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Descolagem

Arte: João Marques

Descolagem 

Na ponta das asas
Desenhou-se um voo.
Na nuvem que passava
Escreveu-se um silêncio.

Era um sonho que viajava
Procurando ainda o seu rumo.
Era um céu que se pintava
Numa tela ainda branca.

No ar resta o perfume
Da borboleta viajante.
Na mão fica a cor
Do singelo artista errante.


Dulce Morais

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7 comments:

Isa Lisboa said...

E essa cor colore a alma da tela que ficou...
Um bonito poema, Dulce.
Beijinhos

MARILENE said...

E nos seus versos a sensibilidade da poetisa. Bjs.

Neo One Eon said...

"Na nuvem que passava escreveu-se o silêncio" / "No ar resta o perfume da borboleta viajante", versos que flutuam, poesia que alimenta...

Parabéns Dulce, os seus versos estão alçando belos voos, felizes somos nós que podemos nos encantar com eles!

Blog do Óbvio - Manoel said...

Dulce, que lindo! Comentário de engenheiro (rs...rs) :

Voo = Borboleta.
Pintura do céu = Artista errante.

Beijinhos!
Manô

Dulce Morais said...

@Isa: Que a cor nunca desmaie... :)
@Marilene: A sensibilidade se manifesta, por vezes, da forma mais inusitada...
@Neo: Muito obrigada pelo lindo voo que o seu comentário me permite!
@ Manoel: A técnica do engenheiro não escondeu a beleza da alma de quem leu entre as linhas...
A todos o meu sincero agradecimento por tanto carinho!
Abraços!

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

"Na ponta das asas
Desenhou-se um voo.
Na nuvem que passava
Escreveu-se um silêncio

Fiquei inebriada, poucas são as pessoas que conseguem descrever esse silêncio.
Bjs,

Dulce Morais said...

Querida Clau,
Há silêncios que gritam e palavras que nada dizem...
Os seus comentários, quanto a eles, são sempre uma viagem que me transporta!
Beijinhos!

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