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| Foto: Vadim Stein |
A cicatriz marca o lugar
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Isa Lisboa,
Poema
Do Amor
Só guardo cicatrizes
De cortes até à
veia,
Algumas poucas.
Superficiais,
outras.
Nem cheguei a
sentir, não muito. Só uma picada,
Como se fossem
anestesia
Para o que viria
depois.
Cortes feitos sem
pressa,
Estes que olho
agora.
Quase com arte,
diria.
Sei que foi Amor,
Porque senti a faca
A entranhar-se na
pele,
E eu deixei.
Sei que foi Amor
Porque a minha carne
Logo se fechou;
Como se a lâmina
Tivesse também ela
bálsamo.
E tinha.
Não era veneno,
Porque eu ainda
estou viva,
E a ferida fechou.
A cicatriz marca o
lugar.
Crava de novo o meu
corpo,
Amor,
Ainda que me firas
de novo,
A minha pele sara,
Com teu balsâmico
veneno…
Isa Lisboa
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3 comments:
Ainda que me firas de novo, A minha pele sara, Com teu balsâmico veneno…
Eta versos fortes ... Instigante e ao mesmo tempo debochado .
Bjs.
:) Que bom que gostou, Clau!
Versos encantadores, demostrando a força que carregas em seu coração, parabéns
Com carinho
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