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Livros esquecidos





Livros esquecidos nas prateleiras
Outrora estiveram em prioridade

Livros esquecidos nas prateleiras
Páginas que se amarelam
Contos, estórias intactas
Ficam em decoração empoeirados

Mas quem faz um chamamento
Envolvem-se em seus escritos
E em muitos se tornam personagem emprestados
Vivem momentos em transparências
Tomam lugares dos personagens
Mudam o sentido do tema
Afastam por vezes da leitura
E, tornam se um segundo autor

As páginas são revertidas
As frases são sublinhadas
E um livro paralelo se cria
Em anotações pessoais

O bom de uma leitura é a interpretação
O diálogo em par ou em grupo
Tal como se fazem ou fazia grupos em literatura

Lembro-me bem do livro “o velho e o mar”
De Ernest Hemingway
Que retrata bem a luta por um objetivo
O prazer da posse
E a perda gradativa da conquista
E a chegada em um nada, na origem da partida


Somos páginas folheadas
No “livro da vida”
Somos estórias,
Criamos fantasias,
Envolvemos em personagens,
Somos presença,
Somos ausentes
Somos esquecidos.

E no passar do tempo
Colocados em “estantes”
Aguardamos um alguém
A tocar-nos digitalizando seus dedos

E voltamos a ser um “livro”
Em folhas de recordações.

mochiaro

P.S: Deixo aqui um dos comentários quando postei no site Overmundo que completa em muito essa poesia. Muito obrigado ao Onivaldo Paiva

Onivaldo Paiva
"Livros esquecidos nas prateleiras"
Livros que nos prometemos ler, livros que desejávamos reler...
Companheiros fiéis, como os cães, sempre ali por perto, esperando. E como os cães, nos ensinando em troca de tão pouco.
Contos, estórias que nos encantaram, estórias que poderiam nos
encantar...
Personagens que um dia quiséramos ser como eles. Personagens que odiamos, outros que amamos.
Anotações que fizemos à margem, algumas que hoje nem entendemos o por quê. Anotações que nos trazem lembranças... Lembranças daquele alguém que fomos e já nem mais nos lembrávamos...
Livros que nãos estávamos preparados para ler: naquela altura da vida nada nos dizia. E de repente, hoje, ao lê-los, nos marcam.
Livros para serem lidos na juventude, outros, na maturidade.
Autores que foram amados, e hoje são como velhas amantes que nem mais queremos encontrar. Autores que amamos e já não mais os encontramos nas livrarias, desaparecidos das prateleiras brilhantes de vazios best-sellers com seus quinze minutos de glória.
[Ainda bem que existem SEBOS um lugar, que, como as igrejas servem para reencontrar velhas e queridas amantes, os sebos guardam para os amantes de livros valiosas relíquias].
Quantas horas a TV ou o PC e a web nos roubaram do convívio com estes leais, inspiradores companheiros.
Livros. Estantes. Amadas "folhas de recordações". alerta
Onivaldo Paiva · 

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5 comments:

Dulce Morais said...

Ah, Mochiaro, como eu gostei de ler e reler (várias vezes) "O Velho e o Mar"... É um dos livros que me acompanha há mais de 20 anos, cujas páginas já se descolam de tantas vezes que foram viradas....
Mas nunca me canso de o reler...
Assim somos nós, na vida: livros para ler, página após página, até que venha a palavra "Fim".
Lindos, os seus veros!
Abraços!

mochiaro said...

Suas palavras preencheu mais uma página nesse livro em poesia e ao contrário do titulo jamais serão esquecidas.
um abraço

Maristela Ormond said...

Gente que coisa mais linda! Li várias vezes os dois e fico extasiada com tanta sensibilidade, penso logo nos livros que guardo e sempre prometo que lerei, ou farei uma releitura depois de tanto tempo e eles ali ao meu olhar inquieto, sem nada dizer, sem mudar sua postura, esperando meu afago... e as palavras, que dentro deles estão talvez hoje com a maturidade, seriam de grande valia e entendidas diferentemente de quando na adolescência, ou talvez não mais compreendidas...

mochiaro said...

maristela
aos meus filhos em formação comparava sempre coleções completas e colocava na estante. A leitura de um livro é uma fonte de informação e um meio real de se preparar para que se possa mais tarde redigir seja um texto literário ou mesmo um relatório técnico.
obrigado e um abraço

mochiaro said...

Peço desculpas a Dulce por responder seu comentário sem citar o seu nome
foi imperdoável
um abraço

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