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Dona de si




Ela queria, mas não podia. Não fez. Estava com o amargor dos dias na boca.

Não fez. Não quis. Mandou o dia aquietar-se. Mandou o mundo se amordaçar. Não queria. Mas, mudou de ideia. Fez. Abriu uma porta, abriu uma vidraça, lágrimas de corredeira, jogou tudo pela janela. As malas, as roupas, o passado, o amor.

Secou o pranto. Trancou-se. Jogou tinta no cinza.

Sorriu.

Foi ser dona da própria vida.

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5 comments:

Gilberto de Almeida said...

Muito bacana, Paulo! Adorei! A forma de escrever e a mensagem de força! Obrigado por partilhar!

Isa Lisboa said...

Acho que ela tomou uma boa decisão! :)

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

Jogar tinta sempre em tudo , que porventura queira nos descolorir.
Gostei muito!

Simon -Poeta said...

Muito bom! Tinha que ser nosso querido Paulo Ras!

Dulce Morais said...

Excelente, Paulo!
Abraço!

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