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Cabeça de semáforo


Quem tem cabeça de semáforo não hesita
Desenrola feixe de retroprojetores
 Que reprojeta o retrovisor
para avistar cores

Quem enfia na boca o próprio sonífero
Adormece quando rebobina
O sono no frasco da oração
Inserindo no cochilo dos lábios
A timidez da sutileza
Recolhida do ventre

Acima das árvores borralheiras
Um céu empoçado de tantos detalhes
Folhas secas insinuando conflitos
Sacos plásticos dançando conforme o vento
Rabiola de pipa perdida, avião de papel
Pálidos reflexos de lembranças ficcionais



Por Claudio Castoriadis 
Imagem: fonte web

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2 comments:

Dulce Morais said...

Claudio,
Como sempre, os seus versos me deixam a cabeça cheia de ideias, de pensamentos... como se uma decisão estivesse em falta e que fosse necessário ler os seus versos para o compreender...
Parabéns!
Abraço!

Claudio Castoriadis said...

Obrigado querida Dulce, um forte abraço e grato de coração pela atenção!!

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