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Momentos de incapacidade

Essas vozes mais nada disseram
Na verdade nunca disseram nada
Ao não possuir sentido de crença
Tomei-as como inúteis
Para mais nada serviriam,
Respondendo à questão por si incompreendida
A morte como permanência
O sistema absoluto.

Numa ordem metafísica em que nos perdemos
Tal como a voz se torna muda
Na tentativa de soltar algum ruído de aviso
O tentar chamar à atenção
"Olhem para mim, aqui estou eu! Reconheçam-me!!"
Assim essas vozes pensavam...
Infelizmente eram somente vozes  mudas
Vozes mudas em ouvidos surdos
Ou olhos cegos não as viam...
Que importa a sensibilidade dos sentidos
Quando temos a Morte como permanência
Num sistema absoluto
Momentos de incapacidade...

João Pedro Marques

Miséria
Técnica mista sobre tela
Dimensões. 90x60cm
Artista: João Pedro Marques


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3 comments:

Dulce Morais said...

João,
Se a incapacidade não é apatia, ainda há possibilidade...
Adorei esta excelente tela e os versos que calam mais do que dizem.
Parabéns!
Abraço!

Diego D' Avila said...

As vozes que ecoam neste sistema realmente, nada dizem. Apenas nos despreparam para o que é certo em nossa vida: a morte. E bem colocaste: "que importa a sensibilidade dos sentidos"? A tela veio somente a completar ainda mais o poema. Parabéns João!

João Marques said...

Obrigado aos dois.
E obrigado pelos comentários construtivos :)

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