Tudo é o que não deveria ser
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Claudio Castoriadis,
Poema
Na casa do equilibrista, tudo
é o que não deveria ser, gente não é gente, dor não tem cotovelo, papel não
corta pedra, rastro não tem cometa, o dia não é inteiro, a mente não tem
cabeça. Escuridão, fidelidade, beleza, sujeira, blasfêmia - brinquedo não é
brincadeira. Um mundo é um milhão de outros mundos, e a porta não se importa se
alguém passa, ou fica, ou exporta. É tudo tão pouco, tão então, tão assim, tão sei
lá, o botão falta na camiseta, o rosto veste a careta, o sapato que leva o pé
do cara não tem cara no espelho. A dignidade sem identidade, esquecida, para
traz sempre em frente. Um novo mundo descortina, o olho que não escuta, a
desconhecida como é conhecida.
Por Claudio Castoriadis
Imagem: fonte web
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7 comments:
Que texto interessante, Claudio.
Às vezes, penso que nosso mundo é um pouco assim, como a casa do equilibrista. Algumas coisas são como não deveriam ser...
E como ver sentido nelas? Talvez, descortinando.
Um grande abraço!
Tem um quê de não sei quê no modo como você escreve, que me fascina, Cláudio! Ainda vou descobrir...
Abraço! :D
Tem um quê de não sei quê no modo como você escreve, que me fascina, Cláudio! Ainda vou descobrir...
Abraço! :D
Sim, tudo tão então, entendo perfeitamente!
gostei muito, Claudio, parabéns!
Obrigado, Isa, Gilberto,e Isa E. Não deixo passar uma palavra de generosidade. Guardo todas e preservo bons sentimentos com isso. Abraços!
Seu poema provocou-me uma profusão de perguntas.
Gostei demais!
Beijos no seu coração.
Grato pelas palavras e por ser tão gentil em sua consideração Claudiane! beijos.
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