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Um conto de "al"






Estava na sala, perto da lareira, lendo meu gibi,
quando Valéria, eufórica como ela é, entrou na sala e disse:

Largue esse protótipo de Jornal!
Vou te levar para comer num restaurante sem igual.

Ri da rima e fui nesse tal lugar.

O lugar era todo decorado com jornal matinal, uma decoração até que legal, 
para esse tal Restaurante do Percival.

A comida estava sem sal, mas o gosto era sensacional.
 
Tinha até uma banda Instrumental, que tocava enquanto os garçons faziam sua atividade laboral.
Entre o som da flauta angelical e o arranjo visceral, perguntei ao maitre pelo Percival.

O maitre respondeu que estava na mesa ao lado conversando com um outro casal.
Após um lapso temporal, veio Percival.  
Pergunte-o sem rodeios, qual o segredo daquele sabor tão especial?

Com um sorriso, ele falou:
“Toda comida tem um tempero especial: retiramos todo mal. Mas infelizmente, tem um efeito colateral... para compensar, toda frase termina com al”.


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8 comments:

Kizy Lee said...

Um poema genial, com muito alto astral e feito de uma maneira sem igual...

Com carinho

Dulce Morais said...

Um conto que não faltou de sal! :)
Parabéns, RH!
Abraço!

E.P. GHERAMER said...

Gostei muito, Dulce!
Li de uma leva só... No cadenciado do "al"...
Parabéns"

Dulce Morais said...

EP, o nosso colega RH Andrade realmente nos ofereceu um conto fantástico!

E.P. GHERAMER said...

Graças à beleza deste texto, fui levado a conhecer as demais obras de RH Andrade. São realmente maravilhosas!
Um grande abraço!

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

R H sensacional.

B. said...

Muito legal!
Achar rima para todas as frases, não é nada fácil. É pra quem é bom mesmo, haha.

Isa Lisboa said...

Não me importaria nada de tal efeito colateral.
Bom vir aqui e encontrar conto tão original!

:)

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