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Impermanências...

voltaemeia ressinto
o frio na barriga
do tempo pueril
das voltas
nas tesourinhas, é

quando também
gravita em minha lembrança
o céu noturno da cúpula
em dias de ruas vazias

década utópica
de pequenos corpos
em sobe e desce
no fluxo lento
do pensamento racional


ah meu esguio e monumental
planalto seco
ora roma ora babilônia
quase sempre babel
biótico e abiótico
em seus eixos e eles

palco de começos
e recomeços
branca página
de minha história
cúmplice dos meus medos
serenador dos tormentos

pardo avião
onde embarquei
de onde,
desde então,
tento saltar

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4 comments:

ricardo alves / são paulo,brasil said...

só vc pra manter encontros tão complexos com as palavras hein...

Ingrid said...

as palavras completam e se vão..
ler e reler..
beijo.

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

Tudo é válido ...e quando menos esperamos o salto acontece, mesmo porque não há nada que dure para sempre.

Estava com saudades de suas postagens sempre tão ricas.
Bjs no seu coração.

Dulce Morais said...

Volta e meia regresso, para ler e reler este poema que tanto diz e tanto canta…
Muitos parabéns, doce Cris!
Gr. Bjo!

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