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Desperta-dor


Por medo, a boca se calou,
A palavra não falou,
A lembrança capotou: o sonho foi engavetado
Riscado tombado no armário bagunçado.
A data não tem a idade do tempo
Formado no calendário
Envelhecido o corpo se enverga com o peso da consciência
Falta pouco, quem sabe um dia, menos velocidade, episódio inédito

— Que o despertador enfim desperte não apenas a gente: desperte a dor!










Por Claudio Castoriadis
Imagem: dispositivo móvel 

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5 comments:

Dulce Morais said...

É por vezes esse despertar para realizar e compreender o quanto a ausência dela é agradável...
Muito bom, Claudio!
Abraço!

Diego D' Avila said...

Tempo de despertar, de recomeçar, de deixar a dor de lado. Boa postagem Claudio! Abraços.

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

Outro dia refletia sobre o não se esconder , para crescer precisamos sentir a dor , vive-la e após emergir, agir . Para que lá adiante, perto do desconhecido recomeço, nossa consciência seja leve como uma pluma.

Parabéns !

Isa Lisboa said...

De facto devia haver um despertador para a alma! Excelente, Claudio, parabéns!

Claudio Castoriadis said...

Tento passar sentimentos leves com minhas palavras, gosto da poesia de maneira peculiar. Sou muito sensível com as coisas do cotidiano, (o cotidiano faz parte da nossa finitude) Nem cheguei a pensar a fundo o sentido da dor, isso é verdade, apenas despertei certo dia olhei para o teto, o relógio despertador e por instantes articulei outras possibilidades de despertar. Grato pela atenção moçada, e bons pensamentos não apenas em palavras!! Abração.

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