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Linguagem embriagada


Não olhe, apenas se empolgue no mergulho paradidático, delicado em diferentes modos, ondulados extralinguísticos.

Não sofra pela gramática, o sentido, não aponte desapontando: falta-lhe o silêncio; analogias e metáforas, o reconhecimento da distância...A poesia equacional.

Possa o seu caminho oferecer lembranças, linhas animadas, sombras e esperanças; folhas amareladas, um livro plantado nas nuvens, soprado pela caridade dos pássaros, companheiros justos.

Desconsidere planos, longe o horizonte diz: nem tudo pode ser planejado.
Eu, talvez, um projeto arquitetônico, artificial, paraconsistente, articulado
por outra mente, iluminação suficientemente direcionada. 



Por Claudio Castoriadis
Imagem: Fonte web

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3 comments:

Dulce Morais said...

Claudio,
Há sempre um reverso nas medalhas dos futuros planeados, há sempre as possibilidades dos eventos não considerados. E há, nas páginas brancas por preencher, a aventura do desconhecido, a magia da descoberta...
Gostei! :)
Abraços!

Claudio Castoriadis said...

Olá Dulce!! Muito obrigado pela leitura e atenção incomensurável!! Abraços.

Isa Lisboa said...

Realmente a vida não é só gramática, para lá dela, vêm as palavras! :)
Beijo

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