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Meditações de um cogito deslocado


Serei um satélite ou qualquer outro objeto fora, do ar, manchete, comercial – classificado que não se ler? Ao retroceder no tempo minha mente desajustada avança plugada em algo ligado, desligada do real recebendo uma carga de informações, parafernagens, bagulhos, rodando o barato; realidades indefinidas, uma fração que enverga, pressiona o rosto contra o papel divagando linhas retas, tortas, forma visual, carga semântica, metacomunicação, meta de intervalos, desesperança, propaganda, imprensa – milhares de vogais e/ou estrelas colocadas em órbita ao redor da minha cabeça.

Sonhos carbonizados, palavras sem laudo. Esqueça tudo, o eterno um alvo distante, o difícil foi chegar até aqui – 



Por Claudio Castoriadis
Imagem: fonte web

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2 comments:

Diego D' Avila said...

A poluição visual de informações atreladas ao que não queremos saber e que é inserido em nossas mentes a força pela globalização nos transforma em satélites. Resta saber o que iremos captar para saber o que chegou até aqui, quem somos até aqui. Porque os sonhos, infelizmente, foram carbonizados. Adorei tua forma de escrita Carlos Castoriadis. Parabéns!

Claudio Castoriadis said...

Diego, você fez uma consideração certeira do meu intuito. Fico feliz pela leitura e atenção no sentido bolado por mim. E devo adiantar, que geralmente escrevo para ser explodido em várias interpretações. Abraços.

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