?
Se na forma ligeira não serei visto, nem lembrado,
E voltarei mais moço de vida, ainda inacabado,
Porque quanto mais corro, mais fico parado.

Jonilton Ferreira


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1 comments:

Carlos Moraes said...

publiquei o texto desse grande amigo, que se apresenta com muito futuro como escritor... espero estar inspirando-o a escrever mais, e a participar desse nosso poético espaço...

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