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Imagine...



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- Que a Terra não é redonda...
- Que o homem não foi à Lua...
- Que as TVs são aparelhos destinados a estimular um determinado modo de vida e sua programação está em chips previamente elaborados para durarem 5.000 anos cada um e que depois um novo chip substituirá o anterior e que isto já vem acontecendo há milhares e milhares de anos...
- Que as notícias dos jornais (sincronizados com o rádio, a tv e a internet) já se encontram há muito tempo preparadas e escondidas no interior das estruturas sólidas das impressoras que - na realidade - trabalham sozinhas...
- Que você está só no mundo e que as pessoas e coisas que vê são fruto da sua imaginação e que você, também, é fruto da imaginação de outra pessoa, que é de outra, e de outra e de outra... 
- E que afinal não existe esse que você chama de eu...

Imagine...






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9 comments:

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

"- Que você está só no mundo e que as pessoas e coisas que vê são fruto da sua imaginação e que você, também, é fruto da imaginação de outra pessoa, que é de outra, e de outra e de outra... "
- E que afinal não existe esse que você chama de eu.. -

E aí minha imaginação correu solta após essa leitura impactante .
Abraços.

Isa Lisboa said...

De alguma forma, temos alguns chips colocados, disso não tenho dúvidas... Mas acredito que a programação base é nossa ainda! :)
Excelente reflexão, EP!

mochiaro said...

EP Gheramer
Parabenizo por sua apresentação. Gostei de mexer com nossa mente..
Imagine... é uma reflexão do não existente, dentro do real afirmativo.
Uma busca para vivenciar um vazio onde depende da existência de outro ser para afirmação ou confirmação.
E desta forma afirma que não existe o “EU”
Claudiane correu solta na sua imaginação
Iza afirmou uma verdade da existência dos chips onde foi clara na programação deles quanto a nós.
Diante dessa análise me fez recordar algo que li de Fernando Pessoa e que me fez buscar em pesquisa e apresentar aqui em seguida na íntegra.

Hoje Tomei a Decisão de Ser Eu
Hoje, ao tomar de vez a decisão de ser Eu, de viver à altura do meu mister, e, por isso, de desprezar a ideia do reclame, e plebeia sociabilizacão de mim, do Interseccionismo, reentrei de vez, de volta da minha viagem de impressões pelos outros, na posse plena do meu Génio e na divina consciência da minha Missão. Hoje só me quero tal qual meu carácter nato quer que eu seja; e meu Génio, com ele nascido, me impõe que eu não deixe de ser.
Atitude por atitude, melhor a mais nobre, a mais alta e a mais calma. Pose por pose, a pose de ser o que sou.
Nada de desafios à plebe, nada de girândolas para o riso ou a raiva dos inferiores. A superioridade não se mascara de palhaço; é de renúncia e de silêncio que se veste.
O último rasto de influência dos outros no meu carácter cessou com isto. Reconheci — ao sentir que podia e ia dominar o desejo intenso e infantil de « lançar o Interseccionismo» — a tranquila posse de mim.
Um raio hoje deslumbrou-me de lucidez. Nasci.

Fernando Pessoa, 'Páginas Íntimas e de Auto-Interpretação'
um grande abraço.

Dulce Morais said...

EP,
É uma grande viagem que a minha mente faz por vezes nessa imaginação que nos descreve!
Leio neste momento (lentamente para bem apreciar e "saborear" cada pormenor) "O Livro do Desassossego" de Bernardo Soares (aliás Fernando Pessoa). É um questionamento que ele faz quase a cada passo na escrita. É um livro que não considero difícil de ler, mas difícil de integrar, difícil de ingerir, difícil de apreender.
E o seu texto, como numa sintonia adivinhada, vem realçar essa reflexão em que mergulho.
Gostei muito de imaginar!
Abraços!

E.P. GHERAMER said...

Cara Dulce.
Obrigado por seu Comentário que veio numa "sintonia adivinhada"...
Um grande e afetuoso abraço!

E.P. GHERAMER said...

Gostei quando li que sua "imaginação correu solta..." - Que posso eu querer mais que isso?!
Obrigado pelo seu Comentário, Claudiane.
Um carinhoso e fraterno abraço.

E.P. GHERAMER said...

Prezado mochiaro.
Junto com a imaginação da Claudiane, a aceitação da Isa, da "sintonia adivinhada" da Dulce (lendo Fernando Pessoa), das suas considerações e da citação na íntegra de 'Páginas Íntimas e de Auto-Interpretação', de Fernando Pessoa... Minha cabeça está dando voltas, porque não posso imaginar tanta coincidência - sintonia? - entre os Comentários... Há um padrão ou só estou imaginando que existe?! Nossa!!!!!!! Vou acabar ficando mais louco!
Um grande abraço e muito obrigado!

Gilberto de Almeida said...

E. P. Gheramer. Que fenômeno bacana. Li seu texto e fui tocado por uma verdade íntima com que ele fustigou. Enquanto eu mastigava esse prato ainda morno, os colegas o saboreavam fazendo um verdadeiro banquete. Você serviu um quitute para aqueles que gostam de escarafunchar e descobrir o que é que há por dentro de nossos espíritos curiosos... E juntos, os amigos fizeram do seu quitute um verdadeiro banquete. Venho aqui, pois, tardiamente, para aproveitar um pouco das migalhas dessa interessante refeição. Grato a todos pelas publicações.

E.P. GHERAMER said...

Caro Gilberto.
É verdade tudo o que disse. Tenho o privilégio de ter amigos assim: de um nada, fazem um tudo e com isso vou aprendendo com eles. Seja bem-vindo e compartilhe comigo dessas preciosas “migalhas” que caem de suas mesas. Grato pela companhia.

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