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AMOR

AMOR
Maristela Ormond, Crônica.

               A idade quando chega, traz sabedoria e astucia, porém pode trazer também certa angustia por não se poder compartilhar tanta sabedoria adquirida.
               Poucos compreendem e param suas vidas para ouvir o que o velho tem a dizer. Afinal o que ele sabe sobre a tecnologia, sobre os pensamentos de Nietsche, de Jean Paul Sartre entre outros que fazem parte da literatura mais erudita, e sobre economia então? O que ele tem a dizer? E sobre a política vigente no país?
               Realmente é difícil perder tempo com citações evasivas, perdidas num tempo em que não conhecemos e não fizemos parte ou se fizemos já não nos surpreende, pois ficaram lá, perdidas no passado e afinal, somos o futuro, os grandes acontecimentos... Não podemos perder nosso valioso tempo com conversas que não fazem mais sentido em nossas vidas.
               É difícil demais darmos ouvidos a alguém que ora lembra-se de algum dado importante de sua própria vida, ora para perguntando como é o seu nome e quantos anos tem quem é você?  É difícil sim, e paciência nos falta para ouvir, para explicar, para conversar um pouco mais. Temos pressa, temos muita pressa e tudo no idoso funciona muito devagar...
                Entretanto todo esse nosso conhecimento adquirido mais cedo ou mais tarde pode cair no descredito, pode ser subjugado por um moço qualquer, que não pode e não quer perder tempo com a insanidade anciã.
               Não podemos esquecer que a cada dia que passa a vida também se esvai e não percebemos o quanto nossa astucia e sabedoria pode dar as mãos ao sábio alemão Alzheimer e sair caminhando com ele com conversas infindáveis e criativas.
               Quem teria paciência, quem teria caridade para praticar doando um momento de conversa, um momento de explicações e talvez de parcas lembranças difíceis de serem compreendidas, através de um afago nas mãos, um sorriso, um olhar dentro dos olhos, que por sinal já não enxergam, pois a neblina os encobre,  no momento em que mais precisarmos?
               Talvez esse seja nosso ultimo e mais intimo companheiro de jornada e, no final, bem no final, poderíamos andar a passos lentos juntos com a sabia vida e a energia emanada do companheiro de todos os momentos a quem aprendemos desde o início de nossas vidas a nomeá-lo por AMOR.





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ESCRITOS DE UM POETA.

ESCRITOS DE POETA.
(Maristela Ormond. Crônicas).

               O poeta não escreve necessariamente aquilo que sente. Por vezes, pensa em fazer feliz aquele que o lê.
               Uma palavra que surge durante o seu dia, de um amigo, sei lá, ou até a cena de um filme, levam o poeta a versejar.
               Muitas pessoas acreditam piamente que determinado texto que leem de alguém conhecido ou mesmo desconhecido é parte integrante da vida intima ou social da pessoa que o escreve, porém isso não é verdade.
               O texto surge como uma vontade de dizer algo a alguém que você mesmo não tem ideia de quem seja não importa. O que importa é que ele saia de dentro de sua mente, doentia ou sadia, mas se concretize numa folha de papel.
               Muitas vezes acontece de escrever e depois de fazer a leitura parece algo inconsistente, um absurdo até... Então aparecem as trocas de palavras, as trocas de rimas que tendem a piorar a situação... Como sempre digo, seria cômico se não fosse triste! Mas é assim mesmo que acontece.
               Alguns escritos ficam por anos dentro de uma gaveta, de vez em quando são lembrados e relidos. Há dias em que parece a coisa mais importante de sua vida e ganharia um premio Nobel, outras vezes a vontade de queimá-lo, destruí-lo é grande demais. Mas acredito que seja essa a saga vivida por alguém que gosta de escrever, seja ele um poeta ou não, ou minimamente que tenha vontade de ser lido por alguém, uma vez que nos dias atuais as pessoas já não têm muito interesse em ler algo e principalmente se for um texto longo...

               Então fico eu pensando nesse momento: O que eu queria mesmo com essa crônica? A quem desejo atingir? Bem, já que quem escreve algo escreve para alguém, talvez você que esteja me lendo agora possa sentir e responder essa questão colocando em suas mãos um lápis e uma folha de papel.

Imagem da Web - Google.

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Fantasia !

Entre os dedos seguro os teus finos cabelos
o amor acaricia o silêncio
teu corpo se deita no meu...

Que encanto é o teu
em que os meus beijos se prolonga na tua boca
e me transporta ao mundo dos desejos!


Que estranha fantasia
em que os meus olhos te te percorrem nua
num êxtase de lábios sobre o teu corpo
dos odores a maresia
do teu corpo deitado no meu...


Manuel Marques.(Arroz)

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CORUJA TÍMIDA


CORUJA TÍMIDA

Coruja Tímida,
Guardiã do Luar,
que para aqueles
que acreditam no Amar,
possam se Enamorar.

Coruja Tímida,
com olhar cintilante,
lá na Serra da Canastra,
na noite escura
pousada no mourão
da cerca que serpenteia
a estrada de terra batida,
orienta o eremita,
que por lá caminha.

Coruja Tímida,
Coruja Buraqueira,
que na sua Solidão,
é toda bailadeira,
sua presença,
me agrada sempre
sobre maneira.

Coruja Tímida,
que de dia
fica sumida,
te espero
na noite de Luar,
pra Você me Acalentar.

Marco Aurelio Tisi
( 28/06/2014 )

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MEU MELHOR AMIGO.

MEU MELHOR AMIGO.
(Maristela Ormond)
Imagem própria.

São doces, companheiros.
São puros inocentes,
Porém são conselheiros,
Com seu olhar, nunca mentem.
São verdadeiros amigos,
Daqueles que guardam segredos.
Não fazem nenhum alarido,
E te protegem sem medos.
Sabem de nossa amargura,
Sabem de nossa alegria,
Encaram-nos com doçura,
E riem de nossa euforia.
São eles nossos companheiros,
Que vivem tão pouco e muito dão.
Nessa vida não há dinheiro,
Que pague a amizade de um cão.




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Cucoruto

                                                                     
                                                                       




                                                                          Rebecca Kinkead


Abra as suas mãos
são flores de nome "Tô Aqui Contigo"
Se o vento lhes soprar será apenas para que mais nasçam
no seu jardim
e que no coração floresçam,
cresçam
e lancem perfume.

 Web

Tantas vagas
poucos elos
nossos sinceros

Aqui
Pensamento aí                                 

Tic-tac/ Tic-tac/ Tic-tac

... tem...                       
                          ...po...

metade  feliz
metade  saudade

Abra seus braços
receba nosso abraço

Claudiane Ferreira & Isa Lisboa

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CLAMOR

CLAMOR
(Por Maristela Ormond)

Quero andar como criança,
Com a felicidade estampada no rosto,
Quero tudo que a vida lança.
Quero ser feliz, tenho isso posto.

Quero a alegria curtida,
Dos passos que posso dar,
Quero a vida sentida,
Nos sorrisos que possa ofertar.

Quero correr pelas praias, por montanhas e campos,
E a tristeza descartar...
Quero olhar o mundo com seus cantos e encantos
E o bem maior alcançar.

Quero sentir bem de perto,
O abraço, o sorriso, de quem amo.
Porque tudo isso é certo,

E o amor... É por ele que clamo!
Imagem da Web

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Brasil e Camarões

Havia algo de supra-sensorial no confronto entre Brasil e Camarões;
era o continente sul-americano
compartilhando o campo com suas raízes africanas,
na festividade do esporte,
reparando a história.

A fraternidade abria as portas ao ofendido
 na capital do ofensor.

Oportunidade única.

Diante das luzes do planeta
poderia desfilar,
de parte a parte,
o jogo limpo,
o exemplo da dignidade, 
de lisura.

Mas assim não foi.
Assim não merecemos
e assim não percebemos
porque ainda estamos habituados à agressão.

A arena,
o gládio
e a bola

a que chamamos futebol.

Eis tudo.

Gilberto de Almeida
23/06/2014


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Na copa

À Cata
do que te
ocultam,
escuto
que é o custo...

Aceito?

Gilberto de Almeida
23/06/2014

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O Gol


Gilberto de Almeida
22/06/2014



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Do Ato de Conhecer




      Ao levantar da cadeira onde estivera escrevendo mais uma carta, seu ombro chocou-se com o queixo daquele homem que estivera às suas costas, provavelmente lendo o que ele escrevia. Apesar de embaraçoso, aquele homem não dera mostras disso. Antes, endireitando o corpo, permaneceu em pé olhando seriamente para Alves.
      - “Não repreendas ao escarnecedor, para que não te odeie; repreende ao sábio, e amar-te-á.”. – disse o homem, de modo solene.
      - Mas o sábio não necessita de repreensão. – respondeu-lhe Alves.
      - Se queres falar ao homem desta época dominada pela ciência, utiliza a linguagem usada por eles. Aí então, pode ser que eles o ouçam. Oferece tua experiência aos outros, mas de uma maneira que eles possam entender e, talvez, aceitar. A linguagem persuasiva atual é a científica. – falou o homem velho.
      - Sim, concordo, Porém, nem todas as minhas descobertas são passíveis da utilização de tal linguagem; será que não ouvirão? – disse Alves.
      - Não. – o velho respondeu de maneira clara e incisiva.
      - Sei que através da ciência o homem evita muitas ilusões, mas acontece que seu tempo de vida é tão pequeno que não poderia evitar todas. Deve haver outra maneira de não se iludir. Será que algum dia existirá uma geração sem ilusões? – disse Alves.
      - Cada época possui o seu critério de verdade e o modo de chegar até ela. A época atual tem o seu. – falou o homem velho, como quem tem autoridade.
      - Sim, há razão nisso que falas. Na necessidade de falar aos cientistas sou levado a elaborar meu pensamento dessa forma para ser entendido por eles... – disse Alves.
      - Não somente aos cientistas, mas também ao homem comum que tem o seu apoio e coloca sua segurança nas verdades científicas. – falou, interrompendo o discurso de Alves.
      - Sim, é isso. – continuou Alves. Trata-se apenas de uma necessidade histórica momentânea o fato de se utilizar a linguagem científica para demonstrar a verdade, pois ela é atemporal, não é limitada por construções sintáticas.
      - Não tenho dúvidas quanto a isso e vejo que você também não as tem. Porém, a natureza humana tem necessidade de viver e se movimentar dentro de um espaço conhecido e que tenha a aparência de estabilidade para oferecer a segurança de seus atos dentro de limites conhecidos. Tudo o que foge a esta ordenação, é excluído por ela. – disse o velho, sorrindo.
      Só então, espantado, Alves deu-se conta de onde estava e de que aquele homem era um louco. Mas como – pensou – ele pode ser louco e sábio ao mesmo tempo? Alves não teve tempo de disfarçar esse pensamento.
      - Sei o que estás pensando. E por isso vou revelar algo que não sabes: eu li todas as cartas que escreveste, e não somente eu...  Mas também todos aqueles que, de uma forma ou outra, estão interessados no que andas fazendo desde o dia em que entrastes aqui. Mas isso não é o mais importante. O mais importante é que nas cartas dizes coisas que, agora, contradizem teu pensamento a meu respeito. Mas não se envergonhe por isso. Antes, aprende mais uma coisa: seja sábio. Isso acontece ao homem que aspira ao conhecimento e ao que não o faz. A diferença está em que o sábio sempre aprende com seus erros e suas contradições. O homem que busca o conhecimento encontrará um caminho cada vez mais seguro. Na verdade, ele caminha para trás, na esperança de algum dia poder olhar o mundo com os olhos sem as lentes que lhe foram colocadas, desde os primeiros dias após o seu nascimento. Ele luta para se ver livre de tudo aquilo que aprendeu sem querer aprender. Ele sabe que só então, começará a conhecer. – concluiu aquele homem velho.
      - Sinto muito, mas não pude evitar pensar... Concordo sobre o que disseste sobre aspirar ao conhecimento. O homem de valor deve separar os conhecimentos que lhe são úteis e ordená-los para não mais sofrer. É grande a bagagem de experiências que ele deve adquirir. É uma obra de longa duração e persistência e, sobretudo, de confiança em si mesmo e, ao mesmo tempo, também de uma dose de desconfiança em seu raciocínio e, igualmente, em seu julgamento. Os homens já deviam nascer com mais de trinta anos – disse Alves.
      - E qual seria a primeira condição – perguntou o velho – que deveria atender àquele que busca o conhecimento?
      - Penso que se um homem quer descobrir a verdade, quer ser o explorador do seu caminho ele deve, em primeiro lugar, abandonar seus amigos... – disse esperando ser interrompido, mas como o velho continuou calado, ele continuou.
      - Pois são justamente eles que sugam as energias das quais o explorador de si mesmo necessita para tal empreitada. Para conservar os amigos, é necessário abrir mão de muitas, senão de todas, as tuas opiniões; é preciso ser cordial e amável e isso toma todo o seu tempo. Assim, não tenha compromisso com outro além de você mesmo. É isso, em poucas palavras, o que eu penso. – disse Alves.
      - Não sei se entendi perfeitamente... – disse, como que esperando Alves completar sua resposta.
      - Já experimentaste dizer não a algum de seus amigos? – perguntou ao velho e sem esperar resposta, continuou. – Não?! Experimenta, então... Verás que não eram do tipo de amigos que esperava que fossem. O preço que um homem deve pagar para ter amigos é o de anular a si mesmo e de ser sempre coerente com eles... ser um mentiroso... Os amigos não perdoam aquele que decidiu, para seu próprio bem, caminhar por outro caminho, ouvir o rufar de outros tambores, como alguém já disse. E sabe por quê? Porque isso implicaria em que aceitassem que estão no caminho errado e isso, nunca admitirão! – disse já com o tom de voz alterado. Aí, então, encontram no comportamento da massa uma consolação e uma parceria para condenar aquele que os abandonou ao resolver procurar um caminho melhor. É tido como ingrato ou louco. Mas este louco sabe que procurar o conforto e a segurança no convívio com a maioria, adotando seus costumes, é um desperdício para a própria Vida. Por outro lado, ser corajoso para dizer não é uma virtude que poucos alcançam. A coragem é necessária para o homem que está inseguro fora da massa conformista. Mas, ao chegar ao seu objetivo, não precisará nem de amigos e nem da massa.
      - Fico contente de poder conversar com você, principalmente sendo tão longos os dias aqui. – disse o velho.
      Desconfiado e sentindo um ar de pouco caso no que o velho disse, ele não se conteve e falou:
      - Não devemos falar todo o tempo e nem falar tudo que sabemos, porque não restará nada mais a dizer no momento seguinte. O afastamento na solidão é necessário à descoberta de novas verdades. Elas vêm e vão como as marés... Devemos ser suficientemente razoáveis e humildes para poder perceber quando é uma e quando é outra. – completou Alves e afastou-se daquele homem, indo novamente sentar-se na cadeira, retomando sua obrigação para com a humanidade.


#Fragmentos

ISBN 978-85-366-1165-5

* Imagem da Wikipedia.

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INVERNO


INVERNO

Chegou o Inverno,
to aqui nessa cama fria,
acho que queria um
colo Materno.

Abro meu caderno virtual,
puxo uma pagina digital,
começo essa Poesia
com uma letra Arial.

Penso como faço Poesia,
nem sei se Ela tem métrica,
se terá alguma réplica,
só espero que Ela não seja tétrica.

Já evito falar de Amor,
dele já desacredito,
é um sentimento que não existe,
mas que faz doer e causa dessabor.

Amor, é feito aquele ditado castelhano
«No creo en brujas, pero que las hay, las hay»
acho isso verdadeiro,
melhor evitar algum engano.

Prefiro Poetar o cotidiano,
um pouco do Social,
só espero não ser profano.

O Inverno chegou,
vou deixar minha barba crescer,
pra um ermitão parecer,
e as vezes umas Poesias fazer.

Marco Aurelio Tisi
( 22/06/2014 )


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Dar-te-ei uma rosa

Desenho de Josué Brito
Dar-te-ei uma rosa
uma rosa como nunca lhe deram
Uma rosa que não murcha como
as outras pobres rosas...
Uma rosa que só a traça come...

Dar-te-ei uma rosa
que não é vermelha, branca ou amarela
é uma rosa negra, não é feita de aguarela
ou nanquim, uma rosa
feita de grafite...

Dar-te-ei uma rosa
assinada, sem cheiro, sem cor,
mas não é por isso que ela é pior
que as outras rosas...
tem nela muito amor...

Dar-te-ei uma rosa
uma rosa que fui eu quem compôs,
com muita lágrima e esperança,
de que seja a rosa que te dei
simbolo do nosso amor...

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Anda vem !

Meu corpo atravessa teu corpo
há restos de ternura
cores do arco-irís
lume e perfume
fundo neutro e sem cor...

Corpo quente todo perfume
néctar encantado
és rosa és espinho meu amor
corpo perfumado
perfume do pecado
solidão que se tranformou em dor...

Anda vem
dá-me os teus beijos
teu amor é o meu mar
teu corpo o meu navio
tua boca  os meus desejos...

 Manuel Marques (Arroz)

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Fios de vidas



                                                                    Art: Khoa Le


Nos dias atuais
movimentos brutais
o que fazer para amenizar tais?

Como reumanizar emoções ?
Se  milhares de fios
estão presos as mãos corruptas

 Alguns a se debaterem

 outros a enlouquecerem

 assaltos, suicídios, vidas ceifadas

 humanos no chão  
 nossa educação , saúde e emoção no olho do furacão 

 O picadeiro!!!


 A esperança que tudo é passageiro


 Mas até a metamorfose chegar
 precisamos de nos alimentar de muita fé

 Se ligar ao criador

 plantar muito amor

 Como citou Chico Xavier
" ... a agitação faz parte do roteiro evolutivo da humanidade e que um dia também passará....
... tudo passa exceto Deus. Deus é o suficiente."

Claudiane Ferreira



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 Convido-os a assistirem o vídeo Tudo Passa - Chico Xavier - Narração Renato Prieto






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Brasil e México

São Paulo parou
ao meio dia,
aguardando o Brasil
às dezesseis.

Fizemos um congestionamento
digno de orgulho!

Mais uma vez,
no eterno momento
de barulho,

São Paulo parou:

- nada se movia
para assistir ao Brasil,
na ânsia do gol...

...que ninguém viu!

Gilberto de Almeida
18/06/2014


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Rotina




 
Imagem: http://1.bp.blogspot.com/



A rota cotidiana da (in)certeza,
Belezas que não vemos,
Pessoas que vemos, mas não lembramos.
Amigos, vizinhos, planos.

A camisa mal passada por falta de tempo,
A corrida contra o tempo,
O esquecimento.

Esquece-se o abraço, o sorriso, o carinho,
Esquece-se o argumento

Rotina.

A rota da vida que passa,
Às vezes meio sem graça, sem rima, sem cor.
A rota do amor, do querer, do saber, do temor.

Em meio à rotina nem tudo se nota
E aquilo que sobra,
Ali continua, esperando que um dia,
Por acaso, algum sábio lhe note.


Marcilane Santos

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Dois tempos

I

Naquele dia ele acordou

de escanteio;

dirigiu

pela lateral;

chegou atrasado.


Quis bater o cartão,

amarelo.

Mas foi impedido.


Reclamou com o Juiz:

- Não houve falta!

Ficou vermelho.


Regressou contrafeito.


Pensou na esposa,

mas foi expulso.

II

No outro dia

entrou em campo
mais decidido.

Foi de bicicleta.


Encobriu a barreira,

aproximou-se da meta.

Foi aplaudido.


Regressou satisfeito.


Pensou na esposa.

Conseguiu o cruzamento.

Gilberto de Almeida

17/06/2014


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Brasil e Croácia

Sob certo prisma,
tem sido interessante

ter como únicas considerações no mundo
aquelas que dizem respeito
ao gol contra,
à marcação do pênalti,
à punição dada ao craque 
       pela cotovelada no adversário...

Por algum tempo
tem sido interessante...

Sob certo prisma.

Gilberto de Almeida
17/06/2014



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TENHO O MUNDO EM MINHAS MÃOS

TENHO O MUNDO EM MINHAS MÃOS
(Por Maristela Ormond)

Tenho que LHE agradecer,
Pelo Sol que me ilumina,
Pela luz que irradia,
E não me deixa adoecer.
Tenho que LHE agradecer,
Pela noite que me encobre,
E todo cansaço dissolve.
Pelo sono que abastece,
E meu espirito enriquece.

Tenho que LHE agradecer,
Pelo alimento abençoado.
Pela energia que tenho para o trabalho suado.
Pelo sorriso ofertado,
Por ter recebido do mundo um sublime aprendizado.

Tenho que LHE agradecer
Pelo amor que tenho dado,
E de volta recebido e por todo SEU cuidado.
Tenho que LHE agradecer,
Pelos amigos a meu lado.
E os inimigos também,
Pois aprendo a ter cuidado.

Tenho que LHE agradecer
Por minha vida querida,
Por toda sabedoria
E experiência adquirida.
Tenho que LHE agradecer,
Pela paz dentro de mim,
E pedir que todos tenham
Felicidade sem fim...


 
Imagem da Web

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VERNÁCULO


VERNÁCULO

Nossa Amada Língua Portuguesa,
de uma sonoridade de tanta singeleza,
que quando bem dita é desprovida
de pobreza e rudeza.

Mas para tanto o Vernáculo,
tem que ter Glossário
pra alimentar o Dicionário,
e assim fluir o Vocabulário.

Mas há que exercitar a Literatura,
pra embarcar na Aventura,
sofrer com Amargura
do fim do Amor
que consome a Criatura,
enfim, o Principal
alimentar a Cultura.

Nossa Amada Língua Portuguesa,
que quando bem dita,
explica e exemplifica,
é cordata pra quem se tem contato,
se faz entender de imediato,
onde tudo fica mais exato.

Mas infelizmente,
não é assim tão corrente,
pois o Vernáculo não é inerente ,
a maioria de muita Gente.

Então, vence o “ baixo calão “,
fruto da falta de Erudição,
independente de Graduação,
eis ai o resultado da Mau Educação,
consequência de incomoda situação.

Tem que se alimentar da nossa Língua Portuguesa,
de um Vernáculo que é sempre uma surpresa,
de palavras com tantos sinônimos,
contrapostos com tantos antônimos.

E só pra dar um exemplo :-

Nossa Língua Portuguesa tão “ Dileta “,
ou seja, tão “ Predileta “
Entenderam ????????

Marco Aurelio Tisi

(16/06/2014 )    

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O Senhor do Tempo

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O Senhor do Tempo se encarregará
de varrer para o mais longe. Ele o fará!
Todas essas injustiças amaldiçoadas
que para o sempre, estão condenadas!

O Senhor do Tempo é nosso Pai
E diante de seu Amor, todo o mau cai
Toda palavra verdadeira já está escrita
E sua Glória para sempre é infinita

O Senhor do Tempo é muito bondoso
pois, teu olhar para nós, é maravilhoso,
com Ele, tudo é possível numa escala
e toda boca insana diante dele, se cala!

O Senhor do Tempo é nosso herói
pois, tudo é belo quando ele constrói.
Ele nos guarda no colo gentilmente
E sempre nos protege carinhosamente

O Senhor do Tempo é o amoroso Deus
Que ama incondicionalmente os filhos teus
Andando conosco e ensinando os valores
Para que não caiamos, no poço dos horrores

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SOZINHA

SOZINHA
(Por Maristela Ormond)

Sozinha vim,
Sozinha vou.
...
Pedi amor,
Roubei amor,
Doei amor,
Devi amor.
Vou pedindo,
Vou devendo.
Vou doando.
Nada entendo,
Agora, tudo compreendo.
Sozinha vim.
Sozinha vou.
...
Não tenho nada,
Só meus escritos,
E o que foi dito.
Não levo nada...
Não levo dor,
Não levo amor,
O seu calor,
O meu pudor,
O meu rancor,
Imagem da Web,

Só peço amor...
Só peço amor...

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Conversa entre poetas Josué Brito e Isa Lisboa

Josué Brito para Isa Lisboa

Todos nós descobrimos a poesia de um modo, seja em um momento bom ou um momento ruim na vida. Como e quando você descobriu e qual o modo que essa descoberta afetou a sua vida e o seu estilo?
Bom, eu escrevo desde cedo. Mas comecei a escrever prosa poética, pois era o estilo em que as palavras fluíam. Depois de começar o blog, comecei a ler uma série de autores talentosos da blogoesfera. Neles se incluíam muitos poetas, que escrevem no estilo livre (sem rima). Decidi então experimentar. Fui tentando escrever as ideias que tinha, mas mudando um pouco o ritmo, para "poetar" a ideia, ao invés do texto solto da prosa poética.


                                                                                                         Josué Brito
Você é portuguesa e como sabemos Portugal é um país onde encontramos diversos poetas de expressividade internacional, e também é a terra do fado. O que você acha que a poesia hoje representa para Portugal e para o mundo? E você concorda que com o tempo os poetas e fadistas perderam espaço na sua pátria?
Sem dúvida, Portugal ofereceu grandes poetas. Da mesma forma também grandes fadistas! Creio que a poesia tem vindo a perder algum do seu lugar – em Portugal e no Mundo - tendo vindo a ser substituída por outras formas de escrita e de expressão. No entanto, Portugal tem belíssimos poetas contemporâneos, e a poesia continua a existir e a ter leitores. Já quanto ao fado, não tem já o espaço da sua origem, ou até bem conhecida Amália, mas a nova geração de fadistas (por exemplo, Mariza, Ana Moura, Camané, entre outros), tem dado um novo fôlego a esta forma de cantar tão nossa, e que tão bem casa com aquela palavra que só na língua portuguesa existe: a saudade! Apesar de tudo, acredito que ainda exista poesia e fado - como se cantava num fado: “Tudo isto existe, tudo isto é fado!”

Quais são seus ídolos e seus sonhos que você pretende realizar com sua poesia?
Um dos meus poetas favoritos é sem dúvida Fernando Pessoa. Especialmente a poesia que assinou em nome próprio e a que assinou como Álvaro de Campos. Os temas destas poesias são muito ricos e a forma como ele os explorava na sua poesia toca-me muito enquanto leitora. Para, além disso, toda a questão da heteronímia e a forma como ele a vivia sempre me fascinaram imenso! Também gosto muito de Nuno Júdice, Florbela Espanca, Sophia de Mello Breyner…! Isto apenas para citar alguns, de entre os mais conhecidos. Os meus projetos na área da escrita são, sobretudo de aprender mais e… experimentar, experimentar, experimentar! Tenciono manter o meu blog pessoal, bem como as participações em blogs coletivos, como o Tubo de Ensaio que nos recebe! Quanto a outros projetos, certamente existe vontade de ir mais além. Gostaria muito de ver as minhas palavras impressas, mas por enquanto ainda é cedo para falar de detalhes. Mas ideias existem, e caneta e papel também não faltam, para apontar o que a inspiração vai trazendo!

Como sabemos vivemos um período onde a poesia varia de poeta para poeta, tudo que já tivera que ser produzido, já foi. A nossa poesia contemporânea oferece tudo que pode ou não, qual sua opinião. Você acha que ainda podemos atingir outro patamar?

A literatura foi evoluindo ao longo dos anos, em conjunto com a expressão dos tempos, com os anseios e interesses das gerações e dos povos. Se há ainda mais para dar na nossa poesia? Por vezes faço essa pergunta a mim própria, em relação à minha escrita… Na realidade já tanto, foi escrito, que poderei eu ainda escrever de novo? E depois no momento seguinte, a inspiração me faz escrever algo novo, um novo sentimento me puxa para o papel. Por isso, acredito que haverá sempre algo novo para escrever, tal como uma nova música para fazer, um novo quadro para pintar. E, se não fecharmos a porta à nossa veia poética, então, talvez atinjamos, sim, outro patamar. Pelo menos vale a pena sonhar com isso!

Não somos reconhecidos pela poesia, atualmente, poucos são. Você já pensou alguma vez em desistir defronte as dificuldades da nossa literatura?
Na realidade não pensei desistir. Mas a verdade é que para mim essa resposta é fácil, visto que não escrevo por profissão. Escrevo como hobby e isso me dá algum conforto em relação a esse tema. Mas acredito que quem  faz da literatura a sua profissão não deve desistir!
Ainda há muitos leitores no mundo, e que apreciam estilos variados.


Isa Lisboa para Josué Brito

Como você descobriu o gosto por ler e por escrever poesia?
Creio que eu jamais descobri, eu nasci com o gosto para poesia. Eu infelizmente não guardo muitas memórias, mas segundo relatos escrevo poesia desde os meus 08 anos. Entretanto o estilo que adotei mais recentemente tem uns dois anos. Eu sempre fui um ávido leitor de prosa, até hoje dos mil livros que li apenas 2% correspondem à poesia. Comecei a escrever poesia muito antes de ler poesia. Mas com o aprofundamento no estilo lírico resolvi ler poesia e desde então me apaixonei por Cecilia Meireles, Carlos Drummond, Shakespeare, Fernando Pessoa entre outros clássicos do nosso estilo. Costumo dizer que não descobri a poesia, a vida me levou a poesia... O estilo lírico foi o único modo autentico que descobrir para me expressar.

Você me falou da sua admiração pelo fado português. Para além de ouvi-lo, você se atreveria a cantá-lo? Ou outro estilo? Na realidade, o que gostaria de saber é se você pratica alguma outra forma de arte, além de sua bela poesia?
Eu sou uma pessoa muito atrevida, e de vez em quando me atrevo a cantar um bom fado, uma bossa nova... Além disso, faço desenhos, é uma forma de expressão que adotei em concomitante com a poesia. Faço um pouquinho de todo o tipo de arte. Como você, gosto de experimentar, descobrir coisas novas. Mas sou mesmo é poeta. É poesia, o prazer de "brincar" com a nossa língua riquíssima é o que me move.

Existe algum tema e/ou forma de escrita que você ainda não tenha explorado e que gostaria de abordar?
Gosto de explorar de tudo um pouco, gosto de brincar com as diferentes forma de escrever, entretanto tem uma que exploro hora e quando, não sendo tão frequente, é a métrica, gostaria de escrever mais sonetos clássicos, e poemas metrificados, não há nada melhor do que trabalhar com regras e fazer uma obra-prima.

Já antes falamos dos seus ídolos! Bom, o desafio que tenho para lhe propor agora é o seguinte: Imagine que poderia passar um dia inteiro com um deles? Quem seria e o que gostaria de lhe perguntar?
Queria passar um dia inteiro com Fernando Pessoa. Gostaria de perguntar para ele duas coisas; "Valeu a pena?" e "Qual o seu segredo?”.

Se você fosse um livro, qual seria?
Seria algum desses livros pouco lidos das velhas bibliotecas e que ninguém nunca entende. Acho que seria uma enciclopédia filosófica.


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