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TRANQUILIDADE DE ESPIRITO

eu viajei sonhos... nos tempos que sonhos eram carruagens
viajei por paragens... aragens... dias ora chuvosos ora a estiagem
ora o sertanejo... vejo que chora uma senhora, vi agora
oração traz conforto... atrai morto, se afasta torto
de quimeras eu falava... eu pensava... eu parava
ia por aí... lia, numa bula de remédio bulia
tome veneno... tome sereno... tome no duodeno
direito... no centro eu rejeito, é meu jeito
ser assim... meio queijo meio querubim
inteiro fora de mim... fora por dentro, feito coentro
feito gente... penteio com pente, mordo com dente
pleonasmo vicioso... vício gostoso, vinho espumoso
utente... atente ao que quero, querente
uso...desfruto, usufruto permanente
aqueles sonhos... de amorrevoluçãoliberdade
verdes sonhos... verdes anos... nunca é tarde
estou na estação... à espera do próximo sonho
(de criança) esse poema componho...
deponho a esperança... em eutimia

na estação poesia.

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2 comments:

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

"meio queijo meio querubim inteiro fora de mim... fora por dentro, feito coentro feito gente... "
Carlos eu não nego que hoje seja necessária uma boa dose de humor e imaginação para continuarmos a sonhar.

Bjs no seu coração.

Dulce Morais said...

Carlos,
Nunca é tarde para o "amorrevoluçãoliberdade" e ainda menos para um poema tão belo!
Gostei do ritmo, das rimas, dos (sem)sentidos e da sensibilidade.
Guardo este, para recordar que assim se deve ser:
"inteiro fora de mim... fora por dentro, feito coentro"
Parabéns!
Abraço!

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