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Esmeril















O coração amargo, a pedra bruta,
a adormecida gema em nosso seio,
o espírito imaturo, fraco, alheio,
a pouca luz que tem, rebelde, oculta.

Que graça há, se a pedra hostil refuta
a força do esmeril em seu anseio
de não brilhar? Que graça? De onde veio
a teimosia tola e resoluta?

Porém, a natureza, em seu constante
pulsar silencioso, enquanto cala,
trabalha sem cessar e o diamante,

da pedra fosca surge, na antessala
da alma, já que a Lei de Deus garante
a dor e o sofrimento, a lapidá-la...

Gilberto de Almeida
18/07/2014

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5 comments:

E.P. GHERAMER said...

Permita-me repetir:
"Porém, a natureza, em seu constante pulsar silencioso, enquanto cala, trabalha sem cessar e o diamante da pedra fosca, surge, na antessala da alma, já que a Lei de Deus garante a dor e o sofrimento, a lapidá-la..."
Eu teria que ser Poeta para não apenas repetir. Mas me contento.
Achei lindo. Parabéns, Gilberto!

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

Aproveito a carona do E.P, eu também teria que ser poeta.
"Que graça há, se a pedra hostil refuta a força do esmeril em seu anseio de não brilhar? Que graça? De onde veio a teimosia tola e resoluta?

E a Luz continua a nos presentear...

Isa Lisboa said...

A natureza ensina-nos que do caos e da dor nasce beleza e força!
Muito bom, Gilberto!

Gilberto de Almeida said...

Obrigado, amigos. Eu teria que ser tão elegante quanto vocês todos para agradecer apropriadamente. Mas fica meu obrigado, de coração.

Sun Torres said...

Obrigada Gilberto por nos presentear com este lindo soneto.
Gostei muito em ter mergulhado em tantas palavras escolhidas e bem arrumadas.
Parabéns! :)

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