Dona de si
Ela
queria, mas não podia. Não fez. Estava com o amargor dos dias na boca.
Não
fez. Não quis. Mandou o dia aquietar-se. Mandou o mundo se amordaçar. Não queria.
Mas, mudou de ideia. Fez. Abriu uma porta, abriu uma vidraça, lágrimas de
corredeira, jogou tudo pela janela. As malas, as roupas, o passado, o amor.
Secou
o pranto. Trancou-se. Jogou tinta no cinza.
Sorriu.
Foi
ser dona da própria vida.
Subscribe to:
Post Comments (Atom)
Publicações populares
-
Por Osny Alves Com a possibilidade de enviar muitas mensagens em um clique, a sociedade tem enlouquecido a si própria. O exibic...
-
A consulta era com a mãe. À despedida, perguntei à menininha: - Quem é que você está esperando no natal? - Papai noel! Refo...
-
Crédito da imagem: Vladimir Kush Usando a Bíblia como referência, tentaremos responder a esta pergunta. Iniciemos com outra inda...
-
Você por um acaso já ouviu o som do silêncio? Deus sabe que nunca fui um homem muito religioso, jamais me deixei seguir por dou...
-
Sobre a paz, há uma verdade intrigante, mas segura: - Não tem paz quem a deseja; só tem paz quem a procura! Gilberto de Almei...
-
As noites de dezembro são mais belas e há mais contentamento a cada dia! Parece que do Alto se anuncia a cura para todas as maze...
-
Erguer na vida a per- vertida... Poder da lida enter- necida. Atento, o amor isento resgata a for- ça i...









5 comments:
Muito bacana, Paulo! Adorei! A forma de escrever e a mensagem de força! Obrigado por partilhar!
Acho que ela tomou uma boa decisão! :)
Jogar tinta sempre em tudo , que porventura queira nos descolorir.
Gostei muito!
Muito bom! Tinha que ser nosso querido Paulo Ras!
Excelente, Paulo!
Abraço!
Post a Comment