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Trocadilhos Ventilados


A soneca descansa os olhos, o olhar decora o descanso da vista, o que cansa na ideia precede o imagético decorado na paisagem para-brisa, escrevo pensamentos no espelho, minha sombra tem a minha cara, minha cara não parece com aquele cara; tem pijama que lembra casca quando sai do corpo descasca, algumas histórias começam pelo fim, desconfio de uma história com minha lembrança; toda cama tem coberta, toda coberta é cobertor, descoberta pode descobrir contornos, decerto contornando. 

A janela verseja, trocadilhos ventilados, folhas secas são parafernagens mágicas pousando e descolando, estrelas são sacudidas das árvores, sulcadas pelo nevoeiro invisível;

É certo que na linguagem de quem pensa- vocabula- um dicionário, colega diligente imaginário é ponto final na penúltima linha do seu diário - pertença, fustigada por sílabas na guarida de verniz.



Por Claudio Castoriadis

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1 comments:

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

Claudio, " olhar seus poemas decora o descanso da vista !",viciada em signo estabelecido.

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