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Das lendas: Fúria divina

Chamas-me tua deusa
Mas saindo disfarçado
Pela calada do dia,
Assim desdenhas do Amor
Que te dei.
Eu que tanto posso
A mim que tanto teme
Tu, com quem me dividi
És quem mais me desafia
O único contra quem
Meu poder fica limitado.
Debruçada da nossa janela
Vejo os teus filhos
Nascidos de uma noite de capricho
A eles só deste um presente
A semi-divindade
Pois será a vida
Que lhes insuflaste
Verdadeira oferenda?
Talvez presente envenenado
Quando minha mágoa se lhes atravessa?
A dor que me infliges
É maior;
Queria que o fel
Fosse para ti
Mas é contra a tua carne
Que o dirijo.
Soltas o teu trovão
E eu lanço a minha fúria
Num grito me pergunto
Porque não te chega
A Deusa das Deusas??

- Quem sou eu? -


#Das lendas

.
Arte: Ketheley Freyre

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4 comments:

Dulce Morais said...

Ah, Hera... esse sentimento te consumiu... e pobre Eco que por cumprir a sua missão a tão pesada condenação foi submissa...
Isa, gosto imenso desta tua coleção "Das Lendas" :)
Beijinhos!

Isa Lisboa said...

Até a Deusa das Deusas sucumbe a esse sentimento poderoso, que é o amor!
Obrigada pela leitura, Dulce, e por veres a lenda! ;) Beijinhos

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

Confesso, não conhecia. Após a luz que a Dulce acendeu sai a pesquisar
.Parabéns , conseguiste com maestria transformá-la nessa preciosíssima poesia.
Beijos.

Isa Lisboa said...

:) Obrigada, Clau!

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