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PRESENTE OUTONAL

PRESENTE OUTONAL

Grande privilégio,
o Presente Outonal
estas lindas Violetas
que nasceram
no meu Floral,
que ora orna o Quintal,
me causando
uma Alegria Bestial,
que agora todo dia
só de admirar
me dá um animo Matinal,
quero acreditar que a Natureza
me deu tal presente,
pra me tornar mais sapiente,
e entender que, apesar de tudo,
o Viver pode sempre ser mais fulgente.

Marco Aurelio Tisi

( 31/03/2014 )

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Das lendas: Elo partido

Arte: Irina Karkabi

Lembro-me do teu corpo
Frágil
De como temia
Esmagá-lo sob o meu amor
Um abraço me parecia demasiado
A força de meus braços
Contra a leveza de um passarinho
Mesmo agora
Que me cortaste o elo vital
Poderia conter-te
Na minha força
De homem comum
Mas o meu coração cego ainda
Não consegue mexer-se.
Seguras em tuas mãos
O troféu
Um homem que sucumbiu
Um Deus que traí
Que será de mim
Que será dos homens
Que me tomaram guarida
Onde haverá agora força
Que os proteja
Que os una?
Se o Amor é uma bênção
Amar-te a ti
Foi minha condenação
Pai, pequei!
Irmãos, adandonei-vos!
A maçã estava lá
E eu apanhei-a.
Pai, só mais uma vez
Te peço força;
Depois partirei!


- Quem sou eu? -


#Das lendas

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Campo visual


Gilberto de Almeida
30/03/2014



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O TEMPO


Imagem da web



O que sabemos sobre o tempo?
Que ele passa e com ele leva e traz
Amigos
Amores
Dores
Alegrias
Decepções?
Que nada permanece imutável
Diante da força do tempo?
Mas o que sabemos sobre o tempo?
Que ele é uma repetição
De momentos vividos?
Que traz e leva
Emoções na mesma proporção?
Dizem que nos leva a jovialidade
Que nos deixa maduros
E sábios
Dizem também que cura tudo
Mas de quanto tempo
Estamos falando?
E se o tempo não tiver todo esse poder?
Não cura
Não Leva
Não traz
Não muda
E se o tempo
Só  for uma criação
Da nossa imaginação
Para pormos datas em tudo?
O que sabemos sobre o tempo?
Que só ele pode
Trazer-nos as respostas
Que almejamos?
Ou que com ele as respostas
Que almejamos, perdem as forças
 E desaparecem?
O que sabemos sobre o tempo?
Creio que nada
Pois, passamos tempo demais
Esperando que o tempo
Resolva
Melhore
Cure
Modifique
Algo ou alguém
E quando se percebe
Não há mais tempo
Para nada
Nem perguntas
Nem respostas

Por Jéssica Morgan

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Sentir !

Sinto nas minhas veias
o amor que corre
incandescente
mas, faltam-me palavras
quando olho
o silêncio do teu olhar...

A essência do teu amor
é senti-lo
é ser feliz
é ser presente...

Não é o vazio
o silêncio
a nostalgia
é o teu amor quando me inunda
aquece e incendeia              
a minha alma fria...

Manuel Marques (Arroz)

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“o homem da casa”

Conto. Primeira parte.

lovers

 

Luiz Gustavo era um desses homens bem casados que costuma causar inveja nos amigos do trabalho que sabem de sua casa cheirando a lavanda, com tapete formoso na porta de entrada dando boas vindas a quem chega… Sabem também os amigos de sua bela senhora, toda perfumada – figura formosa – corpo violão e cintura fina que todos os dias o acompanha até o portão. Ali lhe beija a boca com tanto gosto que quem vê de perto diz sentir o gosto dos lábios da rapariga na própria boca. Lá no portão, Maria permanece até não ver mais o amado Luiz Gustavo que segue satisfeito pra sua vida de homem de família – rumo ao trabalho...

Maria era moça bonita-prendada-caseira – todos sabiam disso na cidade – moça cheia de dedos com as coisas do marido. Teve dúzias de candidatos – mas a moça escolheu Luiz Gustavo – para o desgosto de meia dúzia… Diziam na vizinhança que ela era mulher de balde e vassoura – e a danada deixava a casa toda brilhando – do outro lado da rua se podia sentir o perfume...

No final da tarde, a moça perfeita se arrumava toda para esperar o marido no portão. Quem passava na Rua das Flores, número cinquenta e sete invejava o bom moço. Maria sentia ciúmes. Estava sempre atenta aos olhos das damas da rua que cresciam para cima de Luiz Gustavo que tinha seu charme-simpatia e, como era do conhecimento de todos, até conhecer Maria beliscava muitas damas da cidade…

Luiz Gustavo era pontual. Chegava sempre a mesma hora – pouco depois das seis. Ganhava seu beijo adocicado e em seguida entregava a Maria a pasta e o casaco. Na cozinha tomava seu cafezinho preto. No banheiro tomava seu banho demorado. Toalha limpa a esperar por ele. Roupa cheirando a lavada –, e na mesa, seus pratos favoritos. O cheiro daquela comida caseira feita exclusivamente pra ele ía longe…

Maria lhe servia todas as noites: duas colheres de arroz. Uma concha de feijão. Um bife mal passado e batatas assadas. Enquanto comia ouvia a esposa lhe contar as novidades da vizinhança que lhe chegavam nos intervalos da novela… Ele ouvia tudo atentamente com sorrisos amáveis e olhares salientes.

Enquanto escovava os dentes – Maria arrumava a cozinha – todos os dias a mesma rotina. Maria acabava dormindo no sofá com a cabeça no colo de Luiz Gustavo. Ele sorria feliz e satisfeito – sentia-se abençoado enquanto fazia afagos na cabeça da esposa. Luiz Gustavo é homem gentil-carinho que pega a mulher nos braços e leva para a cama onde lhe perturba com beijos agridoces provocando a libido de sua senhora que animada vai se aninhar na pele do amado…

Para comemorar os sete anos de felicidade, Luiz Gustavo que é homem romântico – comprou flores, bombons e uma bela jóia para agradar Maria – fingiu ao sentar-se na mesa do café da manhã esquecer-se da data – tudo de propósito. Ela se aborreceu. Cruzou os braços a frente do corpo. Recusou o beijo adocicado do marido que o roubou assim mesmo – saindo todo faceiro e satisfeito –, estava tão certo de seus passos que nem sem importou de sua prenda não lhe acompanhar até o portão naquela manhã...

Ela reclamava junto ao fogão “como ele pode se esquecer de nossa data de união. Sete anos. Ah, ele deve ter outra”…

 

 

>> continua…

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Dança circular





Foto: Dowon Choi
1º lugar no prêmio Word Photography Awards 2014



"E aqueles que foram vistos dançando
foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música"
 Friedrich  Nietzsche


Dança comigo
Aqui nos perderemos
neste nevoeiro

Contato vibrante
abraço religação
cura profunda

Claudiane e Isa






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Das lendas: Fúria divina

Chamas-me tua deusa
Mas saindo disfarçado
Pela calada do dia,
Assim desdenhas do Amor
Que te dei.
Eu que tanto posso
A mim que tanto teme
Tu, com quem me dividi
És quem mais me desafia
O único contra quem
Meu poder fica limitado.
Debruçada da nossa janela
Vejo os teus filhos
Nascidos de uma noite de capricho
A eles só deste um presente
A semi-divindade
Pois será a vida
Que lhes insuflaste
Verdadeira oferenda?
Talvez presente envenenado
Quando minha mágoa se lhes atravessa?
A dor que me infliges
É maior;
Queria que o fel
Fosse para ti
Mas é contra a tua carne
Que o dirijo.
Soltas o teu trovão
E eu lanço a minha fúria
Num grito me pergunto
Porque não te chega
A Deusa das Deusas??

- Quem sou eu? -


#Das lendas

.
Arte: Ketheley Freyre

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CIRCO

CIRCO

lá de longe vi o Circo
era de lona branco e azul,
ou era azul e branca,
tem horas que a visão turva.

Não  entrei no picadeiro circense,
não sei se tinha muita gente.

Tinha lá um Trapezista,
que nas horas vagas era um bêbado equilibrista .

Tinha um palhaço com cara triste,
eu gosto de palhaço com cara triste,
porque no fundo é nesta vida
que ele persiste.

Mas sei que não tinha animal amestrado,
ainda bem que agora não pode mais,
que fique bem admoestado,
animal nenhum deve ser subjugado.

O Circo era de lona Azul e branca,
ou branca e azul,
tinha o palhaço de cara triste,
tinha o trapezista equilibrista,
tinha pipoca e algodão doce,
tudo bem que o show era agridoce,
mas não tinha animal amestrado,
esse é o grande predicado.

Que mesmo com o Palhaço de cara triste,
que todo circo nunca morra,
e para sempre o circo seja um sonho
que traz a criança que em nos existe.

Marco Aurelio Tisi

( 24/03/2014 )

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Pulsando...

Foto: José  Suassuna de Oliveira

Pulsando...

Agarro e beijo a vida,
sacudo o traço da  viagem
Vou ao sagrado.
Deixo-me invadir...

Recôndito, energias trocadas
suculenta doçura zerando  loucura.

Da luz escapei
A noite ilumina
minha clareza...

Quando ignoro a realidade dos dias
e me deleito da cegueira da noites,
Vivo o instante.

Saboreio a invasão consentida
da sensatez minha amiga.

Quero mostrar seu semblante mundo afora , sua música espalhar aos quatro cantos ...

O universo conspira para que as nossas palavras se transformem...


Claudiane Ferreira e Dulce Morais




Bendito seja o anseio que te trouxe aqui e que aviva sua alma com assombro.
Que tenhas a coragem de acolher o teu anseio eterno.
Que aprecies a companhia crítica e criativa da pergunta "Quem sou eu? e que ilumine seu anseio.
Que uma secreta Providência Divina guie o teu pensamento e proteja o teu sentimento.
Que a tua mente habite a tua vida com a mesma certeza com que teu corpo se integra ao mundo.
Que a sensação de algo ausente amplie a tua vida.
Que a tua alma seja livre como as renovadas ondas do mar.
Que te integres ao amor com o arrebatamento da dança.
Que saibas que estás sempre incluído no benévolo círculo de Deus.


Texto extraído do livro "Ecos Eternos"; Editora Rocco - John O' Donohue

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Não morramos ao acaso


Estou eu aqui tentando entender a maioria
que agindo erroneamente está, quem diria!
Aos inúmeros fatores devastadores e fúteis
prezando o que agrada somente os inúteis

Estou eu aqui tentando entender a sociedade
que se derrama em prazer diante da crueldade
Admirando a nação sofrida ao choro sangrento
e arrastando-a ao fundo todo este sofrimento

Estou eu aqui tentando entender esses fatores
que levaram a humanidade a esses horrores
e todos os corações inocentes infortunados

Estou eu aqui tentando entender esse descaso
aos valores e princípios que deixaram de lado
que com o tempo, nós ficamos acostumados

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ÁGUA


ÁGUA

Hoje é Dia da Água
é só uma simbologia,
tal qual o Dia das Mães
que é só uma mercadologia,
pois tanto as Mães e a Água,
a gente tem que preservar
e cuidar todos os dias.

Na realidade há pouco
que comemorar,
eis que tem tanta gente
a Água desperdiçar,
e os governos de plantão,
cometendo com a Água
verdadeira gestão sorrateira,
com muito esgoto a céu aberto,
e vazamentos de Água pura
no asfalto a descoberto.

E cada vez mais
estamos na involução,
faltando Água por mal gestão,
e agora, entre “ vampiros governos “
brigando por captação.

Cada um tem que cuidar e preservar,
pois se não, inevitável a Água rarear,
não é uma previsão apocalíptica,
eis que por fim a Água pode acabar.

Dia das Mães, Dia da Água,
é todos os dias,
tem que cuidar, preservar e Amar.


Marco Aurelio Tisi



( 22/03/2014 )

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Tom Sarcástico


Não sabes, mas eu fico louca
Quando fecha a boca e me recebe com um beijo
E depois sentes desejo por mim
E assim confessas que não mais me ama
Me leva pra cama e diz que sou inútil

Gosto quando teu rosto peludo
Encosta no meu, desnudo, entrega-me teu
Ser, e assim vou viver
Viva por mim
Pra minha paixão
Seu tom sarcástico
Meu astro

Diz-me, que não me queres mais
Que não é capaz de viver comigo
Consigo acreditar no que faz
E às vezes até choro contigo

Mas minha sorte é que a morte
Não nos quer mais
Capazes nós somos
Sou sua menina
E és meu rapaz

“Oh, minha menina, eu não sou seu rapaz
Nem nunca fui”
Gosto deste tom sarcástico
Aposto que morres por mim
E no fim das contas
Quem chora sou eu
Sou eu

Não vivo sem você
E sei que sem mim não sabes viver
Por isso
Ama-me
Ama-me
Ama-me

Sabes que teu som
O teu tom sarcástico
É elástico
Pelo nosso país
Viva feliz
Com suas mentiras
Não finja pra mim
Meu amor
Seja capaz
De me dar
O que mereço
Isso pra mim não tem preço
(BIS)

Simon-Poeta

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Ditadura da Moda

Amigos/as do Tubo de Ensaio - Laboratório das Artes, eu e meu amigo Josué estamos em uma fase muito filosófica. Resolvemos ontem, criar dois poema de tal gênero, o primeiro foi Reflexões do Morrer e o segundo foi este daqui, que vocês vão ler. Espero que gostem! :)


Por que todos querem que sejamos
Iguais, se é a diferença que nos faz?
A igualdade foi feita por magos, que no
Profundo inferno em que mergulham 
Suas almas, tentam moldar o ser 
Com a amargura da prisão de cor
Que implantam em cada uma das casas...

Somos à moda seduzidos...
Ao consumismo induzidos
Pois não sabemos discernir
A divergência do lá, e do aqui.
Somos levados a pensar
No que há e sempre haverá.
Mesmo sem necessidade
Precisamos do produto.
E ao mesmo tempo, sem intuito,
Viramos "fantoches" destes manipuladores...
Ardores de uma vida
Que para alcançar a felicidade
Se é preciso, na verdade
O dinheiro e a cobiça.

Conduze-nos a querer
A prisão... dizem que é bom 
O tão explicito mal.
Enganam o homem com o banal...
Estamos presos em uma pilha de lixo...
Fétida como o caráter te quem 
Está a nos comandar. 
Asseveram que estamos contidos...
Para não pensarmos, não 
Discutimos... Querem homens
Iguais... sem olho, sem boca,
Que sofrem com as mazelas 
Dos algozes carnais e ainda 
Regozijam com aqueles
Que nos atingem com 
Profundo mal.

Tenho essência própria.
Por esse motivo, sou visto com diferença...
Não quero me vender
Eles querem me comprar
Querem me envenenar
E oferecer-me remédio.
Querem que eu seja um objeto:
Quanto mais se consome, mais se sofre...
Não sou de tal modo.
Sou mais precioso que os teus tiques de "inteligência";
Sou feliz por ser eu.
Sou feliz por ser-me, e viver-me...
Não sou uma corda
Na qual se pendura
Sou um amor...
Uma doçura especial.
Quero saber o mal
Que fiz
Para não ser feliz
E ser visto com indiferença,
Por pensar no que não pensas...
Descobrir o oculto
E tentar te ocultar.

Tentam convencer-me
De que sou infeliz... tentam 
Achar defeitos... Esculpem falso sorriso
No rosto das pessoas que minguam
Em angustia, mas fingem alegrias...
Desvariadas pelo vontade 
De ser igual... Prefiro ficar fora...
Ser excluído... não quero faze parte...
Na sociedade não procuro homizio.
Mas até quando posso resistir...
Até quando... Será que os males
Revestidos de ouro não vão
Fazer minha fé sucumbir...
Não... Não vou mudar.
A moda nunca foi para mim.

E nem nunca será...
Somos submetidos a uma sociedade robótica
Que se perde a ótica
E também o sentido.
Prefiro não dar ouvidos
Ao que o Sistema diz.
Eis-me aqui, quero ser "infeliz",
Com minha moda desvairada,
E com a cabeça virada
Entrego em minhas mãos, minha vida...
Eu mesmo a comando
Eu quem mando no Sistema.
Esse triste poema
Retrata o que me faz negar
À vida...
Pessoas se vedem. Pessoas se compram.
Tristes se encontram
Pois não sabem dizer não
E não sabem controlar
Sua própria emoção.
Vendo-me por mim mesmo

Simon-Poeta e Josué D'Brytto

Vejam só o vídeo que nos abasteceu de inspiração para 
escrevermos o poema:


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ELOS PERDIDOS


ELOS PARTIDOS

Há muito que evitava,
por novamente naquela Avenida passar,
mas por ironia do destino,
tal Avenida também é um dos meus caminhos.
Não queria mais passar por lá,
porque estava com receio do que sentiria,
muita emoção no meu Coração exigiria.

Ai, voltou toda aquela lembrança,
de um Sonho que foi só meu,
e que no fim, só minha Alma sofreu.

Mas, quando os Elos estão Partidos,
cada um segue para os lados opostos ,
qual o tempo para e se tornar recomposto,
e na mente esta tudo justaposto,
e a Poesia é o pressuposto,
pra afastar o Perigoso desgosto.

Agora, já percorri novamente a Avenida,
ida e volta, na recordação do Sonho só meu,
mas não houve nenhum breu,
só um nó na garganta
e até por um momento tudo estremeceu.

Mas, são Elos Partidos,
isso agora não é tão mais doido e sofrido,
só tem aquela Lagrima Salgada de todo dia,
pode ser de manhã, tarde ou a noitinha,
é inevitável, mas ela é só minha.

Marco Aurelio Tisi


( 21/03/2014 )  

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Falso Silêncio!



Neste falso silêncio
todo o meu ser suspenso
depende do vazio
onde o teu corpo descansa...

As lágrimas hão-de secar nas minhas mãos !

Manuel Marques (Arroz)

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No Nevoeiro das Docas de Alcântara

Docas de Alcântara, Lisboa. Foto do arquivo pessoal de Cris Henriques

Sinceramente, ela não entendia o significado daquele silêncio súbito. Por mais voltas que desse à cabeça, não conseguia compreender. Não depois da última noite, em que os seus corpos se uniram num misto de paixão, desejo e ardor.

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Nada acontece por acaso!

                                                         
                                                     
 Imagem: Zé Suassuna Oliveira

em seu interior
não carrega temor?
distribui amor




Agora há pouco, o universo me provou que nada acontece por acaso. Liguei para a escola que trabalho e acabei errando o número. Alguns minutos depois, atendendo ao telefone, uma voz idosa me disse que tinha acabado de chegar em casa e viu em seu identificador a chamada,  perguntou se eu gostaria de falar com ela. Pedi desculpas e disse que havia sido engano. Fiquei bastante surpresa e feliz quando ela começou a conversar e me falou que hoje comemoramos o dia de São José, protetor da família e que independente de minha religião, enviava votos para que São José intercedesse por toda a minha família e continuamos a conversar... No final,  me falou que chama-se Irina e que em grego seu nome significava paz.
Compartilho com vocês a doçura e a força desse amor que veio através das ondas do Universo

Busquei na web e encontrei 
Na mitologia dos antigos gregos, o nome que deu origem a Irina, ou seja , Irene era da deusa, filha de Zeus, responsável por dar fim às guerras e as discussões

Claudiane Ferreira


"Parece que nada acontece por acaso mesmo! Uma senhora retornou uma ligação que havia sido feita para o número errado, e para nossa surpresa, com uma mensagem positiva. Acredito que houve uma troca: uma pessoa solitária liga, de volta, para um número de telefone que não conhece; consegue falar com alguém; que lhe atende com respeito e paciência. Em troca passa uma mensagem positiva

Talvez, em nosso dia a dia corrido, sem paciência e, muitas vezes, sem respeito, atravessam em nosso caminho muita gente boa, que bastaria um simples olhar; uma expressão desejando um bom dia; boa tarde ou noite; apenas um gesto amistoso; enfim, alguma coisa que fizesse o interlocutor anônimo se sentir vivo, olhado e percebido.

O ser humano atravessa um período nebuloso, sob o ponto de vista de princípios, moral e ético, dando valor a coisas cujo valor é apenas econômico, insustentável e perecível. Precisamos dar atenção e valorizar àquilo que realmente tem valor: as pessoas, o meio ambiente, a família, os amigos, a um simples gesto de carinho."

(Sylvio Ricardo da Silva)


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Lavoura

A Palavra,
a pá lavra

searas,
se aras.

Se, meia,
semeia.

Porém, se a colhes,
porém, se acolhes...

A morte...
o amor te

liberta.

Gilberto de Almeida
19/03/2014

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De mãos dadas

Arte: Barbara Berney
De mãos dadas

Dar seria bom, mas oferecer ainda melhor;
Doçura em palavras, uma apelo, um clamor.
Dar isto que sou,
De tantas cores,
De todo verso e prosa.

Daqui parte o sentir
De mim para ti.
Distância é apenas palavra.
Durante este segundo que vaguei nas tuas palavras,
Doravantes cá percebo e me atrevo
Donas somos desse alfabeto de nós.

Dizer cada letra, expressar cada emoção,
Do mundo receber a benção.
De nós só a essência se vive.
De novo volto cara amiga aos meus adágios,
Deidades à parte, ínfimas particularidades.
Divinas seriam nós ou petulantes nessa mediocridade?

Das alturas minh'alma poderá cair...
Digna, porém, neste sentir,
Dona da intrínseca sinceridade.
Diva misteriosa,
Doce nas suas magias ou seriam alegrias
Dessa autoridade composta?

Dividida, talvez.
Decidida, com certeza.
Dedicada a cada gesto teu que faz vibrar as cordas do pungente sentir...
Direi que posso fluir nessas nuvens abissais de pura emoção,
Darão um conto na minha história,
De tudo quero provar, em cada gesto,toque,palavra que esta letra dá.


Danka Maia e Dulce Morais

Convidamos todos os leitores que desejarem comentar aqui, a indicar apenas a vossa letra preferida...

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Das lendas: A serpente

A minha beleza não disfarça
O terror de me olharem
Num instante
De onde não podem tornar;
Mas em mim só perde
A alma
Foto: Vadim Stein
Quem o escolhe:
Não chamo ninguém
A meus tristes domínios.
É a Glória quem os traz
Chegam empurrados
Pela inconsequente audácia,
E quando meus mil olhos
Os ouvem
Ao submundo então pertencem.
De tantos que me manda
Deve ser fácil ao Mundo
Fazer heróis.
Mais fácil a mim
Torná-los pedra:
Não preciso encurralá-los
Basta-me que me olhem.
E a cada nova estátua
Que crio
Mais a serpente se apodera
Se algum dia não a fui
Já não sei.
E que me importa?
Que importa aos heróis?
A alguém?

- Quem sou eu? -


#Das lendas

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Da amizade

 
Imagem: Zé Suassuna Oliveira
 
 
Bola de amor
 
contagia, reflete luz
 
transformação viva.
 
 
Claudiane Ferreira

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INFELIZ CHUVA TEMERÁRIA


INFELIZ CHUVA TEMERÁRIA

É tão bom quando a Chuva vem,
nesses dias de seca, nos faz tão bem,
ela refresca, ela hidrata, ela é Linda também.
mas " eles " impermeabilizarão  a cidade,
e então agora é Infeliz Chuva Temerária,
que só de trovejar
a todos só se faz apavorar,
porque inevitável tudo alagar.
Mas claro que a Linda Chuva não tem culpa,
então á nos só nos cabe a lhes pedir desculpa,
pois a sua essencial  finalidade,
" eles " aqueles que tem o poder,
com sua ganancia, por pura maldade,
fizeram da gostosa precipitação
uma Infeliz Chuva temerária.

Marco Aurelio Tisi

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Uma, duas, tantas







                                                   Imagem: Street Art' o Clock

Seu merecimento
                          luz   brilho   felicidade
Sempre provoca    

Claudiane Ferreira

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matizes...



sempre que olhava
a linha do horizonte
via seus sonhos desaparecendo
um
a
um

enchia-se de um desejo
incontrolável
de alcançar profundezas
antes da falência completa
das cores

sabia que não há pretexto
para a desesperança
nem justificativa
à insistência desmedida

porque o acontecer do tempo
carece de liberdade
e não se dá
sob nenhuma espécie
de pressão

aprendeu a degustar
sem pressa
segundo
            por
                segundo
primeiro


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Tema: Educação


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Amor Inexistente


Estou amando alguém,
Que ninguém vê...
Sou refém de um certo você
que não sai de minha mente imbecil.
Vivo sem mim;
Em você me prendo...
Um você que não entendo
se é mesmo quem me ama.
Se é mesmo você...

Algo me vem a cabeça,
Antes que se esqueça
que fomos o que somos...
Algo me faz recordar
que a beleza de ao seu olhar
não é natural...
Este é meu vendaval.

Seu sorriso falso,
Amarelado,
Que me revela com temor
o medo que tens de estar ao meu lado
e viver do meu amor inesperado...

Amo-me...
Meu pensamento fixo em ti,
E você fixa em meu pensamento...
Minha desgraça é que não existes,
Este é o meu lamento.


Simon-Poeta

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