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João da bodega que amava Teresa


Ser alguém, para alguém que ama outro é ser lista salivada nas diabruras do cordel encapetado. A palavra que hoje conhecemos de quem sabe e conhece o senhor João da bodega - que amava Teresa que amava Raimundo. Na verdade é diferente, João bodega amava a palavra, não amava a Teresa que agraciava sua penitência. Foi melhor assim, coisa boa de sentir, querer mais o querer que a dita querida, o sentido do evidenciado nada significa, apenas uma pedra, um detalhe, uma película provisória, uma palavra no barraco do sentido da crônica brega custosa. 


Por Claudio Castoriadis
Imagem: fonte web

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3 comments:

Isa Lisboa said...

Nunca tinha pensado nisso dessa forma...:)

Dulce Morais said...

Muito mais sensata, esta forma de ver a questão, Claudio :)
Parabéns!

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

"uma palavra no barraco do sentido da crônica brega custosa. "

E por essa e outras que sou sua fã.
Bjs.

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