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Desapego da cor





Trago no peito uma histeria que não acaba
E com meu isqueiro acendo o último cigarro
Faço de minha mente minha própria escrava
Sopro a fumaça e a melancolia eu trago

Faz frio dentro do quarto, a janela não abro
Me aqueço com a gordura que consumo
Insumo embalado que deixa meu rastro

Tenho horror dos monstros que crio
Sou híbrido dos monstros que mato

Traço um fim para uma vil vaidade
Sou hostil com meus próprios desejos
Me sequestro só até que eu escape
Me invade uma vontade que não precognoto

Atento ao eco do meu ego esquizofrênico
Afinal, sou cênico na peça que peço 
Na pressa eu desapego da cor, não sou ingênuo
Esqueço as alegrias para calar a dor

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3 comments:

Isa Lisboa said...

Excelente, Diego, parabéns! Quantas auto-reflexões trás este seu poema!
Um abraço

Dulce Morais said...

Fiquei sem palavras de tão belo ritmo, de tanto sentimento, de tantos sentidos, se tantos pensamentos a despertar...
Muitos parabéns, Diego!
Adorei!

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

Multiplicidades de sentido ... Levo esse
"Traço um fim para uma vil vaidade Sou hostil com meus próprios desejos Me sequestro só até que eu escape
Bjs .

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