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Ditadura da Moda

Amigos/as do Tubo de Ensaio - Laboratório das Artes, eu e meu amigo Josué estamos em uma fase muito filosófica. Resolvemos ontem, criar dois poema de tal gênero, o primeiro foi Reflexões do Morrer e o segundo foi este daqui, que vocês vão ler. Espero que gostem! :)


Por que todos querem que sejamos
Iguais, se é a diferença que nos faz?
A igualdade foi feita por magos, que no
Profundo inferno em que mergulham 
Suas almas, tentam moldar o ser 
Com a amargura da prisão de cor
Que implantam em cada uma das casas...

Somos à moda seduzidos...
Ao consumismo induzidos
Pois não sabemos discernir
A divergência do lá, e do aqui.
Somos levados a pensar
No que há e sempre haverá.
Mesmo sem necessidade
Precisamos do produto.
E ao mesmo tempo, sem intuito,
Viramos "fantoches" destes manipuladores...
Ardores de uma vida
Que para alcançar a felicidade
Se é preciso, na verdade
O dinheiro e a cobiça.

Conduze-nos a querer
A prisão... dizem que é bom 
O tão explicito mal.
Enganam o homem com o banal...
Estamos presos em uma pilha de lixo...
Fétida como o caráter te quem 
Está a nos comandar. 
Asseveram que estamos contidos...
Para não pensarmos, não 
Discutimos... Querem homens
Iguais... sem olho, sem boca,
Que sofrem com as mazelas 
Dos algozes carnais e ainda 
Regozijam com aqueles
Que nos atingem com 
Profundo mal.

Tenho essência própria.
Por esse motivo, sou visto com diferença...
Não quero me vender
Eles querem me comprar
Querem me envenenar
E oferecer-me remédio.
Querem que eu seja um objeto:
Quanto mais se consome, mais se sofre...
Não sou de tal modo.
Sou mais precioso que os teus tiques de "inteligência";
Sou feliz por ser eu.
Sou feliz por ser-me, e viver-me...
Não sou uma corda
Na qual se pendura
Sou um amor...
Uma doçura especial.
Quero saber o mal
Que fiz
Para não ser feliz
E ser visto com indiferença,
Por pensar no que não pensas...
Descobrir o oculto
E tentar te ocultar.

Tentam convencer-me
De que sou infeliz... tentam 
Achar defeitos... Esculpem falso sorriso
No rosto das pessoas que minguam
Em angustia, mas fingem alegrias...
Desvariadas pelo vontade 
De ser igual... Prefiro ficar fora...
Ser excluído... não quero faze parte...
Na sociedade não procuro homizio.
Mas até quando posso resistir...
Até quando... Será que os males
Revestidos de ouro não vão
Fazer minha fé sucumbir...
Não... Não vou mudar.
A moda nunca foi para mim.

E nem nunca será...
Somos submetidos a uma sociedade robótica
Que se perde a ótica
E também o sentido.
Prefiro não dar ouvidos
Ao que o Sistema diz.
Eis-me aqui, quero ser "infeliz",
Com minha moda desvairada,
E com a cabeça virada
Entrego em minhas mãos, minha vida...
Eu mesmo a comando
Eu quem mando no Sistema.
Esse triste poema
Retrata o que me faz negar
À vida...
Pessoas se vedem. Pessoas se compram.
Tristes se encontram
Pois não sabem dizer não
E não sabem controlar
Sua própria emoção.
Vendo-me por mim mesmo

Simon-Poeta e Josué D'Brytto

Vejam só o vídeo que nos abasteceu de inspiração para 
escrevermos o poema:


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4 comments:

Dulce Morais said...

Gostei muito, Josué e Simon!
Uma verdade que a sociedade tende a esquecer, é a particularidade e individualidade que fabrica a diversidade do mundo!
Parabéns!

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

"Por que todos querem que sejamos iguais, se é a diferença que nos faz? "
"Sou feliz por ser-me, e viver-me..."

Diversidade de seres iluminados transformam vidas.

Parabéns garotos.

Simon Poeta said...

Obrigado, amigas! :D

Isa Lisboa said...

A sociedade tenta impôr que sejamos todos iguais, efetivamente. E esse apelo tem o seu quê de sedutor, pois oferece uma sensação de segurança, ainda que possa ser só sensação...
Belíssima reflexão, parabéns pela fase filosófica! :)
Abraço

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