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EM CÍRCULOS


São muitos os vazios entre as letras que compõem uma poesia.
São espaços em caminhos retilíneos ou curvilíneos.
A RETA nos afasta ao infinito.
O CÍRCULO traz sempre à volta a origem.
Assim ao partir podemos escolher o caminho.
Quanto a mim sempre vou escolher o círculo por onde caminhar;
caminhar em ângulos marcados por noventa graus.
Ao alcançar a primeira angulação fico na verticalidade de seu caminho.
Na segunda angulação me sinto na mesma linha, mas em direção oposta.
Em mais um ângulo reto fico em verticalidade invertida.
Mas ao completar uma volta, essa sim, volto à origem.
Na origem de onde parti e você ficou.
Na origem onde voltei e então,
zerei os ângulos.
Assim me fez sentir que não adianta partir,
sem destino e preso ao mesmo raio que me faz girar.
Voltarei sempre à origem de nossos desejos.
mochiaro


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4 comments:

Dulce Morais said...

O regresso à origem, o eterno recomeço e versos muito belos.
Gostei muito, Mochiaro!
Grande abraço!

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...



"Assim me fez sentir que não adianta partir, sem destino e preso ao mesmo raio que me faz girar. "

Mochiaro, particularmente foi o verso que mais me chamou atenção, no entanto sem dúvida nenhuma é o tipo de poema que nos tira do lugar comum. ADOREI.

mochiaro said...

Dulce
A origem onde as coordenadas são zeradas é a partida de muitos. Quando essa origem é presa através de um raio (imaginário), nos faz manter sempre tangente a uma curvatura. Esse regresso nos faz passar por momentos de pensar, sentir, refletir e regressar.
Obrigado Dulce e um beijo.

mochiaro said...

Claudiane
Esse raio exerce uma força de atração constante não permitindo que com seu rompimento se perca no infinito. A ação de uma partida cria uma reação inversa, em sentido, na origem do círculo onde estão os valores de análise e reflexão, decisão e regresso.
Obrigado Clau e um beijo

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