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SOU NAVEGANTE




A noite adormecida.
No leito da manhã,
coloco-me em direção ao cais,
onde solto as amarras.

 No comando de meu barco
acelero as máquinas.
E a proa corta a água
em veio de liberdade.

 Vento em marulhas.
A maresia fortifica e o sol beija
a pele exposta em forte transpiração.

 A agua de verde esmeralda num misturar
de azul no horizonte.
No encontro de céu com o infinito.

 A terra não é mais referência.
Agua e somente agua. 
E meu barco caturra.
E no balanço bombordo boreste
meu corpo rodopia suavemente.

 Navego solto
na presença de gaivotas 
e de botos lado a lado em companhia.

Sou um navegador.
Sou navegante.

Afasto, sentindo-me livre
da presença perdida...

 Na distância que nos separa

mochiaro






  
 

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5 comments:

Dulce Morais said...

Mochiaro,
Há no seu navegar um doce balanço que nos leva tão longe!
Adoro o seu poetar!
Parabéns!
Abraço!

mochiaro said...

Querida Dulce.
Obrigado por seu comentário. Procuro poetar, no máximo, em vivência com a experiência e os valores dela tomado.
E é no mar onde não há a referencia de terra que sentimos a importância da liberdade.
um abraço

E.P. GHERAMER said...

Belo texto, Mochiaro.
Liberdade...

Isa Lisboa said...

A liberdade de navegar deve ser um lindo sentimento...!

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

Senti o cheiro da maresia e o sol a me beijar. Obrigada por me levar a esse encontro do céu com o infinito.
Abraços

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