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SOLARIUM por Danka Maia



Aponta-me se quiseres,

E se isto desejares.

Pois o meu apreço

É o que de ti mereço

Neste teu mundo, não há mais eu.

Fogosa é tua utopia,

O encanto se perdeu,

Foi-se o verso,

Veio o breu.
Jaze em mim
O vazio deste querer.
Lúgrime penitência de minh'alma
Funesto deste rélis ser.
Mas o que dizer?
Não foi isto que me imputastes?
Fizeste-o bem.
Eu fui, eu sou, porém serei?
Não, feneceu meu sol eu sei.
O Brilho matino da lua
Oculta as suas muitas faces,
Meros disfarces.
As tuas cairão.
As minhas brilharão,
Vem ó morte!
Afasta-me desta escuridão.
O Poeta esqueceu-se de lagrimar,
O que?
 As minhas muitas verdades,
Os teus cruéis enganos.
O Poeta me traiu.
Caí no sortilégio do teu encanto,
E o pranto?
Esvaneceu no meu despertar.
Verei o meu escopo
 Labutar na tua felicidade,
Meu brio espalmar,
O céu enegrecer,
Minha seiva se perder,
Assim num doce abandonar,
Como a lua que age fria toda vez que deixa o mar.





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7 comments:

Isa Lisboa said...

Danka... Sempre disse que gosto muito da sua poesia! E este poema não fugiu à regra! :)
Um beijinho

Jana Bragança said...

Linda, Danka. Perfeita!

Simon -Poeta said...

É mesmo lindo!

danka maia said...

ISto agradece cada palavra amigos!

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

Dani , o que dizer diante desta grandiosa poesia. ADOREIIIIIIIIIIII

Beijos

Eu fui, eu sou, porém serei? Não, feneceu meu sol eu sei.

danka maia said...

Obrigadaaaaaaaaaaaaaaa Clau! Te amo amiga!

Dulce Morais said...

Que belo!!
Parabéns, Danka!
Beijinho.

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