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matizes...



sempre que olhava
a linha do horizonte
via seus sonhos desaparecendo
um
a
um

enchia-se de um desejo
incontrolável
de alcançar profundezas
antes da falência completa
das cores

sabia que não há pretexto
para a desesperança
nem justificativa
à insistência desmedida

porque o acontecer do tempo
carece de liberdade
e não se dá
sob nenhuma espécie
de pressão

aprendeu a degustar
sem pressa
segundo
            por
                segundo
primeiro


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6 comments:

Blog do Óbvio - Manoel said...

Cris, muito bom ler você. Olha que beleza a imaginação sua:

" sem pressa
segundo
por
segundo
primeiro"
Não sei se você é geniosa, mas genial eu sei que é!
Beijo grande,
Manô

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

"Enchia-se de um desejo
incontrolável
de alcançar profundezas
antes da falência completa"

Se existe o desejo, meio caminho percorrido.
Bjs.

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

http://youtu.be/xRI5D2OlIlw

'A gente é mais que um plural e a vida é muito mais
Que a gente espera temendo a toda queda
Deixa a geleira cair e o beija-flor descansar
Um novo agora virá
Escute o som do mar "

Dulce Morais said...

Querida Cris,
Aprendeu a saborear cada instante... e descobriu que cada um é único e tem um valor intrínseco insubstituível...
Como sempre, sabes levar-nos pela mão ao longo da tua poesia.
Adorei os teus versos, minha Amiga!
Gr. Bjo!

Toninho said...

A Cris tem uma capacidade de encantar palavras para extrair as mais belas e profundas emoções.
Que bom ler a Cris aqui.

Isa Lisboa said...

É verdade, Cris, com o tempo aprendemos a degustar os momentos dessa forma!
Muito bonito o seu poema, principalmente pelas imagens que evoca! Imaginei-me a comtemplar um daqueles pôr do sol....!
Beijinhos

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